Motörhead: a banda ainda soa relevante e interessante

Resenha - Aftershock - Motörhead

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Por Thiago El Cid Cardim
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Nota: 8

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Chega a ser triste escrever estas linhas justamente no momento em que pipocam notícias a respeito do estado de saúde debilitado do lendário Lemmy Kilmister, uma das mais icônicas figuras do rock pesado em todo o mundo, herói de legiões de bangers devotados. Mas é impossível deixar de falar de "Aftershock", o 21º álbum de estúdio do Motörhead e que traz a banda fazendo o que sabe fazer de melhor, afiadíssima, em forma, poderosa como sempre.

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Você pode até dizer que o trio está fazendo rigorosamente o mesmo tipo de música que há, sei lá, 30 anos. Pode ser, arrisco dizer, que você esteja certo. Mas, no caso deles, não chega a ser demérito algum. Se "Aftershock" não é o Motörhead inovando, pelo menos é o Motörhead se renovando - o que é muito difícil de ver acontecer com determinadas bandas veteranas. É uma banda que se mostra ainda relevante o bastante para ter tesão em fazer (e tocar) músicas inéditas, anos após ano.

O disco abre com "Heartbreaker" e fecha com "Paralyzed", dois exemplares típicos do bom e velho Motörhead: faixas do tipo cacetada, sujas, pesadas, aceleradas, nervosas, metal transbordando atitude e urgência herdadas do punk. Só isso (aliado ao baixo certeiro de "Queen of the Damned", uma espécie de herdeira direta de "Ace of Spades") já seria o suficiente para definir "Aftershock" - mas o legal é que tem um temperinho ainda mais ardido neste jantar. "Dust and Glass" e "Lost Woman Blues" são dois momentos mais melódicos, mais blues, explorando um Lemmy diferente – mas igualmente sacana, leia-se.

Sacana também é a guitarrinha que Campbell desfila ao longo de "Silence When You Speak to Me", um pouco mais encorpada e grooveada. Já "Crying Shame" e "Do You Believe?" têm um sabor de rock clássico salpicado nas cordas do guitarrista, estilo anos 50, do tipo que dá até para arriscar – pasme! - uns passinhos de dança pra acompanhar. E eu desafio você a resistir ao charme da deliciosa "Keep Your Powder Dry", que é um combo ideal para bater cabeça e mexer os quadris.

Tudo isso, insisto, em um único disco do Motörhead, que dura inacreditavelmente menos de uma hora de audição contínua. Pense nisso.

Quando a gente ouve um disco como "Aftershock", ficamos secretamente rezando aos nossos deuses (sejam eles quem quer que sejam) para que um sujeito como Lemmy seja, de fato, tão imortal quanto sempre pensamos que ele fosse. Sabemos que anos de repetidos copos de Jack Daniel's e infindáveis maços de cigarros iriam cobrar tributo em algum momento. Mas não precisa ser agora. Porque o cara vai fazer uma falta e tanto. E não por uma espécie de saudosismo barato. Mas porque ele continua ativo, produzindo e entregando música boa. A gente merece. E ele também.

Line-up:
Lemmy Kilmister – Vocal/Baixo
Phil Campbell – Guitarra
Mikkey Dee – Bateria

Tracklist:
01. Heartbreaker
02. Coup de Grace
03. Lost Woman Blues
04. End of Time
05. Do You Believe?
06. Death Machine
07. Dust and Glass
08. Going to Mexico
09. Silence When You Speak to Me
10. Crying Shame
11. Queen of the Damned
12. Knife
13. Keep Your Powder Dry
14. Paralyzed

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Sobre Thiago El Cid Cardim

Thiago Cardim é publicitário e jornalista. Nerd convicto, louco por cinema, séries de TV e histórias em quadrinhos. Vegetariano por opção, banger de coração, marvete de carteirinha. É apaixonado por Queen e Blind Guardian. Mas também adora Iron Maiden, Judas Priest, Aerosmith, Kiss, Anthrax, Stratovarius, Edguy, Kamelot, Manowar, Rhapsody, Mötley Crüe, Europe, Scorpions, Sebastian Bach, Michael Kiske, Jeff Scott Soto, System of a Down, The Darkness e mais uma porrada de coisas. Dentre os nacionais, curte Velhas Virgens, Ultraje a Rigor, Camisa de Vênus, Matanza, Sepultura, Tuatha de Danaan, Tubaína, Ira! e Premê. Escreve seus desatinos sobre música, cinema e quadrinhos no www.observatorionerd.com.br e no www.twitter.com/thiagocardim.

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