Pearl Jam: Um disco cativante que mostra a vitalidade da banda
Resenha - Lightning Bolt - Pearl Jam
Por Júlio César Tortoro Ribeiro
Fonte: Its Electric
Postado em 01 de fevereiro de 2014
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O Pearl Jam tem uma vasta carreira que teve seus altos e baixos, foi um dos focos da explosão Grunge nos inicio dos anos 90, também saboreou momentos mais obscuros nesse meio tempo até surfar nas ondas da popularidade novamente nos meados dos anos 2000. Nesse contexto de altas expectativas surge Lightining Bolt, o décimo registro de estúdio de inéditas dos caras, e posso afirmar que fizeram bonito.

Antes de qualquer coisa, os tempos de Ten e Vs não voltam mais, para o bem ou para o mal o quinteto de Seattle evoluiu nesses anos, fazendo um Rock amplo, algo como uma versão mais rebelde e caótica de Bruce Springsteen e NeilYoung.
No que consiste tal amadurecimento? Em uma musicalidade que caminha entre o Punk, o Rock clássico e o Folk, muitos podem falar que essa fórmula não é novidade no som do Pearl Jam, o que é fato, mas em Lightining Bolt a engrenagem está mais alinhada e a sintonia mais fina.
Se em Backspacer (2009) a banda soou mais simples e direta, desta vez temos arranjos mais diversificados e uma perfomance mais consistente com maior robustez sonora. Eddie Vedder comanda a banda com carisma e sua ótima voz, Stone Gossard e Mike McCready afiaram suas guitarras mais uma vez, Jeff Ament balanceia tudo com seu som de baixo cristalino e Matt Cameron é um eximio baterista. A formação sólida é a grande força do Pearl Jam.

Getaway abre as portas em um clima para cima, agitado, recheado de guitarras e boas melodias, Mind Your Manners vem na sequencia sem pedir licensa, um punk rock no talo e sem frescuras como todo o fã do Pearl Jam gosta.
A balada Sirens é um dos momentos mais inspirados do álbum, Eddie Vedder coloca bem sua voz em versos cativantes e McCready brilha em um solo espetacular, Lightning Bolt retoma a pegada roqueira evocando Do The Evolution com os riffs de Gossard. Se na primeira metade do disco as influências de Punk Rock falam mais alto, a segunda metade vem mais na manha, com a melancólica Pendulum a atmosfera fica mais chuvosa como Seattle, um climão pesado recheado de ecos, baixo e violões, muito bom de ouvir.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Let The Records Play é um rock cadenciado, simples mas recheado de grooves promovidos por Ament e Cameron. a quase country Sleeping By Myself é dispensável, a balada Yellow Moon tem um solo de guitarra muito bom além de grande potencial para partes mais calmas dos shows, a folk Future Days fecha o disco de maneira oposta a seu inicio, de forma acústica e serena, os bons vocais evidenciam o diferencial de Vedder, que transforma músicas comuns em grandes canções.
Lightining Bolt é um disco cativante e mostra a vitalidade do Pearl Jam, se em anos anteriores eles buscavam uma nova identidade após a euforia dos primeiros anos, hoje encontramos uma banda convicta em fazer o que quer sem se preocupar com as amarras do passado e modismos. O passar do tempo fez muito bem aos caras.

O Digipack tem um trabalho gráfico muito legal. Compre sem medo.
Outras resenhas de Lightning Bolt - Pearl Jam
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda de rock nacional dos anos 1990 cujo reconhecimento veio muito tarde
O significado do gesto de Alissa White-Gluz no vídeo do DragonForce que ninguém percebeu
Empresário do Angra comenta planos para Luis Mariutti e Ricardo Confessori
A lenda do rock cuja guitarra é inspirada em Jimmy Page e raça de cavalos rara holandesa
A opinião de Paulo Ricardo do RPM sobre a cantora de axé Daniela Mercury
Testament confirma turnê latino-americana com Municipal Waste e Immolation
A música que selou a decisão de Nicko McBrain ao sair do Iron Maiden
Rafael Bittencourt revela que músicas do Angra foram inspiradas por sua esposa
Carl Palmer traz ao Brasil o show que revive Emerson, Lake & Palmer sem hologramas
Nevermore - O retorno da banda que nunca saiu da mente dos brasileiros
A música de álbum clássico do Judas Priest que Glenn Tipton acha forçada
A música revolucionária que o Guns N' Roses começou a criar num porão em 1985
Nicko McBrain revela conselhos para seu substituto no Iron Maiden
Duas partes do "The Metal Opera", do Avantasia, ganham relançamento em vinil
O disco do Black Sabbath que causa sensação ruim em Geezer Butler
A banda lendária que envelheceu mal e não acabou dignamente, segundo Noel Gallagher
O hit de Neil Young que Bob Dylan confessou que odiava: "Soava como eu, mas não era eu"
Axl Rose: Texto analisa rivalidade com Kurt Cobain
Durante entrevista, CEO do Atlético Mineiro revela apresentação do Pearl Jam em Belo Horizonte
O maior álbum grunge para muitos, e que é o preferido de Eddie Vedder
Pearl Jam gastou uma bela grana para gravar "Ten", seu primeiro disco de estúdio

