Hell: ascendendo ao patamar das melhores bandas atuais
Resenha - Curse & Chapter - Hell
Por Junior Frascá
Postado em 05 de dezembro de 2013
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Depois de surgir em 1982, e encerrar sua carreira prematuramente, sem nenhum disco completo gravado, o HELL retornou com tudo em 2011, ao lançar o ótimo "Human Remains", graças ao esforço do produtor Andy Sneap em reunir a banda, da qual também se tornou guitarrista. E agora, com o nome já consolidado na cena, o quinteto retorna com seu novo álbum, que tem tudo para alavancar ainda mais a carreira do quinteto.
Ainda mais pesado que o disco anterior, "Curse & Chapter" mantém a pegada mais tradicional da banda, com forte influência de NWOBHM, mas trazendo elementos de thrash metal mais evidente, principalmente nos riffs de guitarra soberbos de Andy e Kev Bower. Alias, a dupla se mostra afiadíssima também nos solos, cheios de ótimas melodias, e que enriquecem ainda mais cada uma das faixas do disco.
As faixas "Something Wicked This Way Comes" e "Deliver Us From Evil" mostram bem esse lado mais thrasher da banda, calcadas em riffs pesados e diretos, mas sem deixar de lado as melodias, assim como "Darkhangel", cheia de groove, e com um refrão muito marcante.
A cozinha, formada por Tony Speakman e Tim Bowler também é das mais competentes, realçando o peso, e contribuindo muito para os arranjos das faixas, que embora não sejam tão complexas, se mostram muito bem estruturadas.
Todavia, o grande diferencial do som do HELL é o vocalista David Bower, com interpretações teatrais que chegam a assustar. Além disso, seu timbre característico é bem variado, não enjoando com o decorrer da audição.
A produção, por sua vez, segue o padrão Andy Sneap de qualidade, ou seja, com uma mixagem praticamente perfeita, com todos os instrumentos e vozes soando bem perceptíveis em todos os seus detalhes, e com destaque para o timbre sujo e agressivo das guitarras.
Um prato cheio para qualquer fã de heavy metal, "Curse & Chapter" vem para mostrar que o HELL não era apenas uma banda que queria lançar um disco com músicas do passado (como ocorreu em "Human Remains"), mas sim um grupo de muita qualidade, que tem tudo para se tornar referência no metal contemporâneo.
Curse & Chapter - Hell
(Nuclear Blast - Importado- 2013)
Tracklist:
1. Gehennae Incendiis
2. The Age of Nefarious
3. The Disposer Supreme
4. Darkhangel
5. Harbinger Of Death
6. End Ov Days
7. Deathsquad (Instrumental)
8. Something Wicked This Way Comes
9. Faith Will Fall
10. Land Of The Living Dead
11. Deliver Us from Evil
12. A Vespertine Legacy
Lineup:
David Bower - Vocals
Kev Bower - Guitar, Keyboards, Vocals
Andy Sneap - Guitar
Tony Speakman - Bass
Tim Bowler - Drums
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Amy Lee relembra a luta para retomar o controle do Evanescence; "Fui tratada como criança"
O cover gravado pelo Metallica que superou meio bilhão de plays no Spotify
A condição de Ricardo Confessori pra aceitar convite de Luis Mariutti: "Se for assim, eu faria"
A curiosa lista de itens proibidos no show do Megadeth em São Paulo
A banda de abertura que fez Ritchie Blackmore querer trocar: "Vocês são atração principal"
Dez músicas clássicas de rock que envelheceram muito mal pelo sexismo da letra
Bangers Open Air inicia venda de ingressos para 2027; confira possíveis atrações
Astro de Hollywood, ator Javier Bardem fala sobre seu amor pelo Iron Maiden
Sepultura se despede entre nuvens e ruínas
A música do The Police em que Sting se recusou a tocar: "Enterrou a fita no jardim"
A banda de metal que Lars Ulrich disse que ninguém conseguia igualar: "Atitude e vibração"
O clássico lançado pelo Metallica em 1984 que revoltou os fãs: "Eles surtaram"
"Exageraram na maquiagem em nós": Chris Poland lembra fotos para álbum do Megadeth
Guns N' Roses supera a marca de 50 shows no Brasil
Stryper celebra o natal e suas quatro décadas com "The Greatest Gift of All"
Kreator - triunfo e lealdade inabalável ao Metal
"Eagles Over Hellfest" é um bom esquenta para o vindouro novo disco do colosso britânico Saxon
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar


