Paradise Lost: Um clássico indispensável para fãs
Resenha - One Second - Paradise Lost
Por Leandro Fernandes
Postado em 20 de novembro de 2013
Nota: 8 ![]()
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Uma grande mudança no som da banda marca esse excelente álbum, cheio de variações, principalmente na parte instrumental. Álbum que aderiu novos fãs e colocou em dúvida os antigos.
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One Second é o sexo álbum do Paradise Lost. Arrisco a dizer que seria o mais original e versátil da banda, pois marca uma outra fase que querendo ou não são irmãs, musicalmente falando. Doom e gótico são estilos muito próximos, por isso a banda não encontrou dificuldade alguma em migrar de um para o outro. One Second não é o melhor mas também não é o pior álbum dos caras. Recebido com uma certa estranheza, aos poucos foi conquistando seu espaço perante os fãs e hoje músicas como a faixa título e Say Just Words, dificilmente ficam fora dos shows.
Encontra-se nesse álbum uma atmosfera bastante nostálgica e melancólica, misturada com peso e harmonia, que podemos observar em músicas como Lydia e Another Day. Em vários momentos se tem a sensação de estarmos diante de uma banda nova em seu primeiro álbum e logo se nota a presença marcante da voz de Nick Holmes em This Cold Life, que te leva a uma viagem surreal em meio ao peso dos riffs e da pegada bem arrastada da bateria. A melhor faixa do disco, One Second, segue uma linha de teclados perfeita, misturada com peso e suavidade em todos os momentos, tendo em si um clima completamente sombrio dado pelo vocal.
Considerando o disco como um verdadeiro petardo da banda, sem esquecer o excelente Gothic e o antecessor Draconian Times, o Paradise Lost se consagrou em um estilo próprio que poucas bandas hoje conseguem manter o nível, sem firulas ou algo parecido. Esse disco merece ter seu destaque e com certeza se tornou um clássico indispensável para fãs da banda ou do estilo.
Membros:
Nick Holmes – Vocal
Gregor Mackintosh – Guitarra
Aaron Aedy – Guitarra
Steve Edmondson – Baixo
Lee Morris – Bateria
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