Alter Bridge: no hall das maiores bandas da história

Resenha - Fortress - Alter Bridge

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Por Vitor Fontana de Ávila
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Nota: 10

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Alter Bridge: banda formada em 2004, na cidade de Orlando, Florida - EUA, com quase dez anos de estrada e mostrando a que veio desde o princípio: para adentrar no Hall of Fame das maiores e melhores bandas de Metal da História. E o quarto álbum recém lançado, "Fortress", definitivamente, confirma isso.
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Desde o lançamento do incrível primeiro álbum, "One Day Remains", passando pela quase total perfeição consagrada em "Blackbird", com aclamação contínua do público e da crítica com o release de "AB III", "Fortress" garante e amplia à Alter Bridge o status já devidamente reconhecido como uma das melhores bandas de Metal que surgiram desde o início dos anos 2000, já fazendo parte e permanecendo, certamente, ao lado das melhores e grandiosas bandas consagradas na História do Heavy Metal. Sem nenhuma pretensão de criar álbuns comerciais, AB cada vez mais conquista seu espaço, tão somente, criando obras de arte. Sim, isso mesmo. Sem nenhuma apelação comercial, AB cria músicas magistralmente compostas com uma mistura riquíssima em virtuosidade, técnica, sinergia, entrosamento, honestidade e, claro, MUITO feeling de todos os membros da banda. É um supergrupo, notavelmente.

Os fãs que acompanham a banda desde o surgimento da mesma sabem que o AB já tinha o potencial de estar entre as melhores. Mas, certamente, não faziam a menor ideia de que seu potencial era muito acima da média que já imaginávamos. E "Fortress" prova isso.

Não consigo considerar ou comparar álbuns como o "melhor da banda" ou "um dos melhores", mas "Fortress"... abre uma grande exceção: se não é o melhor álbum da década, é um dos melhores. Agora, escolher qual dos 4 (quatro) álbuns lançados pelo AB é o melhor da banda, é muito mais difícil. (risos)

A banda é de uma qualidade técnica incrível, com um feeling no mesmo nível. Se você não conhece, procure escutar os demais álbuns lançados e saberá por que AB é uma banda consagrada na História do Heavy Metal.

Pois bem, vamos à análise: "Fortress" é o 4º álbum do Alter Bridge, lançado agora, na última semana de Setembro no "restante do mundo", digamos assim, pela Roadrunner Records e que, também, será lançado nos EUA, em 8.10, pela EMI.

Como é tradição da banda lançar um material de excelente qualidade desde que ficou conhecida, após "One Day Remains", a euforia por este álbum era notável entre os fãs. Com o release do single "Addicted to Pain", o entusiasmo duplicou. E, agora, com o acesso à íntegra do álbum - ainda mais, com o streaming da íntegra do álbum, liberado temporariamente antes do lançamento do mesmo -, se confirma o que já era esperado: um SUPER álbum, extremamente excelente, certamente, consagrado como um clássico do Heavy Metal.

Falando em clássico, é imprescindível não se arrepiar com a intro de "Cry of Achilles". Interessante que o nome da música me remeteu a "Achilles Last Stand", do consagradíssimo Led Zeppelin, curiosamente, a faixa de abertura do álbum "Presence", assim como essa - "Cry of Achilles" - abre "Fortress". Qualquer semelhança é mera coincidência... será?

Coincidência ou não, a peça de violão clássico orquestrada por Myles Kennedy - sim, ele é um virtuose também no violão/guitarra! - é extremamente épica! E, a entrada do instrumental em peso é de arrepiar! Épico. Simplesmente. A parte final e o solo nem se fala, sem contar o vocal de Myles. Música absurdamente épica, certamente estará corriqueiramente na setlist do AB em todos os seus shows.

Após, "Addicted to Pain" e "Bleed It Dry" mostram o lado Speed e Progressive Metal da banda. "Addicted to Pain" dispensa comentários: sucesso consagrado da banda logo no release da mesma como single. E "Bleed It Dry", da mesma forma. Os riffs, a mistura do Speed com o Progressivo mantém o nível elevado do álbum que iniciou com a primeira faixa. Sucessos confirmados ao lado de "Ties of Bind", "Isolation", "Metalingus", "White Knucles" e afins. Destaque para o instrumental: perfeito. E o solos, de Mark Tremonti e Myles Kennedy.

"Lover", a faixa seguinte, é FEELING PURO! A voz de Myles arrepia qualquer um. "Lover" relembra a intro de "Burn It Down", música muito boa lançada no primeiro álbum, "One Day Remains". O instrumental é completo, cheio, e o vocal de Myles, outra vez, se destaca. O início sussurrado da música, com a explosão após a mesma, é sensacional. Sem palavras. "Lover", ao lado de músicas como "Ghost of Days Gone By" e "Blackbird", num show... prepara-se para uma sessão intensa de Blues e Metal, com uma forte overdose de feeling da estupenda voz de Myles Kennedy.

"The Univited" e "Peace is Broken" mantém o mesmo nível, incrivelmente. A primeira tem uma grande dose de Progressivo, com a batida Heavy Metal consagrada pela banda. O vocal de Myles, como sempre, se sobressai naturalmente. E "Peace is Broken", idem. Porém, aqui, há um diferencial: há uma pegada de Heavy Metal com "Before Tomorrow Comes". Excelente música!

"Calm the Fire". O que dizer dessa obra prima? A intro com falsete do Myles e, logo após, toda a potência da voz dele, com um instrumental muito bem trabalhado... mais o refrão perfeito... no setlist pra sempre do AB. Sucesso consagrado. Certamente, mais um dos singles do álbum. Não há mais o que dizer, tal música deixa o ouvinte sem palavras. Escute e você mesmo saberá disso!

"Waters Rising" é outra faixa interessantíssima e de alto nível do AB. A propósito, ressalta-se que não há NENHUMA faixa mediana no álbum! Todas se destacam, algumas mais, outra menos, mas TODAS elas são de ALTÍSSIMO NÍVEL! E aqui, obviamente, se destaca o dueto entre Mark Tremonti e Myles Kennedy, relembrando a espetacular "Words Darker Than Their Wings". O instrumental lembra a pegada do último álbum, "AB III". E o vocal, e o solo... sem mais palavras, é uma perfeição.

A próxima faixa, "Farther Than The Sun" retoma o momento "Headbangin'" do álbum. O refrão é sensacional, já dá pra se imaginar no show cantando junto. A canção é perfeita e, certamente, também já é um sucesso do álbum.

"Cry a River", então? SENSACIONAL. O Riff progressivo é o destaque, bem como a harmonia instrumental. A música está no mesmo nível dos grandes sucessos do AB, possui um refrão extasiante, e uma progressão incrível, tanto instrumental, quanto vocal. "Absurdamente excelente"!

"All Ends Well"... parece até uma ironia ficar no fim do álbum, antes da gloriosa faixa título. (risos)

Esta música resgata o feeling e o sentimento de "Rise Today", "Life Must Go On", "One Day Remains" (faixa título), "Breathe Again"... ou seja, aquela balada com forte presença instrumental e um vocal habilidoso, demonstrando que "tudo acaba bem", ou seja, uma mensagem positiva no fim. É o "início do fim" do álbum em um nível ALTÍSSIMO de qualidade.

Por fim, "Fortress", a faixa título, dispensa mais comentários. Épica, do início ao fim. É uma mistura de "Blackbird" com "Words Darker Than Their Wings". Vocal absurdo, como em todo o álbum, instrumental progressivo, pesado, intenso, como nas demais faixas, e o refrão, que tem a frase "Fortress coming down", marca profundamente. É impossível não imaginar um cenário pós-apocalíptico (como bem retratado no cover do álbum), onde, em tudo o que você se agarra se esvai por entre os dedos. No caso, entendo que, a "Fortaleza", é tudo o que você possui e que pode acabar, em um instante. "Fortress" tem uma das letras mais profundas e intensas do AB, assim como um instrumental e vocal épicos. Não por acaso, é a última faixa do álbum, encerrando o mesmo no altíssimo nível das demais músicas.

Por fim, é importante ressaltar que, como houve até mesmo em "Blackbird", não ocorreu NENHUMA QUEDA DE APROVEITAMENTO das músicas. Não há "faixas medianas". Não há quebras de ritmo, feeling, o que for. O álbum foi construído minuciosamente! Inicia épico, se mantém clássico e termina ainda mais épico do que o começo. E, não é à toa, que o álbum está sendo agraciado pela crítica com quase unanimidade em notas máximas (10/10, 5/5, etc.).

"Fortress", do Alter Bridge, é, sem dúvida alguma, um clássico do Metal, um dos melhores álbuns já produzidos nos últimos vinte anos. Arrisco dizer que, se Alter Bridge tivesse surgido nos anos 80, hoje estaria com o mesmo status de Metallica, Guns 'n Roses, Aerosmith e afins. A banda é EXCELENTE, como um todo. É uma superbanda, claramente! O instrumental de base (baixo e bateria) é supremo, as linhas de guitarra são animais e o vocal é divino.

Há uma dinâmica, melodia, harmonia e ritmo em perfeição ANIMALESCA neste álbum. Não que nos outros álbuns eles, assim, não fizessem. Mas estão sempre se superando. O resultado é um álbum que, mesmo com todas essas qualidades, pode-se perceber que cada timbre individual trabalha num todo e, ao mesmo tempo, cada um possui seus momentos. É sensacional, sem dúvida alguma disso!

Myles é, certamente, um dos melhores vocais/frontmans da História do Metal/Rock. Mark, da mesma forma, um dos melhores guitarristas de todos os tempos. Brian e Scott (baixista e baterista, respectivamente) é uma dupla explosiva do mesmo nível de Lars Urich e Cliff Burton, John Bonham e Jon Paul Jones, Steven Adler e Duff McKagan, Ben Shepherd e Matt Cameron, etc.

Alter Bridge surgiu para fazer História. E conseguiram.

Compre o álbum e viaje na trilha de um dos melhores álbuns, de uma das melhores bandas... de todos os tempos.

Tracklist:
1. Cry of Achilles (6:30)
2. Addicted to Pain (4:16)
3. Bleed It Dry (4:44)
4. Lover (5:17)
5. The Uninvited (4:47)
6. Peace Is Broken (4:40)
7. Calm the Fire (6:04)
8. Waters Rising (5:39)
9. Farther than the Sun (4:07)
10. Cry a River (4:00)
11. All Ends Well (5:12)
12. Fortress (7:36)

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