Mysteriis: Recomendado para quem gosta de metal nacional

Resenha - Hellsurrection - Mysteriis

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Por Matheus H. Guerra, Fonte: Warmetalbr
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Nota: 8


Eis que chega até mim através da Heavy Metal Rock o mais novo lançamento dos cariocas do Mysteriis. Banda esta que já acompanho há algum tempo, mais precisamente desde 1999, quando conheci o clássico "About the Christian Despair". A partir de então busquei mais informações sobre a banda, até o lançamento em 2000 do EP "Fucking in the Name of God" que para mim foi uma certa decepção, não que este EP seja ruim, mas, após o primeiro álbum eu esperava algo maior e melhor.

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Agora, essa grande banda ressurge com seu novo trabalho intitulado "Hellsurrection", nome perfeito para marcar o retorno desta que é uma das bandas mais tradicionais da cena nacional.

Vamos agora falar desse novo trabalho. Comecemos pela arte gráfica, a arte de capa ficou muito bem trabalhada e blasfêmica, na linha do primeiro álbum "About the Christian Despair" bem trabalhada com tons de vermelho, mas, nesse novo álbum a cruz está invertida e a imagem de Cristo está sendo partida ao meio ao invés de queimada como no "About the Christian Despair". A parte de traz também nos mesmos tons tem o nome das musicas e foto dos quatro membros da banda. O ponto fraco da arte é a arte no interior do encarte, onde o mesmo é escuro, com as letras das musicas um pouco pequenas e as imagens de fundo pouco definidas.

Falemos agora do som. Esse álbum mostra o retorno à verdadeira essência do Mysteriis, com um som bem trabalhado, um vocal muito foda e sabendo dosar muito bem as partes arrastadas e os teclados muito bem encaixados e sem exageros, ou seja, na dosagem certa.

A primeira música "Hellsurrection" é uma introdução toda no teclado, que prepara muito bem o ambiente bem sombrio para o que está por vir.

A segunda música é a "Nazarene Shall Fall", que já começa direto com guitarras, baixo e bateria, até a entrada do vocal muito rasgado e agudo, na linha da velha escola do Black Metal. Um ótimo trabalho das guitarras, fazendo bem a harmonia do som e com solo bem trabalhado.

A próxima música, para mim, é a melhor do álbum, intitulada "Hell Hath No Limits" inicia com uma base bem cadenciada com influências Thrash Metal e fica assim um bom tempo, até cair completamente o tempo e entrar uma base perfeita, que casa muito bem um riff arrastado com o teclado e retornando a parte rápida.

A quarta música "Ave Mysteriis II" inicia com sinos, teclado e depois entra a bateria, fazendo um som bem fúnebre, lento e trabalhado, até quando entra a guitarra e vocal bem cadenciado, puxando logo depois para a parte rápida. Até no final da música cair para uma parte arrastada, onde retorna o teclado até o final da faixa.

A próxima música "66 Infernal Legions" é a mais arrastada do álbum e com participação de Thomas Backelin (Lorde Belial) nos vocais, inicia-se com vocais limpos, porém bem fúnebres e teclado, com forte influência da linha Black Metal Depressive, com vocais agonizantes, alternando bases arrastadas e cadenciadas. A música fica mais rápida apenas após 3:00 de faixa, mas, aos 3:40 aproximadamente volta a ficar mais arrastada e fica assim até praticamente o final. Grande destaque para o trabalho nos vocais desta faixa.

Na faixa "Torment On The Tomb Of Christ" destaque para a bateria, que não se destaca pela velocidade, mas sim pela técnica e encaixe perfeito das viradas com o bumbo duplo. Mas essa é uma faixa de pouco destaque no álbum. Tendo um tempo um pouco repetitivo, o que a torna um pouco chata de se ouvir. Esta música conta com a participação de Lord Kaiaphas (ex-Ancient) nos vocais.

A sétima música do álbum "Vadican Decays" com grande influência do metal norueguês do final da década de 90, com bateria com bases e bateria bem marcante ao estilo de bandas tradicionais como Dark Throne e Satyricon. Nesta música não há presença do teclado, exceto no momento do pequeno solo de teclado e com destaque para o refrão que é cantado o nome da música. Um vocal realmente muito bem encaixado. Esta música também segue a linha da faixa A.N.U.S da horda paulista Imperium Infernale.

A oitava música "Heavens Monotony" também bem arrastada, mas é uma faixa que não se destaca muito em meio as outras.

"Temple of Disease" é a penúltima faixa do álbum, começa com uma base se fundo e outra marcando junto com a bateria, até entrar a parte rápida junto com um rasgado. Esta faixa destaca-se mais pelo trabalho da segunda guitarra, onde em quanto os demais instrumentos fazem um som rápido ela faz uma ótima harmonia de fundo o que não deixa o som ficar embolado mesmo nas partes mais rápidas, até que aos 2:20 de música o tempo cai completamente, fazendo uma atmosfera muito foda e sombria, quando aos 2:49 um grito de "huuurr" dá início a base mais cadenciada com influências do metal norueguês assim como na faixa "Vadican Decays".

Finalizando o álbum a faixa "Profecia (Outro)" apenas com vocal e teclado, participação de Triumphsword (Patria). Esta é a música perfeitamente sombria e que faz o desfecho perfeito para o álbum, mas, devido à altura do teclado fica um pouco difícil de entender o texto, mas completamente possível se for acompanhado pelo encarte. Destaque para o ótimo texto.

No geral esse é um ótimo álbum, altamente recomendado para quem gosta de metal nacional de ótima qualidade, extremo e muito bem trabalhado. Simplesmente um retorno triunfal para uma das grandes hordas na cena brasileira. Hail Mysteriis!!!!

O ponto fraco é que praticamente não nota-se a presença do baixo.

"As chamas de nossa ressurreição queimarão suas palavras sagradas..."

Membros:
Malphas - Bateria
Agramon - Guitarra e Baixo
Agares - Vocais
Mantus - Guitarra

Playlist:
1. Hellsurrection 01:51 instrumental
2. Nazarene Shall Fall 04:16
3. Hall Hath No Limits 03:24
4. Ave Mysteriis II-The Second Coming 04:28
5. 66 Infernal Legions 05:13
6. Torment on the Tomb of Christ 04:18
7. Vatican Decays 04:54
8. Heaven's Monotony 04:33
9. Temple of Disease 04:10
10. Profecia - Outro 02:16
TOTAL 39:23

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Sobre Matheus H. Guerra

Mineiro de Belo Horizonte, 25 anos, apreciador do verdadeiro metal desde os 16 anos de idade iniciou sua vida musical como guitarrista da banda Mist Descendants, onde saiu após dois anos para se dedicar a outros projetos, hoje é guitarrista e vocalista das bandas Dark opus e Crux Cullum, contribui com a cena metal sendo editor dos blogs WAR METAL e WAR METAL AGENDA organiza shows em BH, tais como WAR METAL e junto a produtora União Headbangers foi um dos responsáveis pela apresentação do HORNA em BH no DESTROYER FESTIVAL em outubro de 2011 e WAR METAL II em dezembro do mesmo ano.

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