Infector Cell: Relato faixa a faixa do EP "Frontal Attack"
Resenha - Frontal Attack - Infector Cell
Por Danilo Godinho
Postado em 15 de setembro de 2013
Nota: 10 ![]()
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Com um início caótico e doentio em sua introdução o Infector Cell dá boas vindas ao mundo, trazendo relatos sobre os males da sociedade, relatado em canções com um ´´polido``português e inglês.
Frontal attack é rápido, intenso e de uma sonoridade voltada ao thrash metal old school com nuances de um vigoroso grind/death metal.
Então, nada mais prazeroso (e insano) que fazer um rápido relato faixa a faixa do Ep em questão.
1 - Prontos pro arrebento
Com riffs poderosos e um bateria compassada o Infector Cell chega para trazer a verdade para os apreciadores da boa música. Logo em sua primeira frase da canção em questão, é evocado :´´ ...Tempos modernos é o auge da Ilusão...``. Impressionante como uma letra tão curta consegue relatar algo tão preciso. Vale a pena conferir o som junto ao encarte. O som todo fica justificado segundos depois de uma introdução instigadora que fica responsável por trazer todo um clima de escatologia aqui presente.
2 - Consequências da Covardia
Aqui o som é mais profundo. Pois, além de um instrumental mais virulento com uma base mais consistente, há um participação especial de Derson (ex vocalista da banda Nuestro Odio) com agudos que beiram a loucura quase trazendo uma repugnancia auditiva (algo próximo de um vocal Grindcore) Um dueto que fica interessante nessa música, em especial no ponto alto onde o duo alimentam o ódio em comum (e provavelmente o público também compartilha da mesma opinião) em que vociferam : ´´ … Que idiotas que glorificam idiotas como se fossem heróis``. Alguma dúvida que o som é bem encabeçado por letras atemporais?
3 - Frontal Atttack
Continuando com os discursos sobre a hipocrisia social, temos aqui riffs rápidos acompanhando por um baixo vibrante e uma bateria que destila ódio dando um cenário ideal para a demencia do vocal de Allan (Gordão), com uma atuação pra lá de sinistra. Uma música que traz um novo folego para a banda.
4 - One nigthmare for minute
Uma música que é tão incisiva quanto seu pior pesadelo. Melhor definição fica difícil, esse som consegue continuar agradando e fazendo desse registro um verdadeiro holocausto mental. Pois a letra é letárgica e ácida contra a inocência insolente frente aos que junto caminham a turbamulta.
Sobre o instrumental ainda temos a velha escola old school do thrash e um vocal avassalador. Destaque ao baterista Fernado, que simplesmente destrói seu instrumento. Trazendo um problema grave a qualquer tímpano menos preparado.
5 - Syndrome of panic
Riffs rápidos e diretos iniciam o show da brutalidade. Esse som possui um diferencial em relação aos outros, pois aqui temos um micro refrão com o nome da música título. Algo simples, porem certeiro. A letra ainda continua a lesar o inconsciente de modo atordoante...
6 - Crack
Uma música que vem relatar os efeitos parasitas aprimoradas por um entorpecente. Nada de falso moralismo na música, e sim um retratação dos devidos efeitos. Ainda com um instrumental muito preciso, aqui o som é acelerado levando-nos a vertigem, tamanha brutalidade conquistada pelo quarteto juntamente a um vocal tão rápido que te faz imaginar que Allan estava tendo algum espasmo de raiva para vociferar tamanha aberrações em suas letras.
A banda ainda nos brinda com uma bela obra artística no CD. Uma arte emblemática, calcada no som thrash orgânico e honesto proposto por quem sabe o que faz.
Formação:
Allan (Vocal)
Fagner (Guitarras)
Guilherme (Baixo)
Fernando (Bateria)
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