Ayin: pouca estrada jamais será sinônimo de qualidade a menos
Resenha - Ordo Ab Chao - Ayin
Por Durr Campos
Postado em 12 de agosto de 2013
Nota: 9 ![]()
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Se a Polônia está para a Europa quando o assunto é technical death metal, então o Brasil é o equivalente na América Latina, pois nos últimos tempos alguns nomes brotam do underground cheios de histórias para contar e música de altíssimo nível no gatilho. Um exemplo perfeito chegou às minhas mãos há alguns dias. Grata surpresa ao abrir o pacote e deparar-me com o "Ordo Ab Chao", do AYIN.
O embrião data de março de 2010, mas só de passar "por cima" nas nove faixas que compõem a bolachinha e pensamos estar diante de um grupo veterano. Por essas e outras sempre afirmo que pouca estrada jamais será sinônimo de qualidade a menos, muito pelo contrário se pensarmos em quão ávidos por mostrar serviço estão os recém chegados. Quer dizer, o trio formado hoje por Abner Ramires (guitarras e voz), Rafael Fernandes (baixo) e Gil Oliveira (bateria) possui boa bagagem, que isso fique claro, mas refiro-me a eles sob a alcunha Ayin.
Pois bem, "Order Through Chaos", como seria o título traduzindo do latin para o inglês, inicia com a faixa que batiza o álbum, uma pancadaria deliciosa repleta de riffs insanos. A bateria está perfeitamente timbrada e executada, mérito de Leonardo Treuherz, responsável pelas baquetas à época da gravação no Estúdio 45. A mixagem e masterização, a cargo de Antônio Araújo e Heros Trench (Nota do redator: ambos guitarristas da banda Korzus) foram realizadas no conceituado Mr. Som Studio, fator que certamente garantiu a estupenda qualidade aqui apresentada.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
"Tent Ov Contradicitons" consegue ser ainda melhor que sua antecessora, uma mistura de Origin com algo de Cannibal Corpse se pensarmos ali no sobrenatural guitarrista Pat O’Brien em especial. Assim como ela, "Atlantida" não dá descanso ao ouvinte e enche os alto-falantes com uma rifferama de respeito. As linhas vocais são outro show a parte. Este rapaz, Abner Ramires, merece os meus aplausos por conseguir fazer o que faz nas seis cordas e ainda vociferar assim. Guardem este nome.
As duas seguintes são viciantes. "Thelema", por exemplo, conecta o Ayin ao death metal sueco de bandas como Entombed, Unleashed e Grave em especial, mas com a adição de uma velocidade extra. Esta talvez seja a minha favorita no momento, na cola com "Chaosystem", uma pequena preciosidade com quase quatro minutos de duração. A paradinha para o baixo no começo gera um mistério acerca do que vem a seguir em termos de bateria, se blasting beats ou se na levada da faixa anterior a ela. E não é que me vem ambas? O trecho que antecede o solo de guitarra é outro ponto alto na canção. Se você nunca ouviu o Ayin recomendo que inicie por "Chaosystem".
"Bigotry" já era uma velha conhecida minha desde os tempos dos "studio reports" liberados pela banda quando estava em estúdio no ano passado. Não há nada de negativo a falar sobre ela, muito pelo contrário, até porque em tempos de felicianos e malafaias, nada melhor que ouvir versos como "Hypocrite, deluded/ No light behind your smile/ Convictions, offenses/ No glory behind your Faith (...) You say: Truth, living lies/ You deserve what you live!" Atualíssima e, infelizmente, creio que por muito tempo será.
A trinca final de "Ordo Ab Chao" não só mantém a qualidade do pacote, como agrega ainda mais diversidade e elementos do prog metal de nomes como o já citado Origin, mas também Decapitated, Atheist e algo de Persefone, mesmo eu tendo quase certeza de que está última nem exerceu influência no trio. "Dajjal" possui clipe official, inclusive podendo ser visto mais ao fim desta página, o que serve para ilustrar o poder de fogo desses três metalheads. Assistir Abner cantar faz parecer fácil o negócio de tão natural. Uma bela mostra de como unir death metal e técnica apurada sem soar indulgente e exagerado. O baixo comanda na derradeira, "Recessus Sapientiae", mas assim como nas anteriores, há espaço de sobra para todos os instrumentos destacarem-se. E novamente o tema é manipulação, seja ela exercida pelos políticos, religiosos ou oligarquias, como bem coloca a banda no encarte do disco.
Tracklist:
01. Ordo Ab Chao
02. Tent Ov Contradicitons
03. Atlantida
04. Thelema
05. Chaosystem
06. Bigotry
07. Seven
08. Dajjal
09. Recessus Sapientiae
Line-up
Abner Ramires - Guitar/Vox
Gil Oliveira - Drums
Rafael Fernandes – Bass
Vídeo de "Dajjal":
Lyric Video da faixa "Bigotry":
Preview de "Ordo Ab Chao":
Brutal Records
2013
Brasil
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