Gamma Ray: "Land of the Free", chegou sua hora
Resenha - Land of the Free - Gamma Ray
Por Ricardo Mazzo
Postado em 13 de julho de 2013
Como já falei algumas vezes, Kai Hansen canta perfeitamente desafinado sem desafinar, o que faz dele uma das vozes mais fáceis de se reconhecer no mundo do Heavy Metal. E em 1995 ele assumiria os vocais do Gamma Ray, já que Ralph Scheepers pulou do barco para tentar outras coisas mundo afora. E o que esperar dessa nova fase? Será que Kai Hansen voltaria aos velhos tempos de HELLOWEEN e traria ao mundo mais um fenômeno ou seguiria ladeira abaixo?
Pois é, ladeira abaixo. "Rebellion in Dreamland" é fraca, sem criatividade, parece que ninguém gastou 5 minutos em sua composição. Uma pena. Para surpresa geral, "Man on a Mission" segue o mesmo caminho e deixa o ouvinte com vontade de desligar o som. Lenta, quase balada. Sem graça alguma.
Caaaaaaaaaaaaaaaaalma, rapaziada! O parágrafo acima é uma brincadeira. É meio redundante escrever uma resenha do "Land of the Free" porque só pode existir uma opinião sobre ele, é praticamente unânime. Claro, uns gostam mais de uma música, outros mais de outra, mas, no geral, o resultado é o mesmo. Abaixo, o que eu acho sobre as músicas.
"Man on a Mission", "Land of the Free" e "The Savior/Abyss of the Void" são as notas 10 do trabalho. Rápidas, pesadas, extremamente bem compostas, não tenho mais muito o que falar. Impecáveis. Muito pouco abaixo, "Rebellion in Dreamland". Sei que é a preferida de muitos, mas acho que fica um pouco abaixo da trinca acima. De qualquer forma, tende à perfeição.
Abrindo o terceiro bloco, "Gods of Deliverance". Bateria sinistra, riff destruidor, muito louca. Um pouco mais cadenciada em algumas partes, mas mostra um GAMMA RAY que também me agrada muito. Com ela, já foi metade do álbum. Ou seja, sensacional.
As demais 5 músicas ("All of the Damned", "Farewell", "Salvation’s Calling", "Time to Break Free" e "Afterlife") compõe o ultimo grupo do trabalho. Muitas e muitas bandas brigam a vida toda para compor uma única música tão boa quanto qualquer uma dessas 5. No entanto, quando comparadas as demais do trabalho, "deixam a desejar".
Resumindo, para mim, "Land of the Free" é o album definitivo do Power Metal Melódico. Apesar de competidores fortes, como os "Keepers" do HELLOWEEN, acho que ele define o rumo que o estilo tomaria dali para frente. Kai Hansen não só é o que é hoje pelo que fez no HELLOWEEN, mas também (para não dizer principalmente) pelo que fez e faz no GAMMA RAY. Por isso, insisto, a fase Scheepers é muito, mas muito inferior a era inaugurada pelo brilhante "Land of the Free", quase outra banda.
Nos vemos em algum lugar no espaço...
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