Volbeat: o quarteto está a um passo do estrelato
Resenha - Volbeat - Outlaw Gentlemen & Shady Ladies (2013)
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collectors Room
Postado em 24 de abril de 2013
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Dentro do heavy metal, é difícil encontrar uma banda com tanto potencial mercadológico como o Volbeat. Formada em outubro de 2001 na Dinamarca, o grupo liderado pelo guitarrista e vocalista Michael Poulsen faz uma música particular, que constrói a sua personalidade unindo o metal a elementos de hard rock, country, rockabilly, punk e pop. Essa mistura tornou os caras gigantescos em sua terra natal e muito populares em toda a Europa.
"Outlaw Gentlemen & Shady Ladies" é o quinto disco do grupo. Há uma mudança significativa na formação, com a saída do guitarrista Thomas Bredahl, substituído por Rob Caggiano, ex-Anthrax e também produtor do trabalho. O álbum foi lançado em 5 de abril passado pela Universal e estreou em nono lugar no Top 200 da Billboard, principal medidor de vendas do mercado norte-americano.
As quatorze faixas apresentam um trabalho de composição bastante focado e eficaz. A contribuição de Rob Caggiano é evidente, com riffs fortes e melodias muito bem construídas, que tornam o som do Volbeat ainda mais eficientes. Os vocais de Michael Poulsen seguem com o seu estilo particular e cativante, transitando em um meio termo entre Elvis Presley e James Hetfield. "Outlaw Gentlemen & Shady Ladies" é um álbum com uma sonoridade variada, porém sempre muito acessível.
Entre os momentos mais pops estão "Pearl Hart", "Cape of Our Hero" e "Lola Montez", que sem muito esforço podem ser imaginadas facilmente sendo executadas pelo Green Day, o que incomoda um pouco. Mas esse fator é compensado por faixas agressivas como "Room 24", que vai do Black Sabbath ao thrash e conta com a participação mais do que especial de King Diamond, naquela que é a primeira gravação lançada pelo Rei Diamante após o ataque cardíaco que quase o matou - me corrijam se eu estiver errado. Outro destaque é a ótima "The Hangman’s Body Count", que explora as influências variadas do conjunto de maneira exemplar e soa como uma espécie de cruzamento entre Johnny Cash e o Metallica.
Há vários pontos de destaque no disco. "Black Bart" tem toques de death metal, punk e guitarras gêmeas na linha do Thin Lizzy. Já "Lonesome Rider", com participação de Sarah Blackwood, cantora da banda canadense Walk off the Earth e ex-Dubstar e Client, é um punk country grudento e com cara de hit certo. O banjo de "Doc Holliday", que conta a história do lendário pistoleiro, traz o clima das trilhas de Ennio Morricone para o álbum, repetindo a agradável sensação da intro de abertura, "Let’s Shake Some Dust".
"Outlaw Gentlemen & Shady Ladies" é um bom disco, e também o turning point do Volbeat. Com ele, a banda tem tudo para estourar de vez no mercado norte-americano e, consequentemente, em todo o mundo. O quarteto está a um passo do estrelato, e o seu novo álbum é o passaporte para essa transformação.
Faixas:
1 Let’s Shake Some Dust
2 Pearl Hart
3 The Nameless One
4 Dead But Rising
5 Cape of Our Hero
6 Room 24
7 The Hangman’s Body Count
8 My Body
9 Lola Montez
10 Black Bart
11 Lonesome Rider
12 The Sinner is You
13 Doc Holliday
14 Our Loved Ones
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A cantora que conquistou James Hetfield com sua voz "de cheiro de cigarro"
Em clima de Copa do Mundo, Angra lança videoclipe da releitura de "Pra Frente Brasil"
A banda que Brian May achava que deveria ter sido gigantesca; "Eles foram nossos mentores"
As quatro melhores músicas do Led Zeppelin, segundo Robert Plant
Os 20 melhores álbuns lançados em 1999, segundo lista da Metal Hammer
Charles Gavin critica Nicolás Otamendi, zagueiro da seleção argentina
Com a cantora Mona Miari, Roger Waters lança nova versão de "Comfortably Numb"
As 20 músicas mais subestimadas do Iron Maiden, em lista da Classic Rock
Por que o Dimmu Borgir, às vezes, gostaria de ser como o Motörhead
As duas músicas do Led Zeppelin que John Paul Jones preferia esquecer
A música de Dio que ele achava que Ozzy Osbourne não conseguiria cantar
Show do Iron Maiden em Paris é prejudicado por falta de luz
A separação de banda que deixou Jimmy Page arrasado; "Ficamos tristes quando eles terminaram"
A melhor música de rock progressivo de todos os tempos, segundo os leitores da Prog
20 bandas que nunca lançaram um disco ruim, de acordo com a Metal Hammer
Sebastian Bach fala sobre o chilique que o fez ser demitido do Skid Row
Por que o lendário Raul Seixas nunca foi fã da verdinha e desprezava a erva
Megadeth: história, curiosidades, discografia e formações


Com 96 atrações, Sweden Rock Festival fecha cast para edição 2026
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos



