Esoteric: denso, sombrio, cadenciado e pesado...
Resenha - Paragon of Dissonance - Esoteric
Por Marcelo Hissa
Postado em 28 de fevereiro de 2013
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Denso, sombrio, cadenciado e pesado... Bem vindo ao Paragon of Dissonance, álbum de grande repercussão da banda inglesa Esoteric. Com grande repercussão quero dizer que esse álbum ganhou destaque nos maiores veículos de divulgação na Europa em 2011, sendo eleito um dos melhores álbuns do estilo no ano.
Se você não conhece, prazer... esse é o Funeral Doom Metal. O lado mais sombrio da semente Sabbathica plantada na década de 70 por Tony. O album é duplo, mas tem apenas 7 músicas, é isso mesmo, aqui tudo é muito profundo e cadenciado.
O álbum abre com a abissal Abandonment com seus modestos 13 minutos de imersão na mais profunda angústia metálica. Uma viagem climatizada com uma discreta atmosfera de teclado, acompanhada de vocais guturais extremos (daqueles que se você perder o acompanhamento pelas letras, já era, não se acha mais). As guitarras dão o compasso lento com eventuais variações mais aceleradas (contudo ainda mais lenta que qualquer música de stoner).
Em seguida temos as 2 faixas "curtas" do álbum: Loss of Will e Cipher (7:05 e 9:15 respectivamente). Destaque para a maior variação nos vocais, às vezes soando ligeiramente mais agudo (não espere a nada a la Cradle of Filthy), mas com estilo cavernoso preponderante. Lembra um pouco as bandas de Black metal do fim da década de 80, mas com freio-de-mão puxado.
Not Being fecha o primeiro álbum de forma mais climatizada. Começa com o teclado em um ritmo mais suave e guitarras com menos distorção, repentinamente a música começa a pegar embalo, vai ficando pesada e carregada. No meio da jornada há uma leve freada, retornando para algo mais melódico. É quase como 2 músicas diferentes que ficam se alternando em o limpo e sujo, mas sem soar destoantes.
O segundo cd apresenta trilogia Aberration, Disconsolate e A Torrent of Ill, todas com 15 minutos de duração. Novamente os vocais guturais convivem harmonicamente com alguns raros agudos. Como não poderia deixar de ser, tudo trabalhado com muito compasso, lentidão e peso.
Mais uma vez o Doom vem pra provar que Metal para ser bom não precisa ser rápido (já ouviu falar de feeling?). Recomendo desfrutar do álbum quando em momento de euforia você quiser lembrar a melancolia angustiante do mundo. Difícil mesmo é bater cabeça com esse ritmo, vai mais parecer que você tá pegando no sono, se bem que duvido que alguém durma com isso.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



U2 anuncia álbum "Carnaval de Luz" e divulga o single "Silencio"
"Black Album", do Metallica, completa 850 semanas entre os mais vendidos nos EUA
"Eu odeio"; a canção que o Depeche Mode foi obrigado a lançar e vendeu mais de meio milhão
A banda que Slash diz merecer mais fama: "Um dos melhores rocks crus de todos os tempos"
"Faltou o Agostinho Carrara!" - Fãs reagem à nova foto do Sepultura
O baterista que conseguiu a façanha de ser tratado como deus por John Bonham e Neil Peart
Motörhead anuncia edição remixada do álbum "Orgasmatron"
Assista ao trailer oficial de "Ozzy & Black Sabbath: Back to the Beginning"
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
Steve Harris nunca cogitou encerrar o Iron Maiden
Qual banda do Big Four do thrash metal possui a discografia de estúdio mais extensa?
Família de Andre Matos pede que fãs não façam conteúdos de IA com sua imagem
O músico que Jack Black sempre quis ser e pelo qual era "obcecado"
Evanescence anuncia edição expandida do álbum "The Open Door"
David Gilmour: surpreendendo ao revelar sua música favorita de todos os tempos
Corey Taylor revela por que Slipknot usa máscaras
Geezer Butler revela quem é seu baixista favorito: "Eu o mantenho como o meu herói"

Depois da ressurreição, Marilyn Manson declara vingança em novo álbum
Relevante como nunca, Totalitär retorna após vinte anos com EP furioso
Herman Frank - O motor barulhento, rápido e construído para rodar
Entre nostalgia, legado e recomeços, Beseech apresenta seu 7º álbum de estúdio
Veterano Sacrifice mostra que continua afiado como nunca no ótimo "Volume Six"
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Metallica: And Justice For All é um álbum injustiçado?



