Esoteric: denso, sombrio, cadenciado e pesado...

Resenha - Paragon of Dissonance - Esoteric

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Por Marcelo Hissa
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Nota: 7


Denso, sombrio, cadenciado e pesado... Bem vindo ao Paragon of Dissonance, álbum de grande repercussão da banda inglesa Esoteric. Com grande repercussão quero dizer que esse álbum ganhou destaque nos maiores veículos de divulgação na Europa em 2011, sendo eleito um dos melhores álbuns do estilo no ano.

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Se você não conhece, prazer... esse é o Funeral Doom Metal. O lado mais sombrio da semente Sabbathica plantada na década de 70 por Tony. O album é duplo, mas tem apenas 7 músicas, é isso mesmo, aqui tudo é muito profundo e cadenciado.

O álbum abre com a abissal Abandonment com seus modestos 13 minutos de imersão na mais profunda angústia metálica. Uma viagem climatizada com uma discreta atmosfera de teclado, acompanhada de vocais guturais extremos (daqueles que se você perder o acompanhamento pelas letras, já era, não se acha mais). As guitarras dão o compasso lento com eventuais variações mais aceleradas (contudo ainda mais lenta que qualquer música de stoner).

Em seguida temos as 2 faixas "curtas" do álbum: Loss of Will e Cipher (7:05 e 9:15 respectivamente). Destaque para a maior variação nos vocais, às vezes soando ligeiramente mais agudo (não espere a nada a la Cradle of Filthy), mas com estilo cavernoso preponderante. Lembra um pouco as bandas de Black metal do fim da década de 80, mas com freio-de-mão puxado.

Not Being fecha o primeiro álbum de forma mais climatizada. Começa com o teclado em um ritmo mais suave e guitarras com menos distorção, repentinamente a música começa a pegar embalo, vai ficando pesada e carregada. No meio da jornada há uma leve freada, retornando para algo mais melódico. É quase como 2 músicas diferentes que ficam se alternando em o limpo e sujo, mas sem soar destoantes.

O segundo cd apresenta trilogia Aberration, Disconsolate e A Torrent of Ill, todas com 15 minutos de duração. Novamente os vocais guturais convivem harmonicamente com alguns raros agudos. Como não poderia deixar de ser, tudo trabalhado com muito compasso, lentidão e peso.

Mais uma vez o Doom vem pra provar que Metal para ser bom não precisa ser rápido (já ouviu falar de feeling?). Recomendo desfrutar do álbum quando em momento de euforia você quiser lembrar a melancolia angustiante do mundo. Difícil mesmo é bater cabeça com esse ritmo, vai mais parecer que você tá pegando no sono, se bem que duvido que alguém durma com isso.




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Sobre Marcelo Hissa

Médico em horário comercial, fanático e colecionador de música em tempo integral. Tipo de música preferida: a boa, se tiver peso melhor ainda.

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