Esoteric: denso, sombrio, cadenciado e pesado...
Resenha - Paragon of Dissonance - Esoteric
Por Marcelo Hissa
Postado em 28 de fevereiro de 2013
Nota: 7 ![]()
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Denso, sombrio, cadenciado e pesado... Bem vindo ao Paragon of Dissonance, álbum de grande repercussão da banda inglesa Esoteric. Com grande repercussão quero dizer que esse álbum ganhou destaque nos maiores veículos de divulgação na Europa em 2011, sendo eleito um dos melhores álbuns do estilo no ano.
Se você não conhece, prazer... esse é o Funeral Doom Metal. O lado mais sombrio da semente Sabbathica plantada na década de 70 por Tony. O album é duplo, mas tem apenas 7 músicas, é isso mesmo, aqui tudo é muito profundo e cadenciado.
O álbum abre com a abissal Abandonment com seus modestos 13 minutos de imersão na mais profunda angústia metálica. Uma viagem climatizada com uma discreta atmosfera de teclado, acompanhada de vocais guturais extremos (daqueles que se você perder o acompanhamento pelas letras, já era, não se acha mais). As guitarras dão o compasso lento com eventuais variações mais aceleradas (contudo ainda mais lenta que qualquer música de stoner).
Em seguida temos as 2 faixas "curtas" do álbum: Loss of Will e Cipher (7:05 e 9:15 respectivamente). Destaque para a maior variação nos vocais, às vezes soando ligeiramente mais agudo (não espere a nada a la Cradle of Filthy), mas com estilo cavernoso preponderante. Lembra um pouco as bandas de Black metal do fim da década de 80, mas com freio-de-mão puxado.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Not Being fecha o primeiro álbum de forma mais climatizada. Começa com o teclado em um ritmo mais suave e guitarras com menos distorção, repentinamente a música começa a pegar embalo, vai ficando pesada e carregada. No meio da jornada há uma leve freada, retornando para algo mais melódico. É quase como 2 músicas diferentes que ficam se alternando em o limpo e sujo, mas sem soar destoantes.
O segundo cd apresenta trilogia Aberration, Disconsolate e A Torrent of Ill, todas com 15 minutos de duração. Novamente os vocais guturais convivem harmonicamente com alguns raros agudos. Como não poderia deixar de ser, tudo trabalhado com muito compasso, lentidão e peso.
Mais uma vez o Doom vem pra provar que Metal para ser bom não precisa ser rápido (já ouviu falar de feeling?). Recomendo desfrutar do álbum quando em momento de euforia você quiser lembrar a melancolia angustiante do mundo. Difícil mesmo é bater cabeça com esse ritmo, vai mais parecer que você tá pegando no sono, se bem que duvido que alguém durma com isso.
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