Misfits: ponte entre hardcore nova iorquino e o metal extremo
Resenha - Earth A.D./Wolfs Blood - Misfits
Por Paulo Severo da Costa
Postado em 26 de fevereiro de 2013
Capitaneados pelo baixinho mais encrenqueiro do rock n´roll, o MISFITS carrega em si um mundo de contradições: inventaram o horror punk, mas não encabeçam as mesmas listas de RAMONES e CLASH, influenciaram profundamente o death metal mas não tem um décimo do espaço das bandas da Flórida, foram regravados pelo METALLICA, GUNS, CRADLE OF FILTH e mais uma pancada de bandas de primeira linha e são ignorados pela mídia. Surgidosem New Jersey no auge do punk rock, a banda misturou GEORGE ROMERO, rockabilly e bandas dos porões de Nova York e criou um som singular, é reverenciada desde KERRY KING ao pessoal do CRAMPS.
Em 1983, GLEN DANZIG encerrava as atividades da banda – que só voltaria, sem ele, em 1995, após uma disputa judicial pelo nome – mas não sem antes deixar ao mundo um clássico chamado "Earth A.D./Wolfs Blood"- o primeiro título representando o lado A e o seguinte o lado B do álbum. Totalizando pouco mais de vinte minutos de música (na versão estendida), o full é uma verdadeira ponte de transição entre o hardcore nova iorquino e o metal extremo que, naquela época, ainda engatinhava.

"Earth A.D." – a faixa- é rápida e virulenta como um combate desigual de MMA; a sequência com "Queen Wasp" e "Devilock" parece remontar à uma parede de concreto vindo de encontro ao ouvinte. É perceptível que, para além da sonoridade de X e BLACK FLAG, a pegada hardcore do MISFITS passeia por rudimentos dos elementos que estavam estruturando o thrash naquele momento: é válido lembrar que "Die, Die My Darling" e "Green Hell" posteriormente regravadas pelo METALLICA estão presentes nesse álbum. A bem da verdade é possível ao ouvinte mais atento perceber uma sutil semelhança de timbre entre os vocais de DANZIG e os encontrados em "Kill Em´all" – naquele estilo que o próprio HETFIELD já chamou de "cantar como um marinheiro".
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | A temática sangrenta permanece aqui: faixas como "Bloodfeast", "Demonomania" e "Hellhound" dão o ar da graça como molduras do inferno que, na época, ainda não conheciam o então não fecundado grindcore, em faixas que duram de quarenta segundos a três minutos. Resumo: rápido e dolorido.
Track list:
1. "Earth A.D." 2:09
2. "Queen Wasp" 1:32
3. "Devilock" 1:26
4. "Death Comes Ripping" 1:53
5. "Green Hell" 1:53
6. "Mommy, Can I Go Out and Kill Tonight?" 2:03
7. "Wolfs Blood" 1:13
8. "Demonomania" 0:45
9. "Bloodfeast" 2:29
10. "Hellhound" 1:16
11. "Die, Die My Darling"
3:11
12. "We Bite"

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