Fuzz Drivers: guitarras pesadas, riffs míticos e solos marcantes
Resenha - Fuzz Drivers - Fuzz Drivers
Por Marcelo Vieira
Postado em 06 de fevereiro de 2013
Nota: 8 ![]()
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9 músicas com guitarras pesadas, riffs míticos e solos marcantes, bateria com breaks infernais, um baixo distorcido e uma voz com uma amplitude demolidora recheada de melodias catchy e letras marcantes fazem do álbum de estreia dos The Fuzz Drivers um representante por mérito próprio em qualquer colecção de "Classic Rock".
O álbum arranca com o single de avanço "Discordia Song" que despeja um riff poderoso para além de um grande refrão, para não mencionar o solo e o "gran finale", exemplo perfeito de uma saída em estilo deixando-nos com uma sensação optimista.
Sem tempo para respirarmos somos levados para "Shine" com um riff de guitarra que nos promete glória eterna aos blues. Uma vez mais a voz traz ao de cima o melhor dos The Fuzz Drivers e a bateria arrasa com as nossas convenções mais conservadoras. Mais uma vez, um grande tema. 2 músicas, 2 singles!
A seguir os "Drivers" conduzem-nos para o seu melhor momento do álbum, "Eats Me Up", com um tempo não convencional aliado a um instrumental poderoso e tenso sobre uma grande linha de voz e um monumental refrão: "Feels like a runaway train's / gonna get me on the way". 3 em linha!
E de uma forma bastante natural Os The Fuzz Drivers revelam-nos o seu lado mais amadurecido com "Carved Time". Guitarras limpas e ligeiramente detuned, teclados vintage e com uma bridge poderosa, reminiscentes do grande rock que já foi feito quando "those were the days / those were the times".
De seguida, invadimos o território do "Southern Rock" com a guitarra de "Mama Told You", uma música com um ritmo constante, refrão cativante e um solo acelerado, a melhor parte da faixa.
A próxima paragem leva-nos para "Into The Sun" a música vocalmente mais rica de todo o álbum, com uma abordagem invertida, criada com versos suaves e, provavelmente, o refrão mais intenso de todo o álbum, temperado com um final que nos faz sentir a flutuar no espaço, rumo ao sol, até o momento em que o refrão irrompe e nos coloca novamente no chão!
A faixa seguinte é um tiro certeiro dos The Fuzz Driver, com um "take" moderno e um ritmo contagiante. "The Poet And The Thief" é uma música que nos faz ouvir a Califórnia ao mesmo tempo em que nos sentimos no Texas! Um valente soco de 4 minutos no estomago.
O clássico blues rock está de volta com "Until It Bleeds" ainda mantendo um pouco de modernidade no refrão e na bridge altamente melódica e sussurrada mais uma vez com um final culminando num refrão alto e rápido! Poderosa!
O tema que encerra o álbum remete-nos a Los Angeles, no final dos anos 80. "White Lies" tem o solo mais rápido de todo o álbum, e mesmo assim, não deixa de ser a faixa mais simples de todas e completa a jornada auditiva com um rosnar e um sorriso! Ainda sobra tempo para uma curta e inesperada repetição de "The Poet And The Thief" desta vez só com voz e teclados fazendo assim a despedida adequada para um grande álbum de rock!
Em resumo, diria que este álbum tem quase tudo o que um amante de Rock n' Roll procura... Quase, porque nos faz querer ouvir mais e mais músicas como estas que os "The Fuzz Drivers" nos presentearam. Álbum de estreia excelente. Adorei!
João Beato
Mais sobre os The Fuzz Drivers:
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Álbum de estreia disponivel:
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