Carcass: marca a evolução desde o último trabalho
Resenha - Necroticism; Descating the Insalubrious - Carcass
Por Leonardo M. Brauna
Postado em 17 de dezembro de 2012
Nota: 10 ![]()
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Na turnê de "Symphonies of Sickness" (1989) o CARCASS resolveu adicionar mais uma guitarra para somar com o seu trabalho, foi então recrutado para esse posto MICHAEL AMOTT que acabara de chegar da Suécia onde integrava a banda CARNAGE. Terminadas as excursões o agora quarteto lança em 21 de outubro de 1991 pela 'Earache Records' o surpreendente "Necroticism – Descating the Insalubrious". O álbum marca de vez uma nova sonoridade que já vinha evoluindo desde o último trabalho e com a chegada de AMOTT, o produto final foi esse clássico do 'Death Metal'!
As características 'Grindcore' do primeiro álbum "Reek of Putrefaction" (1988) ficaram todas para trás e as músicas surgiram repletas de introduções que lembram o clima fúnebre de "legistas ministrando aulas de dissecação". A primeira faixa, "Inpropagation" reflete bem essa temática que já vai preparando o ouvinte para as novas mudanças sonoras.
"Corporal Jigsore Quandary" é mais elaborada ainda que a primeira, a entrada da bateria que abre caminho para os riffs pesados faz dessa um dos hinos do CARCASS. O solo está muito mais apurado e o vocal como sempre agressivo.
A terceira, "Symposium of Sickness" também mantém muito peso nas cordas e em alguns momentos a velocidade nos riffs se torna mais presente, porém as partes cadenciadas são o que caracterizam mais a banda nessa fase.
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KEN OWEN pode ser considerado um dos maiores bateristas nesse estilo, pois sua técnica cresceu e mudou muito até chegar ao ponto essencial para o acompanhamento do "novo" CARCASS e "Pedigree Butchery" é um espelho disso.
Em minha opinião a melhor faixa do álbum é "Incarnated Solvent Abuse", seu riff inicial com batidas 'Blast Beats' que logo muda para uma pedrada puxada a seis cordas, chega a congelar a coluna. JEFF WALKER E BILL STEER também estão primorosos nos vocais.
"Carneous Cacoffiny" revela o momento "Stoner" do grupo com sua levada setentista (nem precisa dizer de quem foi a idéia). Riffs assim são predominantes no álbum posterior, "Heartwork" (1993), consequentemente o de maior sucesso da banda.
Outro momento de peso está em "Lavaging Expectorate of Lysergide Composition", suas bases com apoio do baixo de JEFF e da bateria de KEN prendem a sua atenção principalmente após a execução do solo.
A última faixa, "Forensic Clinicism / The Sanguine Article" é aquele 'Death Metal' "quebra–cervical" que nos shows ao vivo leva o público mais jovem a se matar naquelas "malditas rodas". A faixa fecha com uma das bases mais pesadas do álbum e o solo também é magnífico!
Na edição de 2004 o EP "Tools of the Trade" originalmente lançado em 23 de junho de 1992 foi adicionado ao álbum como bônus. Em 2008, "Necroticism..." foi relançado em formado 'Dualdisc' onde em um lado constam as faixas do CD e o outro um DVD com o documentário "The Pathologist´s Report Part III: Mass Infection", mais 23 minutos de entrevistas com JEFF e MICHAEL realizadas em 1993 gravadas na "Gods of Grind tour". Esse álbum é um 'Digipak' com todas as letras e muitas artes gráficas.
Lançamento: Earache Records, Relativity Records/Sony Music.
Produção: Colin Richardson.
Line Up:
JEFF WALKER: vocal, baixo;
BILL STEER: vocal, guitarra;
MICHAEL AMOTT: guitarra, backing vocal;
KEN OWEN: bateria, backing vocal.
Track List:
1."Inpropagation" 7:07
2."Corporal Jigsore Quandary" 5:48
3."Symposium of Sickness" 6:56
4."Pedigree Butchery" 5:17
5."Incarnated Solvent Abuse" 5:00
6."Carneous Cacoffiny" 6:43
7."Lavaging Expectorate of Lysergide Composition" 4:03
8."Forensic Clinicism / The Sanguine Article" 7:11
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