Machine Head: redefinindo os termos do thrash/groove metal
Resenha - Machine F**king Head - Machine Head
Por Junior Frascá
Postado em 27 de novembro de 2012
Nota: 9 ![]()
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Dentre todas as bandas de metal da atualidade, o MACHINE HEAD é uma das que vivem uma das fases mais "iluminadas" de sua carreira. Desde sua criação, a banda vem chamando a atenção do público headbanger, com o lançamento do clássico "Burn My Eyes", e posterirmente do ótimo "The More Things Change", redefinindo os termos do thrash/groove metal moderno.
Mas após os experimentais e muito modernos "The Burning Read" e "Supercharger", detestados por 99% dos fãs, os caras resolveram colocar o trem nos trilhos, lançando em sequência o bom "Through the Ashes of Empire", o excelente "The Blackening", e o fantástico "Unto the Locust", um dos melhores discos lançados nesta década, senão o melhor. E agora, com as coisas de volta a seu devido lugar, o quarteto decidiu lançar seu novo disco ao vivo, em formato duplo, para deleite dos fãs.
O MACHINE HEAD sempre foi conhecido por ser uma das melhores bandas ao vivo do mundo, com performances brutais e insanas, e "Machine F**king Head" mostra bem isso, graças à excelente produção de Craig Porter, que deixou a sonoridade do disco bem orgânica e bruta, dando ao ouvinte aquela sensação de que realmente se encontra na plateia, assistindo ao show da banda.
E se em "Hellalive" os fãs torceram o nariz devido a escolha do repertório, já que foi gravado durante a tour de divulgação do disco "Supercharger", desse vez não há do que reclamar, pois todos os clássicos da banda estão presentes, sejam os mais antigos, como "Old", "Davidian" (do até hoje insuperal "Burn My Eyes") e "Ten Ton Hammer", até os mais recentes, como "Imperium", "Halo", "Aesthetics of Hate" (dedicada ao saudoso Dimebag), "I Am Hell", "This is the End" e "Who We Are". Ou seja, é porradaria do início ao fim do material, com uma performance de tirar o fôlego.
Portanto, finalmente temos em mãos um disco ao vivo digno da carreira desses americanos, que mostra toda a força de Robb Flynn e sua trupe, que formam uma das bandas mais legais e viciantes do metal. Agora só nos resta torcer para que a banda lance material novo mais constantemente, pois apensar de muita qualidade, ainda falta um pouco mais de quantidade de lançamentos!
Mas fica a dica, escute esse material no volume máximo, e tenha cuidado para não destroncar o pescoço!
Machine F**king Head – Machine Head
(2012 – Roadrunner - Importado)
Formação:
Robb Flynn - Vocals, Guitars
Adam Duce - Bass
Phil Demmel - Guitars
Dave McClain - Drums
Track List:
CD 1:
1. I Am Hell (Sonata in C )
2. Be Still and Know
3. Imperium
4. Beautiful Mourning
5. The Blood, the Sweat, the Tears
6. Locust
7. This Is the End
8. Aesthetics of Hate
9. Old
CD 2:
1. Darkness Within
2. Bulldozer
3. Ten Ton Hammer
4. Who We Are
5. Halo
6. Davidian
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