UFO: lançando um ótimo trabalho com a pegada de sempre
Resenha - Seven Deadly - UFO
Por Leonardo M. Brauna
Postado em 22 de novembro de 2012
UFO já teve passagens pelo "Space Rock" com os dois primeiros lançamentos, "UFO 1 (1970)" e "UFO 2: Flying (1971)", mas foi no terceiro álbum, "Phenomenon" de 1974 que a banda encontrou a sua identidade no "Hard Rock". O "desfile" de clássicos que se segue com "Force It (1975)", "No Heavy Petting (1976)", "Lights Out (1977) e "Obsession (1978)" já deixava os fãs enfeitiçados pelo grupo. Passaram-se anos e a turma liderada por PHIL MOGG depois de trocas na formação, registros ao vivo e coletâneas, chega ao mais novo lançamento em estúdio, "Seven Deadly" de 27 de Fevereiro de 2012, gravado na Alemanha pela "SPV/Steamhammer" sob a produção de TOMMY NEWTON.
O CD abre com a pegada fortíssima de "Fight Night". Um típico "Rockão" que confirma a linha musical do UFO. É uma canção muito empolgante que agradará até os fãs de AC/DC.
"Wonderland" é uma das mais agitadas com o típico riff setentista. VINNIE MOORE vem desempenhando um papel fundamental nas criações dos solos, o virtuosíssimo guitarrista que teve a difícil tarefa de agradar um público fiel a MICHAEL SCHENKER, mostra a sua competência e genialidade.

Depois das duas "pancadas" sonoras que abriram as cortinas para o ouvinte, a terceira faixa "Mojo Tonw" dá uma aliviada, mas nela percebe-se algumas passagens de palhetadas que só ouvimos em bandas mais "Speed". Ousadia de seu guitarrista que encontrou um bom momento para executá-las.
É hora da balada, e todas que têm a marca do UFO é sinônimo de melodia e grande performance. Essa quarta faixa, "Angel Station" é a de maior duração no álbum com seus 6:22, mas conquista a sua atenção principalmente pelo solo bem aplicado carregado de uma áurea muito agradável.
As primeiras influências "Bluesy" podem ser sentidas em "Year of the Gun", que têm uma simplicidade em sua essência que a deixa fantástica.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | A sexta música, "The Last Stone Rider" também é privilegiada pela potência empregada nas baquetas de ANDY PARKER, e ainda possui um dos melhores solos do disco. Mais uma vez os anos 70 são ostentados aqui.
"Steal Yourself" possui um belo refrão e concentra nas bases um suporte primoroso para a execução da música. PAUL RAYMOND sempre colocou muita qualidade em suas passagens, a perícia aumenta mais ainda quando tem que dividir essa tarefa com os teclados em pleno palco. Um mestre.
Mais uma característica dos tempos áureos do UFO está presente em "Burn Your House Dow", uma bela interpretação vocal que segue bem a linha tranquila dos instrumentos. É um verdadeiro presente para os fãs.

A lembrança do "Blues" mais uma vez está presente em "The Fear", a faixa é guiada pela gaita e também traz um dos melhores solos do álbum. Outro Destaque fica para o vocal "Bluesmen" de MOGG.
O registro fecha com "Waving Good By", uma "semibalada" onde pela primeira vez se ouve com mais destaque o uso dos teclados de RAYMOND. Uma melodia regada a um "grand finale" típico de "guitarhero" nas mãos de VINNIE MOORE e a suavidade na voz de PHIL MOGG.
Na versão digipack existem dois bônus e o primeiro é "Other Men's Wives" que segue mais uma temática "Bluesy" acelerada, mas que não deixa de brindar uma boa magia para nosso deleite.
A segunda é "Bag O' Blues". Não precisa dizer mais nada quanto as suas influências, nessa faixa o conceito radiofônico feito só com voz e piano nos remete aos idos dos anos 50, ainda mais com um efeito de vinil na vitrola. Realmente uma obra de mestres com autoridade e talento para tal.

O trabalho é muito bom, mas como fã de longa data tenho que citar um ponto negativo que é a falta do membro fundador PETE WAY (ex- baixista). Não que desmerecesse o alemão LARS LEHMANN que já vinha acompanhando a banda desde a turnê de "The Visitor (2009)" com passagem pelo Brasil em 2010, mas é que PET dá mais espírito ao grupo, no entanto só podemos desejar boa sorte ao "novo músico" e se tiver que prosseguir com a banda, que tenha bom progresso.

Line Up:
Phil Mogg – vocal
Vinnie Moore – guitarra solo
Paul Raymond – guitarra base, teclados
Lars Lehmann – baixo (sessões)
Andy Parker – Bateria
Track List:
01. Fight Night 4:34
02. Wonderland 5:08
03. Going Down Mojo Town 3:56
04. Angel Station 6:22
05. Year Of The Gun 4:07
06. The Last The Stone Rider 3:52
07. Steal Yourself 4:47
08. Burn Your House Down 4:59
09. The Fear 3:44
10. Waving Goodbye 5:10
Bonus:
12. Other Nen's Wives 3:52
13. Bag O' Blues 3:04
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