Ira: sensacional e incompreendido
Resenha - Psicoacústica - Ira
Por Lucas Troglio
Postado em 29 de setembro de 2012
É de encher de orgulho qualquer roqueiro que se preze, quando uma banda que alcança popularidade não se vende ao mainstream. No ano de 1986, o LP de maior popularidade até então do IRA!, "Vivendo e Não Aprendendo", chegou ao status de disco de ouro. Em 1988, o terceiro LP do grupo foi lançado, "Psicoacústica".
Sensacional e incompreendido, seriam as melhores palavras para designar o álbum. Já é comum notarmos o desinteresse da população por material de qualidade, que nada mais é do que preguiça de ouvir música boa.
A banda paulista que sempre rendeu discos fenomenais, pouco se importava com o fato de estar em rádios e na televisão. O popular conto do rock and roll nacional de que a banda se negou a tocar no programa do Chacrinha, já é tomado em livros sobre o nosso rock. Além da histórica, ou por que não, vergonhosa? Apresentação da banda no Hollywood Rock de 1988 – não por culpa da banda, mas sim devido ao total desrespeito do brasileiro com músicos nacionais quando postos ao lado de estrangeiros.
Atos rebeldes a parte, o disco de 1988 é um registro do talento destes quatro músicos excepcionalmente criativos. A estupenda guitarra de EDGARD SCANDURRA sempre encaixou com suas letras e com a voz de NASI. Os competentes André Jung e Ricardo Gaspa sempre cumpriram bem seu papel e em alguns momentos com composições de tirar o chapéu.
"Psicoacústica" é um disco que pode ser dito até como experimental. A banda que começou com punk rock e logo passou ao pós-punk – talvez devido à capacidade dos instrumentistas (sem querer puxar briga com os fãs de punk) – achou neste disco uma sonoridade nova e criativa. Com pinceladas no Hip Hop e até mesmo no Hard Rock, o disco lançado em maio de 1988 foi sucesso de crítica, mas não de vendas.
Faixas como "Farto de Rock 'n' Roll", a espetacular "Rubro Zorro", "Receita Para Se Fazer Um Herói", "Advogado Do Diabo" e "Pegue Essa Arma" apresentam um rock diferente e bem composto. Fica a dica de um disco nota 10, dessa banda que deixa saudades.
Faixas:
1. Rubro Zorro
2. Manhãs de Domingo
3. Poder, Sorriso, Fama
4. Receita Para Se Fazer um Herói
5. Pegue Essa Arma
6. Farto do Rock 'n' Roll
7. Advogado do Diabo
8. Mesmo Distante
Outras resenhas de Psicoacústica - Ira
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As duas músicas do Metallica que Hetfield admite agora em 2026 que dão trabalho ao vivo
Festival SP From Hell confirma edição em abril com atrações nacionais e internacionais do metal
A música "mais idiota de todos os tempos" que foi eleita por revista como a melhor do século XXI
A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
Marcello Pompeu lança tributo ao Slayer e abre agenda para shows em 2026
A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
Cinco discos de heavy metal que são essenciais, segundo Prika Amaral
Tony Iommi tem 70 guitarras - mas utiliza apenas algumas
O clássico que é como o "Stairway to Heaven" do Van Halen, segundo Sammy Hagar
Como é a estrutura empresarial e societária do Iron Maiden, segundo Regis Tadeu
Derrick Green explica por que seu primeiro disco com o Sepultura se chama "Against"
Matt Sorum admite que esperava mais do Velvet Revolver
Rafael Bittencourt dá dica para músicos e conta como Kiko Loureiro "complicou" sua vida
A respeitosa opinião de Tony Iommi sobre o guitarrista Jeff Beck
O guitarrista que usava "pedal demais" para os Rolling Stones; "só toque a porra da guitarra!"


"Guitarra Verde" - um olhar sobre a Fender Stratocaster de Edgard Scandurra
A opinião de Humberto Gessinger sobre Nasi se posicionar politicamente em show
A diferença fundamental entre o Ira! e os Paralamas do Sucesso, segundo Nasi
Nightwish: Anette faz com que não nos lembremos de Tarja
Megadeth: Mustaine conseguiu; temos o melhor disco em muito tempo


