Kadavar: busca pela criatividade e novos caminhos
Resenha - Kadavar - Kadavar
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collector's Room
Postado em 19 de setembro de 2012
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Este trio é muito interessante. O Kadavar é natural de Berlim e é formado por Christoph "Wolf" Lindermann (vocal e guitarra), Mammut (baixo) e Tiger (bateria). O disco de estreia do grupo, batizado apenas com o nome da banda, saiu em fevereiro deste ano pela gravadora alemã This Charming Man e desembarcou recentemente nos Estados Unidos através do sempre antenado selo Tee Pee.
A diferença do Kadavar em relação a maioria dos grupos de stoner ou que exploram uma sonoridade baseada no hard setentista é um ingrediente pra lá de esperto: o krautrock. Para quem não sabe, o termo surgiu durante a década de 70 para classificar as bandas mais experimentais que nasciam aos montes na Alemanha. Tendo como elemento comum a busca pela criatividade e novos caminhos, os grupos do gênero exploraram diversas sonoridades, notadamente o hard e o progressivo.
O que temos nessa estreia do Kadavar é um som diferente, dono de uma personalidade ímpar. Para efeitos de comparação, é como se o Black Sabbath tivesse um relacionamento com o Birth Control, desse umas puladas de cerca com o Armaggedon (não a banda de Keith Relf, mas sim o quase homônimo grupo alemão liderado pelo vocalista e guitarrista Frank Diez), e dessa suruba toda viesse ao mundo o Kadavar.
O som é pesado, baseado totalmente em riffs. As seis faixas são longas, um tanto arrastadas, com diversas passagens instrumentais. A produção deixou tudo bem na cara e sem maiores requintes. E, ainda bem, a banda não dobra a guitarra na hora dos solos, deixando a base somente com o baixo e a bateria.
O Kadavar não reinventou o mundo com o seu primeiro disco, mas soube encontrar soluções diferentes, que fogem do comum, para se destacar. O som tem momentos onde é mais espacial, psicodélico, e outros onde pisa fundo no peso. Essa alternância de movimentos torna o álbum sempre surpreendente, colocando novas cartas na mesa a cada faixa.
Em certos aspectos, há uma similaridade com o disco de estreia do grupo sueco Graveyard, que tinha uma cara mais bruta que o segundo trabalho dos caras, o excelente "Hisingen Blues", de 2011. Resumindo em apenas uma palavra, o que temos aqui é a tradicional "sonzeira", o hardão setentista puro e cristalino, só que produzido em 2012.
Entre as faixas, destaque para "Forgotten Past", "Creature of the Demon", "All Our Thoughts" e "Black Sun", composições muito fortes que externam o entrosamento entre os músicos e o comprometimento do trio com a estética explorada.
Um disco muito bom, que irá agradar em cheio quem curte o verdadeiro hard rock - ou seja, aquele produzido durante a década de setenta e retomado sistematicamente por diversas bandas ao longo das décadas. Se esse é o seu caso, ouça sem medo.
Faixas:
All Our Thoughts
Black Sun
Forgotten Past
Goddess of Dawn
Creature of the Demon
Purple Sage
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A cantora que conquistou James Hetfield com sua voz "de cheiro de cigarro"
As quatro melhores músicas do Led Zeppelin, segundo Robert Plant
A banda que Brian May achava que deveria ter sido gigantesca; "Eles foram nossos mentores"
As músicas mais longas de 10 grandes bandas de heavy metal
Os 20 melhores álbuns lançados em 1999, segundo lista da Metal Hammer
John Bush não lamenta ter feito menos sucesso que colegas de geração
Show do Iron Maiden em Paris é prejudicado por falta de luz
A melhor música de rock progressivo de todos os tempos, segundo os leitores da Prog
Eric Martin, Edu Falaschi, Tim Owens e Jeff Scott Soto anunciam setlist do Masters of Voices
Com a cantora Mona Miari, Roger Waters lança nova versão de "Comfortably Numb"
Steve Harris foi único membro do Iron Maiden a receber Paul Di'Anno em show, revela documentarista
A música do Slayer que lembra o Alice in Chains, segundo a Kerrang!
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Metallica jogou fora o manual do heavy metal, segundo James Hetfield
A separação de banda que deixou Jimmy Page arrasado; "Ficamos tristes quando eles terminaram"
A dura crítica de Maurício Kubrusly que fez Paralamas do Sucesso deslanchar na carreira
David Gilmour elege cinco álbuns fundamentais da história do rock
A banda que Clapton queria que afundasse, mas pra tristeza dele, estava ficando cada vez melhor


Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos



