Balance of Power: Abrindo o livro dos segredos para o mundo
Resenha - Book of Secrets - Balance of Power
Por Marcos Correa
Postado em 29 de agosto de 2012
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
BALANCE OF POWER é uma banda de Power/Progressive Metal formada em 1995 pelo tecladista Ivan Gunn, junto com um grupo de roqueiros londrinos. Eram eles: Lionel Hicks (bateria), Chris Dale (baixo), Tony Ritchie (voz) e os guitarristas Bill Yates e Paul Curtis. Após o seu debut "When the World Falls Down" Tony Ritchie foi substituído por Lance King, que daria continuidade ao sucesso da banda.
Em 1998, lançaram seu segundo álbum, intitulado "Book of Secrets", que alavancou e deu notoriedade à banda, principalmente na Europa e Japão. Esse petardo conta, também, com a participação de um novo guitarrista, Pete Southern, que era amigo de infância de Hicks e Ritchie.
Book of Secrets abre de forma magistral com "Desert of Lost Souls", que começa com teclado e violão fazendo um fundo bem soturno para em seguida a voz enigmática de Rob Brown começar a recitar um pequeno texto sobre um mundo sem ordem e/ou respeito pela vida. Esta é uma pequena introdução para "Walking on Top of the World", que começa com um riff de guitarra bem denso e pesado, onde mais a frente é acompanhado por um teclado matador e uma bateria avassaladora, que preparam a entrada do vocal perfeito de King. Este mesmo, demonstra a que veio na música seguinte "Book of Secrets", que também começa com um texto recitado pela mesma voz enigmática de Brown, da primeira faixa, e que se repetirá em vários momentos do disco, mas agora, falando sobre o "Livro dos Segredos", em seguida, uma base de guitarra, bateria e baixo fazem cama para um teclado bem agressivo e após alguns compassos todos se juntam em uma convenção que culmina em um grito esplendido de King, que só termina momentos antes de começar os primeiros versos da canção. Na minha singela opinião, esta é a melhor música do álbum, só um detalhe, não a escutem dirigindo, pois correrão o risco de serão arrastados pela música e pisar firme no acelerador.
Após a acelerada "Book of Secrets", vem "When Heven Call Your Name" onde "a voz" fala sobre um futuro sem luto, dor ou clamor. A música começa bem densa e épica, onde o violão muito me lembrou as baladas do BLIND GUARDIAN, mas isso logo acaba com um conjunto poderosíssimo de riffs e pegada de todos os instrumentos que culminam com a entrada da voz de Lance. Destaque para o refrão que é bem agressivo e empolgante. A música ainda conta com um belíssimo solo de violão que é emendado com um brutal solo de guitarra. "It's Not Over (Until It's Over)" dá uma cadenciada ao andamento do CD. Ela conta com uma estrutura muito legal e interessante de teclados e guitarras. Destaque para os back'n vocals.
A seguir, temos a belíssima balada "Do You Dream of Angel", que após tanta porrada, nos faz relaxar um pouco. Voltando às porradas e "à voz", temos "Seven Days into Nevermore", que começa com um teclado bem PowerMetal e tem uma levada bem pesada e que fará com que qualquer headbanger fique com o pescoço dolorido. Perto do final do petardo temos "Miracles and Dreams", que começa apenas com teclado e a voz de King, a primeira impressão é que vem mais uma balada, o que termina logo aos primeiros riffs cortantes da guitarra. Essa música tem uma pegada bem ProgMetal, o que pode impolgar muitos fãs dessa vertente.
Para selar "Book of Secrets" temos "Stranger Days (To Come)", já com uma veia bem ProgMetal, sem deixar de lado os clichês Power, essa música fecha o disco com chave de ouro e deixa qualquer "True" preconceituoso de queixo caído.
Sem dúvida nenhuma este disco merece a atenção de todos, pois foi muito bem produzido e com composições em um nível altíssimo.
Site Oficial:
http://www.balance-of-power.com/
Ficha Técnica:
1 – Desert of Lost Souls – 00:53
2 – Walking on Top of the World – 07:04
3 – Book of Secrets – 07:42
4 – When Heaven Calls Your Name – 06:20
5 – It's Not Over (Until It's Over) – 05:02
6 – Do You Dream of Angels – 05:46
7 – Seven Days into Nevermore – 06:49
8 – Miracles and Dreams – 08:02
9 – Stranger Days (To Come) – 05:40
Balance of Power é:
Lionel Hicks – Bateria
Bill Yates – Guitarra
Pete Southern – Guitarra
Ivan Gunn – Teclados
Lance King – Vocal
Chris Dale – Baixo
Rob Brown - Narração
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Duff McKagan reflete sobre o dramático fim do Velvet Revolver
A música do Venom inspirada em um dos grandes clássicos do Kiss
Yngwie Malmsteen explica "não" a David Lee Roth e por que não trabalharia com Dio
Angra realizará primeiro show da carreira na Finlândia
Epica esgota ingressos para show com orquestra e coral em São Paulo
Marty Friedman admite ter pisado na bola em saída do Megadeth
A música de 1984 que o Metallica tocou ao vivo uma única vez
Por que é importante que artistas se posicionem politicamente
O que realmente significa quando um álbum é lançado em versão remasterizada?
O rockstar que se gaba de ter Donald Trump e Elon Musk na agenda do telefone
Ator RJ Mitte, mais conhecido por "Breaking Bad", morre aos 34 anos
A noite em que Noel Gallagher ouviu "a melhor música de sua vida"
O álbum do Slayer que ainda arrepia Dave Lombardo depois de décadas
Graham Bonnet anuncia detalhes do seu novo álbum, "Circuit Breaker"
Amanda Somerville se manifesta após diagnóstico de tumor cerebral agressivo
A excelente música dos anos 90 que apareceu em raríssimos shows do Metallica
Roadrunner: os álbuns mais desprezados de todos os tempos
Sammy Hagar relembra turnê do Van Halen em que ele pensou que Eddie Van Halen morreria



Carach Angren - Sete histórias para um inferno
Paura mira em velhos problemas humanos e entrega muito metalcore em "Primitive Chaos"
Flotsam and Jetsam entrega fúria e maturação em "Rats in the Temple"
Pride Of Lions Mantém a Tradição do AOR Clássico em "Unbridled"
Quase vinte anos do seu lançamento, "Over The Under" ainda soa vigoroso
Use sua ilusão: o pseudo disco perfeito do Guns N' Roses
30 anos de "A Tempestade" - o álbum que se tornou a despedida de Renato Russo
Os 40 anos de "Reign in Blood", obra-prima do Slayer e um dos maiores clássicos do thrash metal
Iron Maiden: Review do novo álbum publicado na revista Kerrang



