Masterplan: Pontos positivos são a obrigação deste time

Resenha - Time To Be King - Masterplan

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Por Vitor Franceschini
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Nota: 7

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Falar que Jorn Lande (Allen/Lande, Jorn, ex-ARK) é um dos melhores vocalistas da atualidade é chover no molhado. Assim como a seleção que o acompanha neste trabalho, que marca seu retorno após ficar fora por cinco anos. Roland Grapow (guitarra, ex-Helloween), Jan-Sören Eckert (baixo, Iron Savior), Axel Mackenrott (teclados) e o renomado Mike Terrana (bateria, Axel Rudi Pell, Tarja, ex- Rage) dispensam maiores apresentações.
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Mas, é aí que está o ‘porém’ da questão. “Time To Be King”, lançado aqui pela Laser Company, apesar de um trabalho legal e digno, está longe dos dois primeiros discos do grupo e ainda perde em empolgação para “MK II” (trabalho que conta com Mike DiMeo, ex-Riot) nos vocais. É aquele tipo de frustração que deixa a desejar não pela música em si, mas sim pela capacidade da banda não ser tão explorada como deveria.

Pontos positivos? Sim, há, mas isso é obrigação deste time. Ao começar pela excelente produção do disco, a cargo do próprio Grapow. Dentre as composições, Fiddle Of Time, que abre o disco é a única que empolga no quesito Power Metal – que é a proposta inicial da banda. A faixa tem pegada, ritmo e belos arranjos de teclados, além de uma ótima interpretação de Lande.

Porém, as outras grandes músicas do disco soam mais Hard/Prog Metal, o que não é ruim, pelo contrário, mas que pega de surpresa os fiéis fãs do Power Metal típico da banda. Lonely Winds Of War é belíssima, com belos arranjos, bons solos de guitarra, ritmo cadenciado e mais um show de Lande. Aliás, o vocalista consegue eclipsar os outros integrantes na maior parte do álbum.

A ‘quase’ balada The Dark Road, também é belíssima, mas é outra que foge das características da banda. The Black One ainda segue a linha Hard/Prog Metal, mas possui mais peso, com ótimos riffs e uma bela linha de baixo. O restante é boas composições, mas que passam longe do que a banda pode oferecer.

O trabalho gráfico do disco é magnífico, ou seja, mais um fator que exigiria um pouco mais de conteúdo do álbum. Enfim, um trabalho bom, de boa produção e uma mescla de composições ótimas com medianas, porém que pode não empolgar a todos.

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Sobre Vitor Franceschini

Jornalista graduado tem como principal base escrever sobre Rock e Metal, sua grande paixão. Ex-editor do finado Goredeath Zine, atual comandante do blog Arte Metal, além de colaborador de diversos veículos do underground.

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