Accept: Conseguiram um substituto à altura do baixinho
Resenha - Stalingrad - Accept
Por Junior Frascá
Postado em 01 de abril de 2012
Nota: 9 ![]()
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Desde o retorno do ACCEPT, com o excelente "Blood of the Nations", de 2010, estes alemães conseguiram não só reestabelecer o nome da banda, como colocá-la novamente entre as mais importantes do metal na atualidade, mostrando todas as qualidades que o tornaram referência da música pesada no passado, e incluindo uma dose de modernidade de forma precisa, e isso tudo mesmo sem um de seus membros mais importantes, o vocalista Udo.

E dois anos depois, e passada aquela euforia pela volta da banda, os caras retornam com outro grande lançamento, mostrando que realmente estão de volta em sua melhor forma, e que "Blood of the Nations" não foi um momento isolado de inspiração, embora não seja superado neste novo trabalho. Além disso o disco mostra mais uma vez que o vocalista Mark Tornillo foi a escolha certa para a banda, com seus vocais rasgados e agressivos como poucos, e que deram um toque especial ao som do ACCEPT.
Com uma gravação fantástica, capitaneada novamente pelo grande Andy Sneap (na minha opinião, o melhor produtor da atualidade), "Stalingrad" mantém a mesma pegada de seu antecessor, embora seja um pouco menos direto do que este (ou seja, demanda algumas audições para que sejam perceptíveis todos os seus elementos).

Os riffs e solos de Wolf e Herman, que sempre foram o carro chefe do som dos alemães, continuam cada vez mais precisos e afiados, mesclando elementos que vão do hard rock ao metal tradicional, sempre de forma muito coesa e cativante, fazendo o ouvinte viajar no tempo de volta aos anos 80. Além disso, a cozinha marcante de Peter Bates e Stefan Schwarzman não é das mais técnicas, mas tem uma pegada pulsante que contagia. Por fim, quanto ao trabalho vocal, seja em relação aos coros épicos ou às linhas de Mark, estão próximo à perfeição, sendo o grande destaque do disco. Que me desculpem os fãs de Udo (dentre os quais me incluo), mas os caras conseguiram um substituto à altura do baixinho.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | O disco é daqueles que você coloca pra ouvir com o repeat ligado, pois todas as músicas são muito boas, com destaque para "Hung Drawn and Quartered", uma faixa típica de abertura dos trabalhos da banda, bem rápida e com vocais altos, e uma melodia grudenta; "Flash to Bang Time", com riffs e solos fantásticos, e Mark em sua melhor forma, sendo uma das melhores canções do disco; "Shadow Soldiers", mais cadenciada e com melodias obscuras, e coros épicos de arrepiar; "Agains the World", com mais um trabalho de guitarras e de vozes incrível; e "Galley", que encerra o trabalho, e possui uma levada meio setentista, e alguns dos melhores solos do disco.
Assim, meu caro amigo leitor, eis mais um álbum matador do ACCEPT, e que mantém a banda dentre as melhores da atualidade, mesmo sem trazer grandes inovações. Portanto, nos resta agradecer pela volta da banda, adquirir o disco, e apreciar sem moderação este que é sem dúvida um dos grandes lançamentos de 2012!

Stalingrad - Accept (2012 – Nuclear Blast - Importado)
Formação:
Mark Tornillo - Lead vocals
Wolf Hoffmann - Guitar
Herman Frank - Guitar
Peter Baltes - Bass guitar
Stefan Schwarzmann – Drums
"Hung, Drawn and Quartered" - 4:35
"Stalingrad" - 5:59
"Hellfire" - 6:07
"Flash to Bang Time" - 4:06
"Shadow Soldiers" - 5:47
"Revolution" - 4:08
"Against the World" - 3:36
"Twist of Fate" - 5:30
"The Quick and the Dead" - 4:25
"Never Forget" (bonus track)
"The Galley" - 7:21

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