Resenha - Hangover Music Vol. VI - Black Label Society

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Por Thiago Pimentel, Fonte: Hangover Music
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Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Em "Hangover Music Vol. VI", Zakk Wylde nos brinda com músicas inteiramente em formato acústico. De antemão, fica o aviso: a maioria das composições podem ser descritas como baladas.

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É verdade que esta faceta da banda já havia sido demonstrada em faixas isoladas. Mas, até agora, Wylde não havia dedicado um álbum inteiro focado nessa proposta. Tal fato acaba por tornar "Hangover Music Vol. VI" especial e único na discografia da banda; inclusive poderá remeter, ao ouvinte mais experiente, trabalhos antigos de Wylde - como o álbum "Book Of Shadows" , de 1995.

Além das guitarras e violões, os pianos são muito bem explorados aqui e remetem composições de artistas como "Neil Young" - em seus momentos folk - e "Elton John" (!). Digamos que se há uma canção no disco que exemplifique essa observação, esta canção seria a ótima "Yesterday, Today & Tomorrow". Outra característica marcante do álbum é o excelente uso das ótimas harmonias vocais - ouça faixas como "Steppin' Stone" e "Layne" para entender.

Um fato curioso: todas as músicas de "Hangover Music Vol. VI", assim como todos os outros álbuns do "Black Label Society", foram compostas no estúdio, segundo relatos de Wylde. Este processo é extremamento raro em dias atuais, porém fora bastante utilizado por "dinossauros" do rock - como "Black Sabbath" e "Led Zeppelin" em seus discos mais clássicos.

Com relação ao line-up, temos aqui um dos álbuns da banda com maior participação (ou rotatividade?) de membros; três baixistas e dois bateristas participaram da gravação do álbum.

Como destaques, posso citar: "Damage Is Done", com belas melodias de piano e um solo de violão inspiradíssimo; "A White Shade Of Pale", cover da antiga banda "Procol Harum"; "No Other"; "Crazy Or High", uma das faixas que possui um dos momentos mais pesados do álbum, com Zakk desfilando os seus famosos harmônicos e executando um dos melhores solos do álbum; "Layne", canção em homenagem ao falecido vocalista do "Alice in Chains" (Layne Staley) e por último, a não 'menos' excelente: "Queen of Sorrow" - uma das composições mais tranquilas do álbum e que, como de praxe, conta com um memorável solo de guitarra.

Se você aprecia o lado mais soft de Zakk Wylde, belas baladas e uma forte influência de country e southern rock; as possibilidades de apreciar este trabalho, que apesar de ter músicas bem homogêneas - a maioria delas são baladas, como já foi dito - , é alta. Caso contrário, recorra a um álbum tradicional do "Black Label Society" - o "The Blessed Hellride" (2003) ou o 1919 Eternal (2002) são boas indicações, nessa situação.

O único ponto negativo é a voz de Zakk Wylde que, apesar de encaixar-se nas canções, não é mais a mesma de anos atrás. Infelizmente.

"Quando estou no ônibus de turnê depois de estourar meus miolos com um Marshall e uma Les Paul, gosto de relaxar escutando os trabalhos mais suaves de Neil Young, Eagles, Elton John, Creendence e caras como eles. Achei que deveria fazer um álbum assim.", Wylde sobre "Hangover Music Vol. VI".


Músicas-chave:

Damage is Done ; Queen of Sorrow ; Crazy or High

Formação:
Zakk Wylde - Vocais/Guitarra
Mike Inez - Baixo (faixa 1)
James Lomenzo - Baixo (faixas 3, 4, 6, 7, 8, 11, 15)
John DeServio - Baixo (faixas 2, 9, 10, 14)
Craig Nunenmacher - Bateria
John Tempesta - Bateria (faixa 14)

Tracklist:
1. Crazy or High 03:34
2. Queen of Sorrow 04:15
3. Steppin' Stone 04:54
4. Yesterday, Today, Tomorrow 03:43
5. Takillya (Estyabon) 00:39
6. Won't Find It Here 06:26
7. She Deserves A Free Ride (Val's Song) 04:19
8. House of Doom 03:46
9. Damage is Done 05:20
10. Layne 05:15
11. Woman Don't Cry 05:39
12. No Other 04:59
13. A Whiter Shade Of Pale (Procol Harum cover) 05:08
14. Once More 04:10
15. Fear 04:38

Tempo total: 01:06:45


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Sobre Thiago Pimentel

Tenta, desde meados de 2010, escrever textos que abordem as vertentes da mais peculiar - em seu ponto de vista - manifestação artística do ser humano, a música. Para tal, criou o blog Hangover-Music e contribui no Whiplash.Net. Além disso, é estudante de jornalismo, guitarrista e acredita que se algum dia o Deus metal existira, ele morreu em 13/12/2001.

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