Dorsal Atlântica: Um dos nomes mais influentes neste país

Resenha - Terrorism Alive - Dorsal Atlântica

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Por Durr Campos
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Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Gosto bastante da Dorsal Atlântica, mas confesso que fazia um bom par de anos (ou mais) que não parava para ouvir um CD dos cariocas. Uma das razões, talvez até meio óbvia, é o imensurável número de lançamentos nos últimos tempos, o que torna humanamente impossível absorver tudo ou mesmo dar conta de ouvir os novos grupos sem deixar os veteranos de lado.
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Sendo assim, que bom esta bolachinha ter chegado em minhas mãos! Digo isso porque “Terrorism Alive” não só me atraiu de volta à arte feita pelo trio, como também aumentou as chances do thrash/death metal “raçudo” contido neste artefato alcançar novos apreciadores. Apertem os cintos porque os “caçadores da noite vão executar a sua missão...” (nota do redator: Alusão a “Caçador da Noite”, uma das canções mais famosas deles).

Gravado em Fortaleza nos idos de 1998 quando a Dorsal promovia o álbum “Straight”, a iniciativa só viu a luz do dia pela primeira vez em 2002, em uma versão que também trazia o mítico Ultimatum, estreia vinílica editada na primeira metade dos anos 80. Já a Shinigami Records, responsável por esta reedição, além de mudar (e melhorar) a capa, acresceu dois bônus no lugar do supracitado split: “Extreme Condictions”, também ao vivo, e a brutal “Carniceria”. De todo modo, a iniciativa do selo em devolver um clássico como este às prateleiras das lojas torna o item obrigatório por si só.

Carlos “Vândalo” Lopes, mentor, guitarrista e vocalista da Dorsal, estava acompanhado de Alexandre Farias (baixo) e Guga (bateria) quando “Terrorism Alive” fora registrado, mostrando aos fãs que as ausências do line-up mais conhecido, isto é, com seu irmão Cláudio “Cro-Magnon” Lopes no baixo e Hardcore na bateria, não atrapalhou os planos do músico em promover uma verdadeira avalanche sonora. A ótima qualidade de gravação abrilhantou ainda mais e nos faz invejar os sortudos que estavam lá na capital cearense naquele 18 de fevereiro.

Ao todo o set-list contou com vinte faixas, dentre elas “Velhice”, “Vitória”, “Dor”, a própria “Caçador da Noite”, “Tortura” e “Guerrilha”, além das excelentes faixas cantadas na língua do Tio Sam: “God’s Complex”, “Rapist”, “Who The Fuck Do You Think You Are”, “Blood Pact”, “Thy Kingdom Come”, “Take Time”, etc. Enfim, um apanhado geral de toda a carreira da banda, fato que só aumenta a saudade de um dos nomes mais influentes do metal feito neste país. Pena que o repertório tenha deixado de fora "Vorkuta", "Joseph Mengele", "Álcool", "Morte aos Falsos" – todas do irretocável “Antes do Fim”, de 1986 – ou mesmo a fabulosa "Lucrécia Bórgia", do igualmente essencial “Dividir e Conquistar” (1987).

Dorsal Atlântica – Terrorism Alive
Shinigami Records – 2011 - Nacional

Tracklisting
1.Sign of the Times
2.God’s Complex
3.Rapist
4.Who the Fuck Do You Think You Are
5.Dor
6.All the Women (I’ve Loved)
7.Black Mud
8.Velhice
9.Vitória
10.The Ones Left Screaming
11.H.I.V.
12.Madness
13.Blood Pact
14.Caçador da Noite
15.Thy Kingdom Come
16.Take Time
17.Tortura
18.Guerrilha

Bonus tracks
19.Extreme Conditions
20.Carniceria

Links relacionados
http://www.facebook.com/pages/Dorsal-Atl%C3%A2ntica/22001135...
http://www.myspace.com/dorsalatlantica

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Sobre Durr Campos

Graduado em Jornalismo, o autor já atuou em diversos segmentos de sua área, mas a paixão pela música que tanto ama sempre falou mais alto e lá foi ele se aventurar pela Europa, onde reside atualmente e possui família. Lendo seus diversos artigos, reviews e traduções publicados aqui no site, pode-se ter uma ideia do leque de estilos que fazem sua cabeça. Como costuma dizer, não vê problema algum em colocar para tocar Napalm Death, seguido de algo do New Order ou Depeche Mode, daí viajar com Deep Purple, bailar com Journey, dar um tapa na Bay Area e finalizar o dia com alguma coisa do ABBA ou Impetigo.

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