Lapis Lazuli: Mesclando o Metal Sinfônico com o Gótico
Resenha - A Loss Made Forever - Lapis Lazuli
Por Renato Sanson
Fonte: Road to Metal
Postado em 17 de janeiro de 2012
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
De cara devo dizer que a cena mundial do Metal Sinfônico está em certa decadência. Muitas bandas parecidas com os grandes medalhões como Nightwish, por exemplo.
Para muitos, a jovem banda sueca Lapis Lazuli (chegou a gravar um álbum como Aftermath, mas retornou ao nome original ao lançar o disco que estamos comentando aqui) entra nessa categoria. Talvez por não ser meu grande forte, consiga escutar sem tentar comparar com as pioneiras do estilo.
A verdade é que, por acaso, vim a conhecer o som desse grupo, justo no ano em que lançaram dois álbuns (?!), algo quase impossível nos dias de hoje.
Como estou conhecendo o som dos caras, mas já o suficiente para querer mostrar a banda aos nossos amigos leitores do blog, ainda há mais o que ser visto/ouvido deles.
Sendo sincero, parei ouvindo a banda em seu disco "A Loss Made Forever" (2011) que mescla com capacidade o Metal Sinfônico com o Gótico. Nada muito original, é certo, mas para quem curte esse tipo e som (e estilo de vida), pouco importa muita originalidade. Importante é que o som seja de qualidade e as letras representem esse lado "obscuro" do ser humano.
A banda, que é um sexteto, acabou de lançar seu segundo disco no ano, "A Justified Loss" (2011), que, se for de qualidade como seu antecessor (e nosso alvo positivo de hoje), tem tudo para estar aqui nas próximas semanas.
Mais uma dentre tantas que conta com vocalista feminina, a banda capricha nos duetos entre a loira Frida Eurenius e Timo Hautamäki (teclados e vocal), aliás, o grande líder, que também assina os teclados meio manjados, mas grandiosos, dando o clima no ponto necessário para agradar nossos ouvidos.
A dupla de guitarristas formada por Johan Karlsson e Tobias Rhodin são bem eficientes e, se não podem (ainda) serem comparados com nomes como Timo Tolkki, ex-Stratovarius (pedras voando em 3, 2, 1...) ou Morten Veland (ex-Tristania, atual Sirenia), pelo menos capricharam legal. A mesma coisa podemos falar do baixista Henrik Nyman e o baterista Jocke Ivarsson que, não se destacam (difícil com esses instrumentos no Metal Sinfônico/Gothic), mas não fazem feio.
São apenas sete músicas, que passam bem rápido, já que o CD tem em média pouco mais de meia hora (passaria como um EP, com certeza), mas também pelo som que agrada e, quando você percebe, já acabou.
De cara os vocais de Frida já te capturam, especialmente em "Serpent", "Home" e na melhor do disco, "A Loss Made Forever".
Uma banda que, embora mediana, vale com certeza ser conferida pelos amantes do Metal Sinfônico e Gothic Metal, sem medo. Comparações serão inevitáveis, mas se você for com os ouvidos preparados, ainda é capaz de se surpreender.
Stay on the Road
Tracklist
01. Ascension
02. A Loss Made Forever
03. The Silence
04. Home
05. Serpent (Black Sun)
06. When Dreams Collide
07. Dragged Into Shade
Formação
Frida Eurenius (Vocal)
Timo Hautamäki (Teclados e Vocal)
Johan Karlsson (Guitarra)
Tobias Rhodin (Guitarra)
Henrik Nyman (Baixo)
Jocke Ivarsson (Bateria)
Autor da resenha: Eduardo Cadore
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda que dá "aula magna" de como se envelhece bem, segundo Regis Tadeu
Show do Guns N' Roses no Rio de Janeiro é cancelado
Filmagem inédita do Pink Floyd em 1977 é publicada online
Dave Mustaine: "Fizemos um esforço para melhorar o relacionamento, eu, James e Lars"
A música que Bruce Dickinson fez para tornar o Iron Maiden mais radiofônico
Os discos do U2 que Max Cavalera considera obras-primas
Para Mille Petrozza, humanidade vive retrocesso e caminha de volta à "era primitiva"
A banda que estava à frente do Aerosmith e se destruiu pelos excessos, segundo Steven Tyler
Sepultura anuncia última tour norte-americana com Exodus e Biohazard abrindo
Os 11 maiores discos de onze bandas gigantes dos anos oitenta, segundo a Loudwire
O álbum que, segundo John Petrucci, representa a essência do Dream Theater
A voz mais pura do rock de todos os tempos, segundo Bruce Springsteen
SP From Hell anuncia sua primeira atração internacional; festival será realizado em abril
O disco nacional dos anos 70 elogiado por Regis Tadeu; "hard rock pesado"
Por que Ricardo Confessori e Aquiles ainda não foram ao Amplifica, segundo Bittencourt
Legião Urbana x Catedral: polêmicas entre integrantes em 2002
A banda que para Roger Daltrey estava à frente do Cream e Jimi Hendrix Experience
A bela história de "Don't Stop Believin'", clássico do Journey que superou 2 bilhões no Spotify


Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Metallica: em 1998, livrando a cara com um disco de covers
Whitesnake: Em 1989, o sobrenatural álbum com Steve Vai



