Power Quest: A banda mais melódica do Metal Melódico
Resenha - Magic Never Dies - Power Quest
Por Diego Cesar Bortolatto Simi
Postado em 06 de janeiro de 2012
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Originária de Southamptom, a banda inglesa Power Quest consegue ser a banda mais melódica do Metal Melódico. O ex-tecladista do Dragonforce Steve Williams formou o grupo em 2001, e diferente de sua ex-banda, consegue se desvincular dos exageros e as boas músicas aparecem.
Pela Massacre Rock Records em 2005 chegam às lojas do mundo o terceiro disco chamado "Magic Never Dies". Nessa época, a onda do Metal Melódico estava em seu auge, invadindo os quatro cantos do mundo e com isso, muitas bandas estavam na ativa lutando pelo mesmo espaço que o Power Quest lutara.
E o que o quinteto inglês tinha de diferenciado? Estruturalmente nada, pois a banda seguia os tão falados clichês do gênero: vocais altos, riffs rápidos, bumbo duplo cheio de velocidade e muitos solos de teclado e guitarra. O que fazia a diferença no som do Power Quest é a maneira com que os elementos dessa estrutura eram aplicados.
Como já foi dito antes, se o Dragonforce é a banda mais rápida do Metal Melódico (obviamente, por motivos alheios à música), o Power Quest certamente é a mais melódica, a diferença é que na maioria das vezes a banda consegue se desvencilhar dos exageros absurdos de seus compatriotas.
O disco se inicia com a introdução sinfônica "Ascencion", que abre alas para a chegada de "Find My Heaven", a melhor música de toda a carreira da banda. Rápida, melódica, com muita força e pegada com um refrão cheio de energia. Perfeita abertura.
Logo no começo do disco já se percebe a forte e constante presença dos teclados de Steve Williams, que muitas vezes chegam a ter mais destaque que a guitarra de Andrea Martongelli, o que muda totalmente o clima do som da banda. No Power Quest, quem faz a base é a guitarra e o baixo, praticamente todas as melodias e riffs vem do teclado.
Com essa fórmula, a banda consegue soltar músicas poderosas como "Strike Force" e "Galaxies Unknown", e por outro lado, acaba saindo músicas sem pegada, sem agressividade, como "Children of the Dream", em que o teclado se sobressai demais.
Uma constante nesse disco é a atuação do vocalista Alessio Garavello, que pode até não ter uma voz tão potente e intensa, mas compensa com um timbre que se encaixa totalmente no som do grupo e muita garra na hora de cantar, principalmente na hora dos agudos, onde se sai muito bem sem ter os mesmos recursos vocais de caras como Timo Kotipelto e Michael Kiske.
No fim das contas, "Magic Never Dies" agrada bastante com seus solos de teclado e guitarra duelando, a bateria correndo o tempo todo e os ótimos refrãos cantados por Garavello. Steve foi responsável ao mesmo tempo pelo maior ponto positivo e negativo desse disco: os teclados. Quando o Power Quest consegue acertar a pegada dos teclados na medida, as boas músicas são garantidas
Track List:
01 - "Ascension" 2:04
02 - "Find My Heaven" 4:12
03 - "Galaxies Unknown" 5:02
04 - "Hold on to Love" 5:01
05 - "Diamond Sky" 3:57
06 - "The Message" 6:14
07 - "Soulfire" 5:04
08 - "Children of the Dream" 6:08
09 - "Strike Force" 6:22
10 - "Another World" 7:43
11 - "Magic Never Dies" 6:13
Line up:
Alessio Garavello – vocais
Andre Mortangelli – guitarra
Steve Scott – baixo
Steve Williams – teclados
Francesco Tresca – bateria
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



20 bandas que nunca lançaram um disco ruim, de acordo com a Metal Hammer
Ripper Owens: "Há uma razão pro Iron Maiden tocar pra 20 mil e o Judas pra 5 mil"
Rhapsody se despedirá com formação clássica ao lado do Epica na América do Sul
Dave Lombardo comenta lenda dos 33 minutos de "Reign in Blood"
Classic Rock ranqueia discografia do Bon Jovi do pior ao melhor álbum
A cantora que conquistou James Hetfield com sua voz "de cheiro de cigarro"
Live anuncia cancelamento de shows no Brasil
Megadeth toca "Puppet Parade" pela primeira vez ao vivo
A melhor música de rock progressivo de todos os tempos, segundo os leitores da Prog
John Bush não lamenta ter feito menos sucesso que colegas de geração
A música dos anos sessenta em que Ozzy Osbourne ouviu o começo do metal
A música em que Dio disse ter cantado "como uma garota"
Queen + Adam Lambert acabou? O próprio vocalista responde
Ronnie James Dio considerava Ritchie Blackmore "um gênio"
Venom e Motörhead também foram massacrados pela crítica, diz Tom G. Warrior
Andreas Kisser confessa para João Gordo que tinha medo do Ratos de Porão e revela motivo
Bruce Dickinson, do Iron Maiden, revela as bandas que ninguém imagina que ele ouve
O significado de "Não diga que a canção está perdida" em "Tente Outra Vez", de Raul Seixas


Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos



