Counting Crows: Veja com as pupilas dilatadas

Resenha - August And Everything After: Live At Town Hall - Counting Crows

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Por Abel Teixeira
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Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Esse registro trata-se do primeiro vídeo oficial ao vivo da banda californiana Counting Crows, encabeçada pelo excelente vocalista Adam Duritz. Quase cinco meses após o seu lançamento, começo a ter certeza que o Counting Crows não romperá a barreira de "Mr. Jones" na América do Sul. Nem à época de Accidentaly In Love conseguiram ser notáveis como mereciam. Nem é por falta de talento, enfim... Deixo essa discussão para os comentários. Vamos ao que interessa.
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Lançado em 30 de Agosto de 2011, este vídeo (DVD/Blu-Ray) traz a performace completa do multi-platinado álbum de estréia da banda, "August And Everything After" de 1993. Relançado em 2007, no formato Deluxe Edition, o material da segunda edição vem acompanhado de b-sides/demos e uma performace brilhante ao vivo. São singles deste trabalho, além da já conhecida "Mr. Jones", a linda "Round Here", e a não menos valiosa "Rain King". Bem, seria injusto da minha parte considerar apenas esses três destaques, caindo no drama de se limitar aos singles radiofônicos. Dessa forma, vale a pena registrar canções como "Omaha", "Anna Begins" e "Ghost Train". Com essa consciência ampla e nada centrista, a banda resolveu lançar esse álbum na íntegra, em uma nova roupagem.

Quando se trata de novos arranjos, o público em geral fica desconfiado, devido ao fato das canções fugirem de seu aspecto tradicional. Felizmente, a banda possui uma quantidade considerável de fãs já habituados com as performarces variáveis de Adam e banda, brincando com as letras e suas próprias criações. Logo de cara, percebemos isso na canção de abertura: 'Round Here". Se não bastassem os 11:42 de música, incluindo um trecho da bela "Raining In Baltimore", temos no palco uma banda incrivelmente alinhada. A fotografia do vídeo é fora de série! Esse passeio por transcendentais imagens e sons, tem uma continuidade perceptiva durante o show. Após "Omaha", garanto que não sentirá falta do "Sha la la la la la la" na introdução de "Mr. Jones". Aliás, o público que admira o som dos caras encontrará um ritmo diferente, sendo no tempo dos refrões, ou nas alterações feitas em suas passagens, utilizados cuidadosamente nessa nova roupagem, já citada anteriormente.

O show continua com uma sensibilidade incrível. A quase poesia "Perfect Blue Buildings" não me deixa mentir. De cara, o público delira com sua introdução. Em seguida, a obscuridade de "Anna Begins" completa de forma fascinante a primeira parte do espetáculo. Daí pra frente, "Time And Time Again", "Rain King", e "Sullivan Street" dão conta do recado, e confirma o cuidado com que esse trabalho foi realizado. No momento em que "Ghost Train" é executada, o trabalho parece já estar completo. No fim, ainda temos "A Murder Of One" encerra muito bem um clássico dos anos 90, em quase 80 minutos de show.

Vale ressaltar que esse registro é, além de tudo, direcionado para fãs. É um disco que deve ser estendido a todos meros mortais que se impressionam com qualquer besteira que o Coldplay ou o U2 gravam. Nada contra essas bandas, pelo contrário. Só acho uma limitação incrível parar seu mundo musical em uma FM ou MTV da vida.

Por fim, esse álbum ao vivo está recomendado. Ouça com atenção, cada acorde. Veja com as pupilas dilatadas... Cada imagem! Lembrando que foi lançado e distribuído no Brasil há pouco tempo, nos três formatos comercializados hoje em dia, pela ST2 Music/Eagle Rock Records.

1. Round Here / Raining In Baltimore
2. Omaha
3. Mr. Jones
4. Talking
5. Perfect Blue Buildings
6. Anna Begins
7. Time And Time Again
8. Rain King
9. Introduction To Sullivan Street
10. Sullivan Street
11. Ghost Train
12. A Murder Of One

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Sobre Abel Teixeira

Eterno admirador de tudo que há de mais ¨farofa¨ no AOR/Hard Rock, sem esquecer do bom Rock Nacional que dominou os anos 80. Certas horas, um bom reggae é necessário... Bem como o eterno Soul Nacional dos anos 70. Sempre existirão novidades, boas ou ruins. Mas, confesso que prefiro a nostalgia. O aroma de velharia. Esqueçam os LPs, gosto de tecnologia e não sou adepto ao chiado. Por fim, busco a ecleticidade ímpar para não cair em limitação. Demonstre amor pela música, apenas.

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