Counting Crows: Veja com as pupilas dilatadas
Resenha - August And Everything After: Live At Town Hall - Counting Crows
Por Abel Teixeira
Postado em 06 de janeiro de 2012
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Esse registro trata-se do primeiro vídeo oficial ao vivo da banda californiana Counting Crows, encabeçada pelo excelente vocalista Adam Duritz. Quase cinco meses após o seu lançamento, começo a ter certeza que o Counting Crows não romperá a barreira de "Mr. Jones" na América do Sul. Nem à época de Accidentaly In Love conseguiram ser notáveis como mereciam. Nem é por falta de talento, enfim... Deixo essa discussão para os comentários. Vamos ao que interessa.
Lançado em 30 de Agosto de 2011, este vídeo (DVD/Blu-Ray) traz a performace completa do multi-platinado álbum de estréia da banda, "August And Everything After" de 1993. Relançado em 2007, no formato Deluxe Edition, o material da segunda edição vem acompanhado de b-sides/demos e uma performace brilhante ao vivo. São singles deste trabalho, além da já conhecida "Mr. Jones", a linda "Round Here", e a não menos valiosa "Rain King". Bem, seria injusto da minha parte considerar apenas esses três destaques, caindo no drama de se limitar aos singles radiofônicos. Dessa forma, vale a pena registrar canções como "Omaha", "Anna Begins" e "Ghost Train". Com essa consciência ampla e nada centrista, a banda resolveu lançar esse álbum na íntegra, em uma nova roupagem.
Quando se trata de novos arranjos, o público em geral fica desconfiado, devido ao fato das canções fugirem de seu aspecto tradicional. Felizmente, a banda possui uma quantidade considerável de fãs já habituados com as performarces variáveis de Adam e banda, brincando com as letras e suas próprias criações. Logo de cara, percebemos isso na canção de abertura: 'Round Here". Se não bastassem os 11:42 de música, incluindo um trecho da bela "Raining In Baltimore", temos no palco uma banda incrivelmente alinhada. A fotografia do vídeo é fora de série! Esse passeio por transcendentais imagens e sons, tem uma continuidade perceptiva durante o show. Após "Omaha", garanto que não sentirá falta do "Sha la la la la la la" na introdução de "Mr. Jones". Aliás, o público que admira o som dos caras encontrará um ritmo diferente, sendo no tempo dos refrões, ou nas alterações feitas em suas passagens, utilizados cuidadosamente nessa nova roupagem, já citada anteriormente.
O show continua com uma sensibilidade incrível. A quase poesia "Perfect Blue Buildings" não me deixa mentir. De cara, o público delira com sua introdução. Em seguida, a obscuridade de "Anna Begins" completa de forma fascinante a primeira parte do espetáculo. Daí pra frente, "Time And Time Again", "Rain King", e "Sullivan Street" dão conta do recado, e confirma o cuidado com que esse trabalho foi realizado. No momento em que "Ghost Train" é executada, o trabalho parece já estar completo. No fim, ainda temos "A Murder Of One" encerra muito bem um clássico dos anos 90, em quase 80 minutos de show.
Vale ressaltar que esse registro é, além de tudo, direcionado para fãs. É um disco que deve ser estendido a todos meros mortais que se impressionam com qualquer besteira que o Coldplay ou o U2 gravam. Nada contra essas bandas, pelo contrário. Só acho uma limitação incrível parar seu mundo musical em uma FM ou MTV da vida.
Por fim, esse álbum ao vivo está recomendado. Ouça com atenção, cada acorde. Veja com as pupilas dilatadas... Cada imagem! Lembrando que foi lançado e distribuído no Brasil há pouco tempo, nos três formatos comercializados hoje em dia, pela ST2 Music/Eagle Rock Records.
1. Round Here / Raining In Baltimore
2. Omaha
3. Mr. Jones
4. Talking
5. Perfect Blue Buildings
6. Anna Begins
7. Time And Time Again
8. Rain King
9. Introduction To Sullivan Street
10. Sullivan Street
11. Ghost Train
12. A Murder Of One
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A saga de Christopher Lee no Heavy Metal
Prestes a completar 80 anos, baterista Chris Slade (AC/DC, The Firm) anuncia aposentadoria
A música dos Beatles que Paul McCartney considerava tão esquecível que mal lembrava dela
A canção do Led Zeppelin que Robert Plant acha difícil cantar até hoje
O lendário baterista com quem Keith Richards odiou tocar: "Não tocava p*rra nenhuma!"
Paul McCartney elege os 3 maiores bateristas do rock de todos os tempos
Michale Graves apresenta novo acústico no Rooftop Galeria do Rock
A grande banda que Liam Gallagher preferiria "comer minha própria m*rda" a ir a um show deles
A canção de metal que é a "melhor música do mundo" de acordo com Jack Black
De Black Sabbath a Babymetal, 50 músicas que formam a playlist definitiva do heavy metal
A canção de Neil Young que deixa Roger Waters praticamente sem palavras
A banda dos anos 60 que Ritchie Blackmore colocava acima dos Beatles e de Jimi Hendrix
Regis Tadeu afirma que Ozzy Osbourne nunca escreveu uma letra na vida
Qual é o sentido da vida? Geezer Butler, do Black Sabbath, responde
Roger Waters explica por que o Pink Floyd descartou participação de Paul McCartney no "Dark Side"
GNR & Scorpions: entre os dez mais marcantes assobios da música
Regis Tadeu diz que Sepultura não tinha obrigação nenhuma de dar força ao metal brasileiro
O Iron Maiden não inventou a "galopada", que Steve Harris se orgulha mas sabe que não criou


Kinetic Orbital Strike despeja treze bombas punk/crust destruidoras
Ürütaü - Trabalho de estreia, qualidade de veteranos
A Magia Ancestral do Green Lung: O Impacto Monumental de "Woodland Rites"
Resenha - Skylab VI - Cadê Meu… Álbum?
Os 50 anos de "Journey To The Centre of The Earth", de Rick Wakeman



