Theocracy: Power Metal Melódico de excelente qualidade
Resenha - Mirror of Souls - Theocracy
Por Junior Frascá
Postado em 28 de novembro de 2011
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O Power Metal Melódico foi um estilo que teve um grande crescimento no final dos anos 90 e início da última década, mas que devido ao excessivo número de bandas sem criatividade que surgiram, acabou se saturando, caindo em um poço de mesmice e sem grandes evoluções, sendo que apenas as bandas verdadeiramente boas acabaram conseguindo sobreviver no mercado. E o Theocracy (banda americana, formada em 2002, quando o estilo já definhava) por mais desconhecido que seja no Brasil, conseguiu passar por esta fase conturbada do estilo, e chegou, no ano de 2008, a este seu segundo e melhor disco até então, "The Mirror of Souls".
E desta vez já como uma banda completa (pois no primeiro lançamento, "Theocracy", de 2003, tudo foi gravado e composto pelo líder Matt Smith), sendo Matt Smith (vocal, guitarras, baixo, teclado e coros) acompanhado de Jonathan Hinds (guitarras) e Shawn Benson (bateria), músicos extremamente competentes que conseguiram marcar de vez o nome do THEOCRACY na história música pesada, lançando um disco excelente.
O estilo que predomina, como dito, é o power metal melódico, com diversas passagens progressivas e épicas cativantes, além de muito peso, o que é o grande diferencial da banda. Além disso, as letras tratam de temas religiosos voltados ao cristianismo, mas sem soar como pregação ou coisas do tipo, e Matt Smitth, além de um exímio guitarrista, é um grande vocalista, transmitindo grande carga emocional em suas interpretações.
Todas as músicas apresentam variações muito bem encaixadas, com refrões fortíssimos e passagens intrincadas e pesadas contrastadas com momentos mais emocionais de forma harmônica, o que torna a audição do disco uma experiência muito interessante. Todas as faixas são muito boas, tendo como destaques as excelentes "A Tower of Ashes" (típica faixa de abertura de discos do estilo, rápida e com um refrão matador), "Laying the Demons to Rest" (disparada a melhor faixa do disco, repleta de variações e riffs incríveis, coros muito bem encaixados, muito peso e um refrão maravilhoso), "Martyrs" (pesada e melódica na medida certa, e com uma letra belíssima) e a faixa título (um épico de mais de 22 minutos, que passam voando).
Merece destaque também a qualidade da gravação do disco, que foi produzido e mixado por Matt Smith, e masterizado por Mika Jussila no Finnvox Studio (um verdadeiro templo do estilo).
Infelizmente a banda é pouco conhecida no Brasil, não tendo nenhum de seus discos lançados no mercado brasileiro, mas vale a pena ser conhecida, posto que já pode ser considerada como uma das melhores bandas de seu estilo na atualidade. Além disso, irão lançar agora em novembro seu terceiro trabalho, "As the World Bleeds", com algumas mudanças na formação, e que promete ser tão bom quanto este "Mirror of Souls". Confiram.
Mirror of Souls – Theocracy
(2008 – Ulterium Records - Importado)
1.A Tower of Ashes
2.On Eagles Wings
3.Laying the Demon to Rest
4.Bethlehem
5.Absolution Day
6.The Writing in the Sand
7.Martyr
8.Mirror of Souls
Site Oficial:
http://www.theocracymusic.com/
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Dave Grohl toca "Highway to Hell" com o AC/DC em Nova Jersey
Nicko McBrain destruiu camarim por ter se decepcionado com atuação de Blaze em show do Maiden
Gigantes do metal fizeram Geezer Butler perceber a importância do Black Sabbath
58 shows internacionais de rock e metal no Brasil até o final de outubro
"Ed Sheeran não é uma vítima", diz Tom Morello sobre recente polêmica
A categórica resposta de Regis Tadeu sobre se há álbum brasileiro clássico de rock pós-2000
O guitarrista extraordinário que Alex Lifeson admirava, mas cuja banda não o emocionava
Causa da morte de Phil Campbell, guitarrista do Motörhead, é revelada
Bruce Dickinson promete novo álbum "em um patamar bem acima de 'Mandrake Project'"
O álbum mais subestimado do Led Zeppelin, segundo Robert Plant: "Um dos nossos melhores"
Os 10 melhores discos do Kiss, em lista do Classic Rock History
Rudy Sarzo sobre Rhoads x Van Halen: "Pessoas não sabem diferença entre opinião e fato"
O vocalista que Tony Iommi demitiu do Black Sabbath porque ele "estava cheirando muita cocaína"
O rockstar que Ozzy Osbourne considerava o "meu Deus do rock"
"I Ain't No Nice Guy" do Motörhead e ilustração de uma fase de amadurecimento e arrependimentos
Por que sucesso de "Wind of Change" fez baterista clássico deixar Scorpions?
A resposta dos Titãs após Ana Maria Braga perguntar se é verdade que banda briga muito
Dia Mundial do Rock: 50 músicas para apresentar rock e metal para quem não é muito fã
O Julgamento do Metal Clássico: Rock Justice impressiona na estreia com "You've Been Served"
Carach Angren - O horror dentro da caixa em "Dance and Laugh Amongst the Rotten"
Animals (1977) - quando o Pink FLoyd resolveu chamar todo mundo de bicho
Moonspell - A grandiosidade do Heavy Metal e da música erudita em "Opus Diabolicum"
Resenha: "Hard-Fi" - Rosa Tattooada (2026)
Depois da ressurreição, Marilyn Manson declara vingança em novo álbum
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Iron Maiden: Grata surpresa e despedida perfeita do gigante
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível



