Iced Earth: "Dystopia" é um autêntico trabalho do grupo
Resenha - Iced Earth - Dystopia
Por Willian Blackwell
Postado em 06 de novembro de 2011
Em entrevistas, quando questionado sobre a escolha de um novo vocalista, SCHAFFER dizia que não procurava outro MATT BARLOW. "Queremos um cara que traga personalidade própria. Só há um Matt e essa fase da banda terá um lugar importante em meu coração para sempre", segundo o próprio. E assim, STU BLOCK, da banda canadense de Melodic Death Metal INTO ETERNITY, foi anunciado como sendo o novo vocalista do ICED EARTH.
Eu arriscaria dizer que eles conseguiram muito mais daquilo que procuravam. Além de um vocal forte e cheio de personalidade, BLOCK possui um timbre que, em determinados momentos, lembra e muito BARLOW, podendo assim manter o legado e a identidade construída pelo seu carismático antecessor, considerado por muitos a voz do ICED EARTH
Em "Dystopia", faixa que abre de forma excelente este, que é o décimo primeiro registo de estúdio dos caras e na subsequente "Anthem" (literalmente um hino para ser cantado ao vivo), já podemos conferir as qualidades que fizeram com que BLOCK fosse o escolhido para o posto. Isso vai ficando cada vez mais evidente no decorrer da audição. É impressionante a versatilidade vocal do canadense, conseguindo fluir naturalmente entre estilos, indo de uma linha mais limpa e melódica, como na poderosa "Anguish of Youth" para os momentos de peso e agressividade da porrada "Days Of Rage".
DYSTOPIA (2011) não é um disco conceitual por completo, com uma história fechada do início ao fim (como o clássico "The Dark Saga", de 1996, que é todo baseado no personagem de quadrinhos SPAWN), mas possui em seis composições a temática que empresta título à obra - artifício este já utilizado em outro trabalho do grupo, "Horror Show" (2001), no qual elementos clássicos da mitologia do horror universal ("Dracula", "Frankenstein", entre outros) são abordados ao longo de seu track list.
Para construir a atmosfera obscura de controle e totalitarismo abordada em composições como as excelentes "V" (que possui um bridge maravilhoso seguido por um refrão que nasceu para ser cantado em uníssono), "Dark City" (ótimas variações de andamento) e "Equilibrium" (com momentos halfordianos, que mais uma vez atestam a já citada versatilidade de Block), SCHAFFER contou que teve como fonte de inspiração alguns filmes como "Equilibrium" (Equilibrium, 2002), "Cidades Das Sombras" (Dark City, 1998), "V de Vingança" (V for Vendetta, 2006), "Soylent Green - No Mundo de 2020" (Soylent Green, 1973), entre outros. Além disso, deixou claro que o álbum tem outras idéias. "Há canções que carregam uma mensagem de esperança nelas. Parte deste material é bem sombrio, então eu queria também incluir algo que inspirasse esperança", afirmou o membro fundador da banda.
A (já) clássica história de Set Abominae (mascote da banda), narrada na famosa "Something Wicked Trilogy", iniciada no álbum "Something Wicked This Way Comes" (1998), elaborada e aprofundada em "Framing Armageddon - Something Wicked Part I" (2007) e finalizada por "The Crucible Of Man - Something Wicked Part II", não poderia ficar de fora, dando as caras na faixa título e na extra "Tragedy And Triumph". Aliás, "Iron Will" e "Soylent Green", também bonus tracks, merecem ser lembradas.
Das guitarras cortantes da acelerada "Boiling Point" aos belíssimos momentos (semi)acústicos de "End Of Innocence", fica-se a certeza de que as características de STU BLOCK - que em alguns momentos me lembra Zak Stevens, ex-Savatage, Circle II Circle, Machines of Grace - se encaixaram perfeitamente ao estilo de som da banda, sendo daquele tipo raro de mudança que, se não posso dizer que veio para melhorar (levando em consideração o excelente trabalho de Barlow), posso com certeza afirmar que manterá o alto nível.
DYSTOPIA (2011) é um autêntico álbum do ICED EARTH, possuindo a qualidade pela qual tanto SCHAFFER (principal compositor, lider, praticamente a alma por trás de de tudo o que envolve a banda) preza em seus trabalhos, podendo ser classificado entre os melhores da carreira do grupo. É, além disso, um ótimo álbum de Heavy Metal, mesclando de maneira perfeita doses equilibradas de peso, agressividade e harmonia.
Se alguém por aí disse um dia que o Heavy Metal estava morto, este alguém esqueceu de avisar caras como JON SCHAFFER.
Iced Earth: Dystopia (2011)
Dystopia
Anthem
Boiling Point
Anguish of Youth
V
Dark City
Equilibrium
Days of Rage
End of Innocence
Soylent Green*
Iron Will*
Tragedy and Triumph*
Anthem (String Mix)*
* Bonus Tracks
Formação » Stu Block (vocal), Jon Schaffer (guitar), Troy Seele (guitar), Freddie Vidales (bass), Brent Smedley (drum)
Site Oficial e Myspace
http://www.icedearth.com
http://www.myspace.com/icedearth
http://willblackwill.tumblr.com/
@blackwill »» keeptrue!
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O melhor baterista de todos os tempos, segundo Edu Falaschi
Por que Iron Maiden nunca será grande como Metallica, segundo Bruce Dickinson
Banda venezuelana Van Der Dijs perde todos os integrantes em terremoto
Rush é parado na fronteira dos Estados Unidos com o México e precisa adiar show
A única banda de rock nacional que não virou peça de museu, segundo Regis Tadeu
O melhor disco dos anos 80, segundo a Classic Rock
Capital Inicial cancela shows nos Estados Unidos após vistos negados
Ripper Owens: "Há uma razão pro Iron Maiden tocar pra 20 mil e o Judas pra 5 mil"
O que torna o Slayer diferente, na opinião de Dave Mustaine
Quem era o gênio do Black Sabbath, de acordo com o baixista Geezer Butler
O álbum pesado de 1971 que Billy Corgan perseguiu a vida inteira
A banda que Lars Ulrich do Metallica adorava: "Ele caiu de joelhos e me abraçou"
Jimmy Page renega o álbum apontado como seu favorito do Led Zeppelin
Com show no Brasil, High On Fire confirma primeira turnê pela América Latina
20 bandas que nunca lançaram um disco ruim, de acordo com a Metal Hammer
Time Magazine: os 100 maiores álbuns de todos os tempos
O mais lindo solo de guitarra da música brasileira para Regis Tadeu
Bruce Dickinson assume a culpa por álbum do Maiden que foi terrivelmente mal gravado


Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos



