Cannibal Corpse: O último grande álbum do grupo
Resenha - Wretched Spawn - Cannibal Corpse
Por Flávio Mendes Santana
Postado em 25 de outubro de 2011
Nota: 10 ![]()
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O CANNIBAL CORPSE foi a banda que abriu as portas para o polêmico gênero Brutal Death Metal, com letras que chocaram fortemente a crítica músical e apreciadores do Heavy Metal até então, tornando a banda conhecida na mídia mais pelas letras repulsivas e pelas capas fortíssimas de seus álbuns. Mas, em paralelo, tem carregado uma legião de fãs fiéis desde então. O futuro do grupo foi colocado em dúvida após a saída do vocalista Chris Barnes para o SIX FEET UNDER, porém, George Corpsegrinder Fisher, além de substituir o "ogrão" à altura, fez com que a banda aderisse mais velocidade e técnica a sua sonoridade, para que fosse possível acompanhar os vocais, mais rápidos e com muito mais fôlego.
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Acredito que este tenha sido o último grande álbum do CANNIBAL CORPSE, pelo fato de que o guitarrista Jack Owen até então incorporava uma sonoridade mais cadenciada e old-school à banda e Pat O'Brien ficava a cargo da velocidade e técnica em alguns riffs e solos, o que tornava os álbuns até então, muito mais dinâmicos e interessantes.
As composições são feitas aleatoriamente por quase todos os integrantes, desde as letras, até o instrumental, mostrando que o espírito de equipe da banda dá muito certo. O álbum inicia com a rapidíssima "Severed Head Stoning", onde já se percebe essa mistura cadenciada da banda. Já "Psychotic Precision" é complexa e, disparando bons armônicos artificiais, tem um riff que chega a lembrar passagens do álbum "The Bleeding". Em "Decency Defied", nota-se que foi trabalhada por Owen, já que é um pouco mais lenta e carrega por um groove bem legal, a bateria soa de forma mais tradicional, sem impor extrema velocidade, exceto nos bumbos, e muita força nas batidas, força essa que, na minha opinião coloca Paul Mazurkiewicz entre os melhores bateristas de Metal Extremo.
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A faixa mais rápida do álbum é "Frantic Disembowelment", claramente trabalhada por O'Brien (você nem consegue acompanhar a mão esquerda do cara tocando, quando acompanha a performance da música em estúdio, isso além de Alex Webster executando-a no baixo sem palheta, como de costume. Isto, que é mostrado no DVD bônus, é insano!). A faixa-título é bem cadenciada, carrega grooves e armônicos artificias e, depois deslancha para a levada mais Thrash no momento certíssimo, excelente faixa, ô banda entrosada! Praticamente colada a faixa anterior, "Cyanide Assassin" mantém a levada Thrash, destaques para George Fisher, que consegue segurar o tempo vocal por muitos segundos sem se cansar, com um fôlego de tirar o chapéu.
"Festering in the Crypt" é sinistra, fúnebre, totalmente doom, adicionada aos vocais de Fisher e as microfonias das guitarras criam uma atmosfera totalmente sombria, mostrando que o Death Metal pode ser forte até mesmo sem muita velocidade. Em "Nothing Left to Mutilate" têm mais groove e, destaque para as viradas e bast beats de bateria de Paul Mazurkiewicz, os riffs são muito envolventes, e os vocais tem uma performance muito boa. "Blunt Force Castration" é bem cadenciada entre o Thrash e os grooves e, novamente entram riffs que lembram a fase antiga da banda.
A faixa "Rotted Body Landslide" é simples e direta, onde as palhetadas cavalgadas e a bateria são o destaque. "Slain" tem um riff bem elaborado, que lembra vagamente passagens de Black Metal, fortes viradas de baterias e variações vocais de George Fisher. A "Bent Backwards and Broken" é bem dinâmica, os riffs soam muito similares aos do "The Bleeding" novamente, exceto a levada mais técnica, destaque para o belíssimo solo de O'Brien.
Já a última faixa "They Deserve to Die", posso relatar seguramente ser a melhor do álbum, com um solo insano de baixo do Alex Webster no meio da música, e o desfecho que é espetacular, com um solo de Jack Owen carregado de um feeling absolutamente incrível, acompanhado de um riff muito bom. Não tinha dito que o Jack Owen fazia a diferença nessa banda?
O DVD incluso traz o making of da banda em estúdio gravando este álbum, entrevistas e algumas músicas executadas na íntegra. A arte frontal e censurada do encarte é tão chocante quanto a dos clássicos "Butchered at Birth" e "Tomb of the Mutilated". A parte interna contém todas as letras das músicas, fotos dos integrantes e algumas partes das imagens da arte frontal.
The Wretched Spawn - CANNIBAL CORPSE
(2004 - Metal Blade Records)
Line-up:
George "Corpsegrinder" Fisher - Vocais
Jack Owen - Guitarras
Pat O'Brien - Guitarras
Alex Webster - Baixo
Paul Mazurkiewicz - Bateria
Tracklist (CD):
1 - Severed Head Stoning
2 - Psychotic Precision
3 - Decency Defied
4 - Frantic Disembowelment
5 - The Wretched Spawn
6 - Cyanide Assassin
7 - Festering in the Crypt
8 - Nothing Left to Mutilate
9 - Blunt Force Castration
10 - Rotted Body Landslide
11 - Slain
12 - Bent Backwards and Broken
13 - They Deserve to Die
TOTAL: 44:22
Conteúdo DVD:
The Making of the Wretched Spawn
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