Draconian: Clichê, mas quem disse que isto é ruim?
Resenha - A Rose for the Apocalypse - Draconian
Por Pierre Cortes
Fonte: Blog Heavy Nation
Postado em 16 de outubro de 2011
O último lançamento do DRACONIAN, o álbum "Turning Season Within", foi em 2008. O tempo passou e somente agora, em 2011, estes suecos nos brindam com seu quinto e mais recente trabalho. Sob o nome "A Rose for the Apocalypse" a banda mantém a mesma estrutura das obras anteriores: riffs lentos e pesados, bateria marcando forte, vocalizações masculinas guturais contrapondo-se às vozes femininas e suaves. Tudo isso resulta em um Doom Metal recheado de melancolia e tristeza.
A música de abertura, "The Drowning Age", começa devagar, quase silenciosa, meio enigmática e com um instrumental que vai aumentando até assumir maior rapidez e peso. Após pouco mais de dois minutos há uma rápida variação rítmica e os vocais masculinos ficam limpos e sussurrados, contribuindo assim para a criação de um clima mais atmosférico e denso. O trabalho segue com "The Last Hour Ancient Sunlight" e seus riffs tristes, solo de guitarra eficiente e muito peso. Certamente a melhor do álbum e também responsável por um clipe bem produzido e interessante. Um presente maravilhoso aos fãs. "End of the Rope" é a canção onde detectamos menor presença de vocalizações femininas: somente em dois trechos. "Dead World Assembly" é outra que chama atenção e inicia com uma guitarra que parece chorar. O final da "A Phantom Dissonance" praticamente emenda com "The Quiet Storm".
De uma maneira geral, "A Rose for the Apocalypse" é um álbum bastante homogêneo, mas não há muitas surpresas e nada soa inédito. As músicas possuem estruturas um tanto parecidas, até mesmo por conta da dinâmica do estilo. Se acompanhar o encarte, por exemplo, há trechos em que fica previsível quando será o momento em que o vocal feminino irá entrar. De qualquer forma isso não é um demérito para a banda. Seria injusto dizermos que esta obra apresenta grandes problemas. Pelo contrário, há pontos altos: o vocalista Anders Jacobsson possui uma voz forte e canta demonstrando grande fúria; a voz de Lisa Johansson é belíssima; e nitidamente percebemos a competência dos músicos. O que acontece é que o DRACONIAN realiza um álbum que é praticamente um clichê. E quem disse que isso é algo ruim? O clichê neste segmento, de modo geral, é bastante eficiente quando feito com propriedade. E aqui, além de funcional, é muito bom. Canções feitas por músicos talentosos com qualidade e que conseguem, ainda que utilizando uma fórmula pronta e usual, cativar e envolver.
Line-up:
Anders Jacobsson – Vocal
Lisa Johansson – Vocal
Johan Ericson – Guitarra
Daniel Arvidsson – Guitarra
Fredik Johansson – Baixo
Jerry Torstensson – Bateria
Faixas:
1. The Drowning Age
2. The Last Hour Ancient Sunlight
3. End of the Rope
4. Elysian Night
5. Deadlight
6. Dead World Assembly
7. A Phantom Dissonance
8. The Quiet Storm
9. The Death of Hours
10. Wall of Sighs
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