Iron Maiden: "The X Factor", 16 anos depois

Resenha - X Factor - Iron maiden

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Por João Renato Alves, Fonte: Blog Van do Halen
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No dia 2 de outubro de 1995, o Iron Maiden lançava The X Factor, primeiro álbum com o vocalista Blaze Bayley, que substituia Bruce Dickinson. Também foi o primeiro trabalho desde Killers a não contar com a produção do mago Martin Birch. Nigel Green assumiu a tarefa.
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Passando por problemas pessoais, como seu divórcio com Lorraine, junto a quem teve quatro filhos (incluindo a cantora Lauren Harris) e ainda magoado com o comportamento de Dickinson após anunciar sua saída, o baixista e líder do então quinteto, Steve Harris, mostrou ao mundo o lado mais obscuro de sua criatividade. Músicas de desesperança, retratos de guerra, medo, angústia e depressão marcaram o conteúdo do álbum. A própria capa, trazendo um Eddie totalmente transfigurado em uma experiência, já deixava claro qual seria o clima.

Abrir o álbum com um épico de onze minutos (segunda faixa mais longa da discografia do Maiden) como “Sign of the Cross” foi mais uma ousadia. E a música vingou, tanto que seguiu no setlist nas turnês de Virtual XI e Brave New World – além de ser cantada por Blaze em seus shows-solo até hoje. Além dela, os singles “Man on the Edge” e “Lord of the Flies” também figuraram entre as preferidas dos fanáticos. Mas não fica só nelas. A densa “Fortunes of War” e a ótima melodia de “Look For the Truth” também merecem ser citadas. “Blood on the World’s Hands” conta com uma das melhores introduções de baixo já feita por Harris. Bem melhor que as dos trabalhos recentes. Também vale lembrar “The Edge of Darkness”, baseada na obra de Joseph Conrad, Heart of Darkness, mesma que inspirou o mega-clássico da sétima arte, Apocalypse Now.

Apesar de algum estardalhaço por parte da crítica especializada, que desceu a lenha sem dó nem piedade, The X Factor não chegou a desagradar totalmente. O problema maior foi quando Blaze teve que mostrar sua capacidade de interpretar os clássicos da banda nos shows. Aí a coisa ficou feia demais, como é possível constatar em qualquer vídeo no Youtube – se você tiver coragem de conferir, é claro.

Com o tempo, o disco foi ganhando status de ‘cult’, uma verdadeira recompensa para Steve, que sempre declarou em entrevistas que, junto com Seventh Son of a Seventh Son, The X Factor era seu trabalho preferido do Iron Maiden. Os apreciadores e detratores se dividem, mas o fato é que a obra passou no teste do tempo e chega a seu décimo - quinto aniversário ainda soando atual.

Observação: Atualização de texto publicado há um ano no Blog Van do Halen.

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Sobre João Renato Alves

27 anos, jornalista formado pela Universidade de Cruz Alta. Kissmaníaco inveterado, um verdadeiro apaixonado pela banda de Gene Simmons e Paul Stanley. Idolatra com quase a mesma paixão Queen, Van Halen e Black Sabbath. Aprecia desde o Rock dos anos 50 (Elvis, Little Richard, Chuck Berry, entre outros) e 60 (Beatles, Rolling Stones, The Who, Led Zeppelin...), Hard Rock dos 70's (AC/DC, Deep Purple, Alice Cooper...) e 80's (Mötley Crüe, Def Leppard, Europe, Talisman...), Metal Tradicional (Judas Priest, Dio, Ozzy...), NWOBHM (Iron Maiden, Saxon, Angel Witch...) e Thrash oitentista (Slayer, Destruction, Kreator...). Já teve um programa de rádio, chamado "Lavagem Cerebral", na Unicruz FM. Solteiro e seguidor das idéias de Gene Simmons em relação ao casamento.

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