Dark Angel: Não somente aconselhável, mas obrigatório
Resenha - Leave Scars - Dark Angel
Por Christiano K.O.D.A.
Fonte: Som Extremo
Postado em 14 de setembro de 2011
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Essa série de relançamentos de grandes trabalhos que a Shinigami Records tem feito está uma maravilha, ainda mais oferecendo músicas bônus no material. Nada como voltar no tempo e se espantar ao relembrar de como certos discos já soavam bem agressivos há mais de 20 anos.

O Slayer fez escola. Tá, isso não é novidade nenhuma, mas se você analisar os discos thrash da época do "Reign in Blood", perceberá que o estilo muito rápido de Tom Araya cantar está nesse "Leave Scars". Duvida? Então, dê uma sacada já na faixa de abertura – "The Death of Innocence" – a melhor e mais violenta do álbum, e veja se não concorda. Que porrada! Entretanto, ao longo do play, a coisa varia entre sons mais trabalhados, e em menor quantidade, os mais diretos. Realmente, as longas composições estão bastante profundas e densas, mas no geral, a qualidade de todas é inquestionável. Adorei os riffs de "No One Answers" - essa que é outra bala de canhão do CD - na parte dos solos. E a instrumental "Cauterization" é um show de técnica e maturidade. "Older Than Time Itself", que faz parte da leva das mais diretas, éumo coice de mula. Excepcional. E o outro destaque fica para a faixa-título, com solos maravilhosos.
As raízes do rock ‘n’ roll marcam presença na cover do Led Zeppelin "Immigrant Song", cujos famosos gritos no início da canção soaram meio hilários aqui, dando a impressão de que foram feitos com certo tom de deboche. Mas quem se importa? Ficaram muito legais!
O vocal seco e muito raivoso de Ron Rinehart dá um tom de violência e rebeldia a mais no álbum. Sem dúvida, uma contribuição de peso ao trabalho. Bem, e vale o registro da máquina que está na bateria: o lendário Gene Hoglan, um dos melhores do mundo. Com um time desses, a coisa só poderia resultar num material fodástico.
Outra constatação interessante: para um disco com mais de duas décadas de vida, a qualidade da gravação é espantosa, excelente se considerarmos o fato. Já nas quatro bônus ao vivo, o som é inferior, mas contraditoriamente, as músicas parecem mais extremas do que nas versões de estúdio. Como pode? E a simples, porém linda capa, por alguma razão me lembrou o filme "O Exorcista".
Para os amantes de thrash e para os mais novos, que escutam essas bandas mais modernas, sem conhecer um pouco do estilo clássico, isso é não somente aconselhável, mas obrigatório.
Dark Angel – Leave Scars
Shinigami Records (relançamento) – 1989 – Estados Unidos
http://www.myspace.com/darkfuckinangel
Tracklist
1. The Death of Innocence
2. Never to Rise Again
3. No One Answers
4. Cauterization
5. Immigrant Song (Led Zeppelin Cover)
6. Older Than Time Itself
7. Worms
8. The Promise of Agony
9. Leave Scars
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Deep Purple compartilha fotos de reencontro com Ritchie Blackmore
5 bandas clássicas do prog rock que não têm mais nenhum membro original
Veja Ritchie Blackmore tocando "Smoke on the Water" com o Deep Purple após 33 anos
Ritchie Blackmore sobre o Deep Purple: "Nunca senti que fosse algo extraordinário."
Summer Breeze confirma primeiras 63 atrações para 2027
Edu Falaschi reúne convidados nacionais e internacionais em superprodução em São Paulo
O músico com quem Eric Clapton subiu várias vezes ao palco, apesar de serem "incompatíveis"
A música do Rainbow que Ritchie Blackmore adorava, mas não conseguia tocar ao vivo
Fãs criticam suposto uso de inteligência artificial em novo clipe do Mastodon
Membro dos Ramones (quase) teve um caso com a atriz Julia Roberts, segundo livro
A banda jovem que superou expectativas de Slash: "Não sabia onde iam parar"
De Europe a Entombed, 15 das melhores bandas da Suécia, de acordo com a Metal Hammer
O músico que Paul McCartney nunca quis nos Beatles: "Um pedido bastante simples"
As preferências de Kerry King, guitarrista do Slayer
Paulo Miklos compara sua saída dos Titãs com as de Arnaldo Antunes e Nando Reis
Mike Mangini, ex-baterista do Dream Theater, explica por que entendeu retorno de Portnoy



A Magia Ancestral do Green Lung: O Impacto Monumental de "Woodland Rites"
Resenha - Skylab VI - Cadê Meu… Álbum?
Left To Die, o supergrupo tributo ao seminal Death, lança seu primeiro disco



