Limp Bizkit: "Gold Cobra" traz de volta a aura do grupo
Resenha - Gold Cobra - Limp Bizkit
Por Marcus Benevides
Fonte: New Metal 4U
Postado em 23 de julho de 2011
Nota: 10 ![]()
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"Gold Cobra" tinha missões homéricas a cumprir: registrar a volta da banda que mais deu face ao New Metal e resgatar a sonoridade dinâmica e potente do estilo. Superar ou ao menos estar à altura de pedras fundamentais como "Signifcant Other" e "Chocolate Starfish" era algo virtualmente improvável de ser feito, mas "Gold Cobra" consegue trazer de volta a aura de tudo que pode se definir sobre Limp Bizkit, e sobre New Metal em geral.
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Consistente, pesado, melódico, uma mistura de todos os álbuns do Bizkit juntos com uma peformace destruidora de Wes Borland tornando-se então, o álbum mais bem trabalhado instrumentalmente da banda. Batidas potentes e ritmadas, baixo grooveado no talo, guitarra com uma sequência de riffs absurdamente poderosos e vocal cospe-fogo, características perdidas que voltaram a tona como um zumbi do mundo dos mortos. Em meio a um mainstream com bandas focadas em fazer sua música para tocar em rádios, o Limp manteu sua pegada de sempre, provando não estar nem aí sobre reiventar seu som para ter a preferência das rádios, quem ganha com isso são os fãs da banda que amam o Limp Bizkit do jeito que ele é.
Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Mas antes que ao menos se pense em "mais do mesmo" ou mesmice, o álbum traz inovações surpreendentes que são praticamente um soco no estomâgo em todos que tentam estereotipar o som do Limp Bizkit. New Metal não têm solos? Pense de novo. Wes Borland traz sequências de guitarras incríveis que irá fazer até o hater mais chato e purista tremer, com riffs bem baseados em Thrash Metal, e mais uma vez, solos muito bem trabalhados, remetendo aos clássicos de Hard Rock.
Fred Durst voltou com vocais mais agressivos, "Gold Cobra" é uma variante de sonoridade vocais jogando rimas de gangsta rap, gritos hardcore e melodias cantadas, numa variabilidade nunca antes vista. DJ lethal volta arrebentando, porém, menos óbvio como outros DJs do estilo, abandona os típicos scratches e faz bases de batida eletrônica e samplers mixados transformando o turntable praticamente numa segunda cozinha e também acompanhando a guitarra com efeitos melódicos e keyboards. Contudo, também não podemos desmerecer a impecável seção ritmíca do baixo de Sam com a bateria de Jonh Otto, suave nas horas certas, explosiva nos momentos chaves.
Os pontos altos do álbum ficam por conta de Gold Cobra que nos faz (mediante ou não a referência de "Blind" do KoRn na letra) lembrar o quanto que um ritmo pulsante e porradeiro fazia falta ao estilo, mesclando levada funk, melodias alternativas e quebradas de rítmo bem porradas. "Get A Life" em si, se resume no refrão explosivo, todo o peso e raiva do "Three Dollar Bill, Y'all$". Músicas como "Shark Attack" e "90.2.10" nos remete aos tempos de fim da década de 99 e início dos anos 2000. "Walking Away" te faz viajar em uma pegada cativante, um feeling como poucas músicas já feitas até hoje pelo Limp Bizkit e com um solo que se encaixa perfeitamente com os gritos de Fred Durst, é uma das grandes provas de que há como inovar sem perder a sua própria identidade. "Killer In You" resume a essência do Limp Bizkit, batidas Hip-Hop com um vocal calmo, porém, sinistro de Durst, com guitarra que explode no final, encerrando a versão normal do álbum sem grandes despedidas, mas sim dando um gostinho de quero mais.
Contras? Talvez a falta de DJ lethal estar mais presente, a lírica de Durst continua básica (porém, mais eficaz dessa vez) e Wes faz algumas repetições do que já tinha feito antes (o mais claro é o riff na segunda parte de "Killer In You", que é só uma versão mais trabalhada do riff que fez em "Weapons Of Mass Destruction" do Crystal Method) e também existem passagens dispensáveis e algumas melodias que nos fazem relembrar da fase decadente de Results May Vary.
Limp Bizkit volta triunfante no que sabe fazer, mas sem cometer excessos no resgate da sonoridade como o KoRn e sem experimentalismos boçais como Linkin Park. Isso é Limp Bizkit, e em definição extendida, isso é New Metal em sua forma mais exemplificada. Se gosta da sonoridade, vai adorar, se não gosta... que continue chupando.
Tracklist:
Gold Cobra (Edição padrão)
1 - "Introbra"
2 - "Bring It Back"
3 - "Gold Cobra"
4 - "Shark Attack"
5 - "Get A Life"
6 - "Shotgun"
7 - "Douche Bag"
8 - "Walking Away"
9 - "Loser"
10 - "Autotunage"
11 - "90.2.10"
12 - "Why Try"
13 - "Killer In You"
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