Blind Guardian: O álbum que levou os bardos a outro patamar
Resenha - Nightfall in Middle-Earth - Blind Guardian
Por Diego Cesar Bortolatto Simi
Postado em 24 de abril de 2011
Nota: 10 ![]()
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Em 1998, os alemães do Blind Guardian conseguiram lançar uma verdadeira obra-prima na história do Metal. "Nightfall in Midle-Earth", gravado pela Virgin Records, atingiu o ápice na evolução musical que a banda ia tomando desde os tempos dos primeiros álbuns – "Battalions of Fear "(1988) e "Follow the Blind" (1989) -, que eram marcados por um Speed Metal rápido, agressivo e épico, e a partir daí, a banda veio se aprimorando e incluindo cada vez mais em seu som riffs mais melodiosos, arranjos épicos e pomposos, extremamente detalhados, criando uma sonoridade própria, se tornando difícil fazer comparações entre o Blind Guardian e as demais bandas do gênero.
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O disco, na verdade, é baseado no livro "O Silmarillion", clássico do escritor inglês J.R.R. Tolkien e é bastante complexo, cheio de interlúdios e passagens "atmosféricas", com riffs bastante inspirados da dupla de guitarristas Andre Olbrich e Marcus Siepen, dando um clima único e literalmente, transportando o ouvinte para as primeiras eras da Terra-Média, onde Morgoth ainda era o Senhor do Escuro.
"Nightfall in Midle-Earth" começa com a intro "War of Wrath", cheio de sons de espadas colidindo e reverberando no ar, chegando por fim na primeira música do play e clássico absoluto dos bardos, "Into The Storm". Começando com um riff de guitarra bem melodioso, a música mostra todo seu clima glorioso, combinando a agressividade dos vocais de Hansi Kürsch e a grandiosidade do refrão, que transborda feeling e te faz pular e banguear. Aliás, Hansi Kürsch é sem dúvidas o grande destaque da banda! Além de compor as músicas, o sujeito ainda tem uma capacidade vocal invejável, ele consegue dar urros raivosos e ao mesmo tempo, canta de maneira serena e melódica. E é exatamente isso que vemos na canção seguinte, a não menos clássica "Nightfall", a primeira das baladas do disco, que ainda conta com as belíssimas "The Eldar" e "Blood Tears".
Mas, acima de tudo, os grandes destaques desse álbum foram as músicas que o Blind Guardian conseguiu esculpir e adornar seu Power/Speed Metal com sonoridades e climas medievais, mas sem perder nada da agressividade. "Mirror Mirror", que em minha opinião, é o maior clássico dos alemães, é desse jeito: rápida, com os bumbos duplos numa levada alucinante do excelente baterista Thomen Stauch, e sons que parecem algum instrumento usado por bardos élficos, que faz toda a diferença, além do refrão que te obriga a erguer os punhos e gritar! Exatamente assim acontece na música mais imponente e grandiosa do Blind Guardian: "Time Stands Still (At the Iron Hill)", que fala sobre o épico confronto entre Fingolfin, rei supremo dos Noldor, e Morgoth, senhor do escuro, as portas de Angband. Fingolfin o fere sete vezes, porém sucumbe ao seu extremo poder.
Sem dúvidas, o álbum colocou os bardos do Blind Guardian em outro patamar no cenário do Heavy Metal mundial, sendo uma das bandas de maior destaque dos anos 90, conquistando uma grande legião de fãs a partir desse lançamento.
Track List:
01- "War of Wrath" - 1:50
02- "Into the Storm" - 4:24
03- "Lammoth" - 0:28
04- "Nightfall" - 5:34
05- "The Minstrel" - 0:32
06- "The Curse of Fëanor" - 5:41
07- "Captured" - 0:26
08- "Blood Tears" - 5:23
09- "Mirror Mirror" - 5:07
10- "Face the Truth" - 0:24
11- "Noldor (Dead Winter Reigns)" - 6:51
12- "Battle of Sudden Flame" - 0:44
13- "Time Stands Still (At the Iron Hill)" - 4:53
14- "The Dark Elf" - 0:23
15- "Thorn" - 6:18
16- "The Eldar" - 3:39
17- "Nom the Wise" - 0:33
18- "When Sorrow Sang" - 4:25
19- "Out on the Water" - 0:44
20- "The Steadfast" - 0:21
21- "A Dark Passage" - 6:01
22- "Final Chapter (Thus Ends...)" - 0:48
Line up:
Hansi Kürsch - vocal
André Olbrich - guitarra
Marcus Siepen - guitarra
Thomen Stauch - bateria
Membros convidados:
Oliver Holzwarth - baixo
Mathias Weisner - teclado
Max Zelner - flauta
Michael Schuren - piano
Norman Eshley e Douglas Fielding - narrações
Billy King, Rolf Köhler, Olaf Senkbeil e Tom Hackmann - coral
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