Hell In The Club: outra boa revelação do hard rock

Resenha - Let The Game Begin - Hell In The Club

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Por Felipe Kahan Bonato
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Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Contando com membros de ELVENKING e SECRET SPHERE, os italianos do HELL IN THE CLUB não são inexperientes como se poderia prever com seu álbum de estreia, “Let The Game Begin”, que ganha o mercado em 2011. Como pode se prever pelo título das faixas, o som agora abordado é um hard rock situado entre o sleaze mais tradicional e o rock melódico das bandas mais modernas.
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A banda realmente consegue elevar suas faixas àquilo que o hard rock produziu de melhor na década de 80, trazendo muitas influências de MOTLEY CRUE, GUNS N’ ROSES, WARRANT, entre outras. As linhas de guitarra de “Never Turn My Back” definitivamente não são novas mas, melódicas, conduzem a faixa rumo a um refrão bem cativante. Os vocais arrastados são mais modernos, adequando-se um pouco mais ao sleaze propriamente dito do que copiando as mencionadas bandas. “Rock Down This Place” e “Raise Your Drinkin’ Glass” seguem com a animação centrada nos costumeiros e pegajosos refrãos. E o que dizer de “Another Saturday Night”? Só ouvindo para entender o que os italianos conseguem criar.

Merece destaque também a balada acessível “On The Road”, sabiamente escolhida para um videoclipe. Por outro lado, as aceleradas “Natural Born Rockers” e “No Appreciation” chamam a atenção com baterias intensas e flertam com as músicas conduzidas por Duff a frente do GUNS N’ ROSES. “Daydream Boulevard”, por sua vez, traz um lado funky até então não explorado, mas elucida a versatilidade e o potencial do grupo, que consegue surpreender a cada nova adição à sua sonoridade.

Sem dúvida, a influência heavy metal dos músicos acabou pesando no grande enfoque dado as guitarras, o que garante boas melodias em “Let The Game Begin”. Melodias estas que não são nada novas por sinal, mas muito boas e mostram uma banda que tem muito potencial para continuar trilhando seu caminho. O que pode ser mais explorado em próximas composições são as boas misturas de andamentos logradas em “Raise Your Drinkin’ Glass”, “Forbidden Fruit” e “Daydream Boulevard”, que tanto preservam o hard de tempos áureos, como trazem uma identidade mais única da banda.

O outro ponto fraco, além dessa fraca identidade naturalmente demonstrada em seu debut, são os solos apresentados, que ficam bem abaixo da criatividade das bases. Mas, pelo demonstrado em “Let The Game Begin”, será questão de tempo para o HELL IN THE CLUB acertar esses detalhes. Considerando a qualidade das músicas e projetando o futuro de suas criações, pode-se apostar que a banda conquistará seu espaço no concorrido mercado do hard rock, me arriscando a já indicá-la como uma das mais promissoras de 2011. Bela revelação!

Integrantes:
“Dave” Moras – Vocais
“Andy” Buratto – Baixo
Andrea “Picco” – Guitarra
“Fede” Pennazzato – Bateria

Faixas:
1. Never Turn My Back
2. Rock Down This Place
3. On The Road
4. Natural Born Rockers
5. Since You're Not Here
6. Another Saturday Night
7. Raise Your Drinkin' Glass
8. No Appreciation
9. Forbidden Fruit
10. Star
11. Daydream Boulevard
12. Don't Throw In The Towel

Gravadora: Red Pony Records

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Sobre Felipe Kahan Bonato

Felipe Kahan Bonato: Nascido em 88, há mais de 10 anos - por enquanto - escuta praticamente qualquer subgênero de rock e metal, explorando principalmente bandas mais desconhecidas. Teve contato tardio com a guitarra, seu instrumento preferido, optando então em seguir a carreira de Engenheiro de Produção e em contribuir esporadicamente com resenhas no Whiplash.

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