Akashic: Metal Progressivo de pura qualidade
Resenha - A Brand New Day - Akashic
Por Afonso Viana
Postado em 03 de fevereiro de 2011
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Metal Progressivo de pura qualidade. Isso é o que encontramos em "A Brand New Day", segundo álbum da banda brasileira AKASHIC, que se manteve durante quase dois anos na espera para ser lançado devido a problemas com gravadoras, e só pôde ver a luz do dia em 2005.

Mas problemas à parte, o álbum é um verdadeiro marco de qualidade, habilidade e "progressividade" brasileira. Com o time composto por Rafael Gubert (vocal), Marcos De Ros (guitarra), Fábio Alves (baixo), Maurício Meinert (bateria) e Éder Bergozza (teclado), o Akashic demonstra uma sonoridade semelhante a nomes internacionais, como Dream Theater, e principalmente, Symphony X (inclusive porque a voz do Rafael é muito semelhante à de Russel Allen, o que pode ser visto como um tremendo elogio), mas deixa claro que possui uma sonoridade muito própria.
O destaque principal deste disco é como todos os instrumentistas, apesar do talento imenso, souberam medir-se milimetricamente, de forma a alcançar não mais nem menos do que a perfeição. Cada um coloca na música unicamente o que ela pede, sem solos desnecessários, riffs inapropriados ou qualquer tipo de rodeio. E o resultado disso é uma sonoridade excelente, onde conseguimos ver como cada um mostra-se essencial, e ao mesmo tempo a habilidade individual é exibida. E este é um fato nada simples de executar, tendo em vista que Marcos, Fábio e Éder colocam-se facilmente na lista de melhores instrumentistas brasileiros. Rafael, porém, é visto como o grande destaque, pois quando canta, nada consegue colocar-se à frente. Um exemplo de voz estupenda.
O disco abre com "Revelead Secrets", que em apenas um minuto, exibe a altíssima qualidade da banda. O riff de teclado nesta faixa é intrigante. "Be The Hero", que vem em seguida, traz uma onda de otimismo, com uma bela melodia. "Envy Days" traz um peso imenso na abertura, mas tem uma grande mudança no pré-verso, onde a levada do baixo é extraordinária.
"Coming Home" é um dos destaques do álbum. Ela é simplesmente o que chamariam de "um pequeno pedaço do paraíso". Com uma sonoridade mais leve, sem deixar de ter a cara da banda, e uma bela e romântica letra (algo não muito comum no progressivo), ela mostra-se puramente encantadora. Nela percebemos a sutileza de Marcos nas escolhas dos timbres, o que no álbum inteiro pode ser visto como uma das suas grandes qualidades. Já em "Give Me Shelter", os créditos pela escolha da sonoridade vão para Éder, que seleciona muito bem os sons em seus teclados.
"Count Me Out" é outro destaque, com um riff ao estilo "oriente médio", exibindo as várias facetas na influência do som da banda. "The Oasis’ Heart", que vem em seguida, começa com uma cara calma, que logo muda de perspectiva, nesta música que fala sobre a seca nordestina, tema também não muito comum. Destaque para o pequeno "Ragtime", ao estilo Jordan Rudess, que Éder adiciona à música.
"Hush Break" vem mais climática, com mais uma vez, uma bela melodia. E como de costume, desencabeça em um metal pesado de alta qualidade, com um dueto guitarra/teclado de tirar o folego. "Vaudeville" é uma ótima música, mas sem grandes destaques além da excelente letra. "Nose To Nose", a música que fecha o álbum, é uma lição de como fazer progressivo, com diversas mudanças no tempo em apenas um único verso! Outro destaque dela é a influência brasileira, onde são incorporados berimbaus que se encarregam de encerrar o álbum.
Em resumo, o que vemos aqui é um ótimo álbum, recomendado para qualquer fã de prog metal. Ouvi-lo nos deixa abismados com o fato de uma banda tão boa ser tão pouco conhecida, e ao mesmo tempo nos deixa claro que nem mesmo lágrimas seriam capazes de recompensar a perda que foi para o Brasil o fim deste incrível quinteto.
Faixas:
01 – Revealed Secrets
02 – Be The Hero
03 – Envy Days
04 – Coming Home
05 – Give Me Shelter
06 – Count Me Out
07 – The Oasis’ Heart
08 – Hush Break
09 – Vaudeville
10 – Nose To Nose
Gravadora:
Hellion Records
Publicado originalmente no http://musicisthedoctor.tumblr.com/
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Os 10 maiores guitarristas de todos os tempos, segundo a Guitar World
O clássico do Pink Floyd com letra ingênua e adolescente, de acordo com Roger Waters
Baixista fala sobre luta do System of a Down por ingressos mais baratos
O guitarrista que Jimmy Page, Brian May, Kirk Hammett e Slash põem no topo
As seis músicas preferidas de David Gilmour, incluindo um surpreendente clássico do Van Halen
A discordância de Dickinson, Cantrell, Plant e Gallagher sobre melhor música do Led Zeppelin
A nova resposta de Tuomas sobre reunião do Nightwish com Tarja que animou os fãs
O cover de Jimi Hendrix de 1968 que arrebatou Bob Dylan e fascinou David Gilmour
A banda que Ozzy venerava, James Hetfield odiava e Bruce Dickinson ridicularizava
Políticos britânicos se mobilizam para impedir show de Marilyn Manson em Wembley
Jorn Lande fala sobre influência de Dio em álbum com Tony Iommi
O desrespeito que fez Bruce Dickinson cantar show recente do Iron Maiden do backstage
Joey Tempest reflete sobre saída de John Norum do Europe em 1986
Os 5 melhores álbuns dos Rolling Stones de todos os tempos, segundo Regis Tadeu
"Smooth" do Santana virou sombra para o Matchbox Twenty, e banda tem resposta afiada
Vinil, CD ou arquivos: Quem vence esse embate histórico?
O maior disco do metal para James Hetfield; "Nada se comparava a ele"
Olavo de Carvalho: Segundo ele, o Heavy Metal emburrece


Kiss - há 44 anos, "Creatures of the Night" marcou o retorno da banda ao hard rock pesado
Ninguém tinha sobrenome na casa onde os Rolling Stones gravaram "Exile on Main St."
A Tempestade (ou O Livro dos Dias): 30 anos da despedida
"Se o Rádio Não Toca", o raro registro ao vivo de Raul Seixas que ganhou edição definitiva
Carach Angren - Sete histórias para um inferno
Paura mira em velhos problemas humanos e entrega muito metalcore em "Primitive Chaos"
Flotsam and Jetsam entrega fúria e maturação em "Rats in the Temple"
Pride Of Lions Mantém a Tradição do AOR Clássico em "Unbridled"
Quase vinte anos do seu lançamento, "Over The Under" ainda soa vigoroso
Alice In Chains: Sete músicas, que podem mudar a vida de uma pessoa



