Jettblack: A Inglaterra também tem hard rock de qualidade
Resenha - Get Your Hands Dirty - Jettblack
Por Felipe Kahan Bonato
Postado em 30 de janeiro de 2011
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O JETTBLACK é uma banda inglesa que consegue fugir do típico clichê glam, fazendo um hard rock moderno, pesado, com vocais um pouco menos agudos, que parecem retomar o rock clássico, o qual depois acabou produzindo o hard rock. Lançado em 2010, o debut "Get Your Hands Dirty", se não enquadrado como um dos melhores discos do ano, no mínimo apresenta a banda mais promissora dentre as estreantes.

"Slit It On" abre o disco vorazmente, querendo desmentir a introdução dessa resenha. Iniciando com um riff mais heavy metal que posteriormente culmina em um refrão liderado por vozes, a faixa mostra o bom trabalho de guitarras, que em seus solos flertam, em todo álbum, com o hard/heavy. "Two Hot Girls", na sequência, é uma faixa mais repetitiva, cíclica e apela para um hard rock moderno, além de inserir a variação muito interessante entre Stapleton e Dow, os dois vocalistas da banda. "When It Comes To Lovin’" é outra grande música, menos densa em termos instrumentais, mas também veloz e centrada nos vocais; tem certo toque de David Coverdale e ALICE COOPER. "Fooled By A Rose" tem o clássico andamento mais swingado e abafado do hard rock, com um baixo mais aparente e um solo poderoso, sendo uma faixa que certamente funciona muito bem ao vivo. Até aqui, a banda consegue exibir sua excelência ao fazer um álbum de rock com faixas realmente marcantes.
A quebra da série de canções animadas vem com "War Between Us", que mantém o peso e novamente busca o rock clássico, pelo refrão e vocais. A faixa título é a sexta, e consegue usar bem os backings, a potência dos vocais e a velocidade, muito bem explorada no disco. "Not Even Love" é bela, lenta e dramática, transparecendo essa última característica nos vocais e nas guitarras, muito precisas. Em seguida, a agressiva "Mother Fucker" investe em uma pegada bem metal, quase thrash, enquanto "Sleep" é uma complexa fusão de estilos, sendo a faixa mais diferente do álbum e que, por isso, pode até desagradar alguns com seu refrão mais post-grunge, bem distante do hard rock. Além disso, parece um pouco deslocada das demais músicas. "Holding" volta à tendência do álbum, com mais gritaria que o convencional. Por fim, a longa "Innocence Is Mine" consegue dar a versatilidade atingida também em "Sleep", mas agora, de modo mais coeso com o disco como um todo, encerra muito bem o trabalho do conjunto.
Mesmo com o belo resultado, um dos detalhes ínfimos que podem ser melhorados é a tentativa forçada e desnecessária de se querer dar um toque sleazy mais gritado ao fim de alguns versos, que matam a aura clássica que algumas faixas criam com muito esmero. O outro ponto é a bateria, que fica muito presa e linear nas faixas. Também, nas últimas três faixas, somente a derradeira "Innocence Is Mine" merecia, de fato, estar em seu lugar, já que a interessante "Sleep" poderia ser reposicionada, lançada posteriormente ou ser incluída como bônus.
No entanto, em linhas gerais, não há do que reclamar das bases e dos solos das guitarras que, se não esbanjam técnica, são muito coerentes e criam composições que funcionam muito bem. Sobre as composições, estas têm sua originalidade atrelada ao ótimo elo criado entre o contemporâneo e o clássico, combinação que não é observada em qualquer banda. Resta, portanto, aguardar o JETTBLACK consolidar o grande potencial apresentado em futuros lançamentos, para, então, receber um maior reconhecimento. Dado o bom nível alcançado em "Get Your Hands Dirty", superá-lo não será tarefa fácil! Bela banda!
Integrantes:
Will Stapleton - vocais, guitarra
Jon Dow - vocais, guitarra
Matt Oliver - bateria
Tom Wright - baixo
Faixas:
1. Slip It On
2. Two Hot Girls
3. When It Comes To Lovin'
4. Fooled By A Rose
5. War Between Us
6. Get Your Hands Dirty
7. Not Even Love
8. Mother Fucker
9. Sleep
10. Holding
11. Innocence Is Mine
Gravadora: Spinefarm Records
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O melhor baterista da história da música pesada, segundo o Loudwire
Morre Phil Campbell, guitarrista que integrou o Motörhead por mais de 30 anos
5 álbuns clássicos de rock que Gastão Moreira tentou gostar - e não conseguiu
Richie Faulkner revela que Judas Priest viaja com fisioterapeuta após susto
Angus Young disse que uma banda gigante era "um Led Zeppelin de pobre"; "isso é ridículo"
A melhor faixa de "Powerslave", clássico do Iron Maiden, segundo o Loudwire
A diferença entre Bruce Dickinson e Paul Di'Anno, segundo Adrian Smith
A opinião de vocal do Depeche Mode sobre versão do Lacuna Coil para "Enjoy the Silence"
Organização do Monsters of Rock divulga horários dos shows
Regis Tadeu e os cinco discos mais ridículos de heavy metal
O maior guitarrista da história da música pesada, segundo o Loudwire
Mikkey Dee homenageia Phil Campbell; "O melhor guitarrista de rock com quem já toquei"
Ghost se despede do Cardinal Copia/Papa Emeritus IV/Frater Imperator
Apesar dos privilégios do Slayer, Gary Holt prefere os perrengues do Exodus
A canção que salvou o Aerosmith, apesar deles não acreditarem no potencial dela
A excelente música dos anos 90 que apareceu em raríssimos shows do Metallica
Cinco razões que explicam por que a década de 1980 é o período de ouro do heavy metal

Virgo um dos álbuns mais importantes da carreira de Andre Matos
Em "Attitude Adjustment", Buzzcocks segue firme como referência de punk rock com melodia
"Ritual" e o espetáculo sensorial que marcou a história do metal nacional
Iron Maiden: uma análise sincera de "Senjutsu"



