Baby Doll: bebendo na fonte das bandas mais farofas
Resenha - Uma Vida de Crimes e Rock'n'Roll - Baby Doll
Por Marcos Garcia
Postado em 25 de novembro de 2010
Nota: 9 ![]()
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Há dias e dias em nossas vidas, e muitos sentem falta daquela sensação boa que existia nos anos 80 ao ouvir certas bandas de Hard Rock da Califórnia, como MOTLEY CRUE, TYKETTO, DANGER DANGER, KISS fase Hard, POISON, AEROSMITH após sua volta, e outros tantos nomes icônicos. E como também era bem legal a competitividade entre os fãs do ‘Real Metal’ e os do ‘Falso Metal’, o que gerou o crescimento da cena, e com a queda do estilo nos E.U.A., em prol do Grunge e do Alternativo, o Metal como um todo foi ao chão, levando grandes nomes a perderem os trilhos, buscando o público que migrara. Não é preciso citar nomes.

Mas após 1999, as bandas de Hard estão retornando com tudo, enquanto grandes nomes estão surgindo por todo o Brasil, e um dos nomes mais legais é, justamente, BABY DOLL.
Bebendo na mesma fonte das bandas mais farofas possíveis dos 80, a banda desfila um Hardaço de prima, bastante pesado e divertido, como tem que ser, lembrando MOTLEY CRUE da época do ‘Girls, Girls, Girls’, especialmente pelo vocal de Said, the Dr. Love (que também toca guitarra), sendo suas letras em português, o que justifica o rótulo ‘Pornô Metal’, que é capaz de deixar muito fã de Splatter enrubescido de vergonha. O terror das famílias conservadoras do RS tem ainda Ijuí (guitarra), Prophets (baixo), e Alex Crazy Guns (bateria), que junto com Said, formam uma banda coesa e bem pesada.
Falando na produção, a arte é bem simples, mas chamativa e inspiradora para fãs de Hard Rock/Rock’n’Roll, ao passo que a sonora poderia ser um pouco melhor, mas está boa e deixa a sonoridade da banda fluir bem, sendo possível entender cada instrumento e as letras mais sacanas do Brasil sendo cantadas de forma clara.
Cada música do CD é feita em um louvor desenfreado ao sexo e libertinagem, não deixando de destacar a ótima ‘Cidade do Pecado’ (que abre o CD), a melodiosa e hiper acessível ‘Gata Gulosa’, onde há um equilíbrio perfeito entre Hard e Rock de raiz; ‘Ninfomaníaca’, com um ótimo solo muito à lá anos 70 introduzindo a música; a cadenciada ‘Embalo na Horizontal’, essa com um jeitão à lá KISS; ‘Arrombada’ é daquelas que coloca a casa no chão, assim como ‘Frígida’, que é uma "homenagem" (no sentido ruim da expressão, se é que me entendem), como o próprio vocalista no início da música diz, à Paris Hilton. Em ‘Colunista Social’, há um claro e sacana protesto às chamadas alpinistas sociais e seus pares, os tradicionais "filhinhos de papai", que de tudo fazem para aparecer diante das câmeras, mas que nada dizem a quem quer que seja, logo, é uma faixa extremamente antenada com a realidade fútil que nos cerca. ‘Sensação’ é uma faixa com jeitão de Califórnia anos 80, definitivamente, com todo o jeitão de noite após o show com uma gata. E em ‘Quem é Toniolo’, vemos mais um protesto bem feito e bem sacana.
Bem legal, um CD feito para se ouvir em uma bela Sexta-Feira após trabalho, escola ou faculdade, quando se sai de casa e cai na gandaia, em busca de diversão e libertação, nem que seja por algumas horas, das cargas do cotidiano.
Indico, e espero que esses sacanas ainda estejam por aí, já que busquei incessantemente seu myspace e não achei.
E Viva o Hard Farofa!
Tracklist:
01. Cidade do Pecado
02. Gata Gulosa
03. Ninfomaníaca
04. Embalo na Horizontal
05. Arrombada
06. Minhon Baby
07. Frígida
08. Colunista Social
09. Sensação
10. Quem é Toniolo
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