Dååth: uma banda se enveredando por caminhos diferentes
Resenha - Dååth - Dååth
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 10 de novembro de 2010
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Na ativa desde 2003, e ainda que não tenha ultrapassado os limites do underground, o Dååth desenvolveu uma intrigante música extrema, mesclando (principalmente) as características clássicas do Death Metal com frequentes incrementos modernosos, e cujos três discos expandiram seu nome para além das fronteiras dos Estados Unidos. Porém, mesmo com a visibilidade em constante crescimento, seu mais novo álbum mostra uma banda se enveredando por caminhos diferentes.

Batizado simplesmente como "Dååth", agora o pessoal optou em amortecer as influências 'mezzo' industriais de outrora, o que fatalmente proporciona a sensação de que tudo esteja mais direto. Mas é só uma sensação, pois os arranjos continuam abundantemente técnicos, o que, somado às linhas vocais sutilmente diversificadas, possibilitou que sua música se delineasse para os lados de um Death Metal mais puro, mas ainda com algumas características daquilo que se reconhece como sendo um produto típico do Dååth.
Alguns aspectos mais convencionais – ou genéricos mesmo – aparecem aqui e ali, mas é inegável a força que cada um de seus integrantes oferece em termos de musicalidade (não há como elogiar apropriadamente os maravilhosos solos das guitarras!), combinando tudo e oferecendo muitas mudanças de tempo, coisa típica de instrumentistas virtuosos. Há muitas faixas de impacto, como é o caso do single "Destruction/Restoration"; ou "Indestructible Overdose", com uma quantidade absurda de riffs, e ainda "Double Tap Suicide", pesadíssima, mas já não tão veloz.
A produção, dividida entre o mentor e guitarrista Eyal Levi e Mark Lewis (Trivium, DevilDriver), poderia ser excelente se não ofuscasse tanto o som do baixo, enfim... Este é um disco que pode não soar tão enigmático como os trabalhos anteriores, mas certamente o Dååth se mostra comprometido com Heavy Metal da melhor estirpe, com muitos detalhes subjacentes para serem captados ao longo de várias e várias audições. Uma jornada brutal, intrincada e muito atraente, pode conferir!
Contato:
http://www.daathmusic.com
http://www.myspace.com/daath
Formação:
Sean Zatorsky - voz
Eyal Levi - guitarra e teclados
Emil Werstler - guitarra
Jeremy Creamer - baixo
Kevin Talley - bateria
Dååth - Dååth
(2010 / Century Media Records - importado)
01. Genocidal Maniac
02. Destruction/Restoration
03. Indestructible Overdose
04. Double Tap Suicide
05. The Decider
06. Exit Plan
07. Oxygen Burn
08. Accelerant
09. Arch {Enemy} Misanthrope
10. Manufactured Insomnia
11. A Cold Devotion
12. N.A.T.G.O.D.
13. Terminal Now
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Seis fãs são hospitalizados após show do Angine de Poitrine em Montreal
A música esquecida do Led Zeppelin que Robert Plant acha simplesmente "linda"
A música do aclamado álbum do Metallica que foi um "tiro no próprio pé", segundo a Louder
Angra anuncia relançamento de "Holy Land" em edição especial remasterizada
O melhor disco dos anos 80, segundo a Classic Rock
Gravação inédita de Raul Seixas cantando Rolling Stones é lançada oficialmente
A música considerada a "ovelha negra" do "Black Album", segundo a Louder
Baterista de Piracicaba vence concurso do Metallica com galinha de borracha
O guitarrista lendário que Eddie Van Halen sentia que o esnobava
O hit do Foo Fighters que Dave Grohl odeia: "Parece uma canção dos Eagles"
Os 100 melhores álbuns da década de 1980, em lista da Classic Rock
"Vão se f...": a mensagem de Serj Tankian (System of a Down) para o governo israelense
Teemu Mäntysaari não se preocupa com comparações aos outros guitarristas do Megadeth
A música do Pink Floyd que David Gilmour nunca mais vai tocar ao vivo
O álbum de hard rock que Corey Taylor chamou de "um dos piores de todos os tempos"
O hit de Renato Russo que critica religião evangélica: "Falar mal de Nossa senhora?"
A única música tocada no Festival de Woodstock que atingiu o primeiro lugar nas paradas


Headhunter DC - Death Metal como arma, identidade e resistência
Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto



