Dream Evil: em um álbum, quarenta anos de história do Metal
Resenha - In the Night - Dream Evil
Por Ricardo Seelig
Postado em 01 de novembro de 2010
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Sexto álbum da banda sueca Dream Evil, "In the Night" é um festival de clichês que reúne em pouco menos de 50 minutos os quarenta anos de história do heavy metal. Então o disco é ruim? Não, muito pelo contrário: justamente por isso o álbum é legal pra caramba!

Formado pelo quinteto Nick Night (Niklas Isfeldt) nos vocais, Ritchie Rainbow (Fredrik Nordström) e Dannee Demon (Daniel Varghamne) nas guitarras, Pete Pain (Peter Stalfors) no baixo e Pat Power (Patrik Jerksten) na bateria - por trás dos pseudônimos temos instrumentistas respeitados e com história na música pesada -, o Dream Evil difere de outras bandas que exploram essa linha mais true metal justamente por não se levar a sério. Seu som é divertido e alto astral, diferente, por exemplo, do Manowar, que se perdeu em um mar de fundamentalismo metálico xiita.
O álbum abre com "Immortal", um metal tradicional com bom refrão. A faixa título tem um bom riff e ótimas passagens de guitarra. Na sequência temos "Bang Your Head", uma das melhores do disco, com um refrão feito sob medida para levantar o público.
A qualidade se mantém elevada com "See the Light", um hard rock pesadão e empolgante com excelentes linhas vocais – o mesmo ocorre em "Electric", outra com uma pegada mais hard. Já "Frostbite" é a mais pesada do disco, com boas melodias de guitarra e ótimos solos.
É claro que o álbum teria que ter uma balada, e aqui ela se chama … "The Ballad"! Um som simpático, piegas como não poderia deixar de ser, mas bem feito.
"In the Fires of the Sun" é um metal estradeiro, com um clima animado e um refrão muito legal, enquanto o início de "Mean Machine" chupa na cara dura a clássica "Restless and Wild", do Accept. "Kill, Burn, Be Evil" é uma paulada power metal, e "The Unchosen One" fecha o disco com um hard refrescante perfeito para ouvir sem destino.
Como já disse no início da resenha, todos na banda são excelentes músicos, mas o destaque individual vai para o vocalista Nick Night, dono de um timbre agudo que em vários momentos chega a lembrar Rob Halford.
"In the Night" é um CD divertido, empolgante em diversas passagens. Nada original, não vai mudar o mundo nem redefinir o heavy metal, mas garante uma trilha sonora pra lá de adequada para aquele papo com os amigos.
Faixas:
1 Immortal 4:38
2 In the Night 3:15
3 Bang Your Head 3:51
4 See the Light 3:39
5 Electric 3:50
6 Frostbite 3:30
7 On the Wind 3:45
8 The Ballad 4:51
9 In the Fires of the Sun 4:41
10 Mean Machine 4:05
11 Kill, Burn, Be Evil 2:51
12 The Unchosen One 3:35
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O clássico do Metallica que James Hetfield considera "fraco": "Um enorme sinal de fraqueza"
Blaze Bayley escolhe o melhor disco do Metallica - mas joga sujo na resposta
Nicko McBrain fala sobre rumores de aposentadoria de Dave Murray
Download Festival anuncia novas atrações e divisão de dias para a edição 2026
Os álbuns do Rush que são os prediletos de Regis Tadeu
A maior dificuldade de Edu Ardanuy ao tocar Angra e Shaman na homenagem a Andre Matos
Metal Hammer coloca novo álbum da Nervosa como um dos discos que você precisa ouvir em 2026
A banda que poderia ter chegado ao tamanho do Led Zeppelin, segundo Phil Collen
AC/DC - um show para os fãs que nunca tiveram chance
João Gordo explica o trabalho do Solidariedade Vegan: "Fazemos o que os cristãos deveriam fazer"
Indireta? Fabio Lione fala em "ninho de cobras" e "banda de palhaços" após show do AC/DC
Como a banda mais odiada do rock nacional literalmente salvou a MTV Brasil da falência
Sonata Arctica lança seu novo single, "Freedom Concept"
Neil Sedaka, um dos grandes hitmakers da história, morre aos 86 anos
Rob Zombie lança seu novo álbum de estúdio, "The Great Satan"
Lars Ulrich: a diferença entre o Purple, o Led e o Sabbath
Por que Metallica é a pior banda para se assistir ao vivo, segundo vocal do Gwar
O clássico do Metallica que James Hetfield diz ser a "Paranoid" de sua banda



"Ritual" e o espetáculo sensorial que marcou a história do metal nacional
Blasfemador entrega speed/black agressivo e rápido no bom "Malleus Maleficarum"
Tierramystica - Um panegírico a "Trinity"
GaiaBeta - uma grata revelação da cena nacional
Before The Dawn retorna com muito death metal melódico em "Cold Flare Eternal"
CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal



