Cheap Trick: euforia dos fãs japoneses capturada em 1978

Resenha - At Budokan - Cheap Trick

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Por Elias Rodigues Emídio
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A banda norte-americana Cheap Trick formada na cidade de Rockford em Illinois possui uma das trajetórias mais singulares da história do Rock & Roll. Composto pelo vocalista Robin Zander, pelo guitarrista Rick Nielsen, pelo baixista Tom Peterson e pelo baterista Bun E. Carlos, o grupo foi formado no ano de 1974.
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Em 1976 a banda lança seu primeiro álbum intitulado simplesmente “Cheap Trick” que ainda mostrava uma banda muito crua, com uma sonoridade um tanto agressiva. Já no ano de 1977 a banda lançaria o excelente disco “In Colors” que rendeu à banda algumas de suas canções mais famosas como “I Want You To Want Me”. O disco “In Colors” marca uma verdadeira ruptura na carreira do Cheap Trick, nele a banda se mostra mais madura e alia toda a crueza da então crescente onda Punk, diga-se de passagem, bem delineada em seu trabalho de estreia, com fortes influências da música pop.

Foi com “In Colors” que a banda se estabeleceu de uma vez por todas como um dos grandes nomes do Power Pop. Entretanto a primeira grande reviravolta na carreira na carreira da banda só se daria mesmo em 1978 com o antológico “Heaven Tonight” que trouxe à tona grande clássicos do Hard Rock melódico dos idos anos 70 como a imortal “Surrender”, a ótima faixa titulo, “On The Radio”, entre outras preciosidades.

Entretanto, ao contrario do que os integrantes da banda esperavam e apesar de uma carreira repleta de clássicos o Cheap Trick ainda não havia conseguido decolar nas paradas de sucesso nos EUA. Em certos momentos foi cogitada mesmo a possibilidade de separação do grupo.

A banda havia chegado a um ponto crucial de sua carreira e decidiu partir de vez para um tudo ou nada, numa das apostas mais acertadas da história do Rock & Roll. O Cheap Trick, mesmo não encontrando o sucesso nas terras do Tio Sam, conseguiu alcançar um imenso sucesso no Japão. Sucesso este, tão grande que no Japão o Cheap Trick era denominado os Beatles ianques e até hoje a banda está entre as que mais vendem discos em terras nipônicas. Com tanto sucesso na terra do sol nascente a banda decide então gravar um gravar um álbum ao vivo e capturar em disco toda a euforia de seus fãs japoneses.

Nascia assim o álbum intitulado “At Budokan” que foi uma reviravolta definitiva não só na carreira do Cheap Trick, mas do Rock de uma maneira em geral. Gravado em Tóquio em 28 de abril e 30 de 1978 com um público de 12 mil fãs enlouquecidos e repleto de hits como uma versão alucinante de “I Want You To Want Me” e “Ain’t A Shame” (cover de Fats Domino) que alcançou respectivamente as 7ª e 35ª posições nas paradas da Billboard e ajudou o disco a vender 3 milhões de copias só nos EUA. Depois deste disco Tóquio virou uma das melhores localidades para se gravar uma álbum ao vivo e grandes nomes do Rock como Bob Dylan e Ozzy Osbourne gravaram discos ao vivo na terra do sol nascente.

“At Budokan” é o testamento definitivo da banda, mostrando um grupo no auge da criatividade, e sem dúvidas, está ente os melhores lançamentos ao vivo da história do Rock. Zander, Nielsen, Peterson, E. Carlos se mostraram músicos extremamente habilidosos e virtuosos em cima de um palco durante a gravação do disco.

Uma sequência nomeada “At Budokan II” foi lançada em 1993 contém faixas extras não presentes no álbum original de 1978. Em 2008 foi lançado uma outra versão do disco comemorativa dos seus 30 anos denominada “Budokan!” que contém o show da banda executado na íntegra e ainda possui um DVD com a filmagem do show (veiculado apenas na TV japonesa e até então indisponível comercialmente).

Depois de “At Budokan” a banda ainda lançaria outro disco fundamental na história do Rock denominado “Dream Police” que novamente emplacaria uma canção nas paradas da Billboard (no caso a canção homônima que dá titulo ao álbum). Entretanto este álbum também mostrou que a criatividade estava em franco declínio como fica evidente na inclusão de cordas em grandes parte das canções do álbum, uma clara tentativa de preencher algumas “lacunas” nas músicas. A partir de 1980 a banda entraria em uma fase pouco inspirada, só reencontrando o sucesso em meados da década de 90 com o relançamento de seus discos mais clássicos repletos de faixas bônus.

Disco obrigatório em uma coleção de Rock & Roll.

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