Avantasia: Hard Rock, elementos sinfônicos e peso
Resenha - Wicked Symphony - Avantasia
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 15 de agosto de 2010
Nota: 8 ![]()
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Aos que acompanham a carreira de Tobias Sammet, não é muito difícil chegar à conclusão de que este alemão seja algum tipo de workacholic... O vocalista é incansável, e geralmente suas obras encontram grande apreço pelo público ao redor do globo, como é o caso do projeto Avantasia, cujas duas primeiras partes de "The Metal Opera", liberadas em 2001 e 2002, já podem ser consideradas como clássicos do Heavy Metal Melódico.
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Talvez pelo fato de o Power Metal Melódico apresentar evidentes sinais de desgaste há anos, Sammet decidiu seguir por novos rumos nesta sequência de Avantasia, batizada como "Wicked Trilogy". Tendo começado em 2008 com o disco "The Scarecrow", e então apresentando uma veia Hard Rock tão acessível que rachou as opiniões, inclusive com o (ex) fã de temperamento mais exacerbado não aceitando a nova fase lá muito bem...
De qualquer forma, a trágica história que começou com o solitário compositor Espantalho buscando a paz interior em pleno séc. XIX, agora continua com "The Wicked Symphony" e termina com "Angel Of Babylon", ambos os discos chegando ao Brasil via Laser Company Records. Esta segunda parte, "The Wicked Symphony", novamente apresenta o Hard Rock e os elementos sinfônicos como elementos dominantes, mas também consegue ser pesado em inúmeras ocasiões, proporcionando uma audição realmente agradável em função desta considerável variedade de arranjos, e, como já é tradição no Avantasia, tocados por inúmeros músicos convidados, como é o caso dos bateristas Eric Singer (ex-Kiss) e Alex Holzwarth (Rhapsody Of Fire).
E como se as canções já não fossem fortes por natureza, quase sempre são os trabalhos de voz que despertam as maiores emoções, contando com vocalistas já estabelecidos na cena – Jørn Lande (Masterplan), Michael Kiske (ex-Helloween), Russell Allen (Symphony X), Klaus Meine (Scorpions), André Matos (ex-Angra), etc – proporcionando uma imensa diversidade de linhas vocais. Muito relevante é a atuação de Sammet, Lande e Allen na própria composição "The Wicked Symphony", majestosa pelas orquestrações e com muitas das características do velho Power Metal; e também a incrível performance de Tim 'Ripper' Owens (ex-Judas Priest, ex-Iced Earth) na pesadísssima "Scales Of Justice", uma música preparada sob medida para sua poderosa voz.
Como um todo, é impossível não se impressionar com as melodias pegajosas e bombásticas de "The Wicked Symphony". Há uma abundância de positividade emanada por toda a audição – "Dying For An Angel", com Klaus Meine; e a balada "Runaway Train", com Land, Bob Catley (Magnum) e Kiske, são extremamente emocionais! Em suma, haja inspiração para tanta coisa bacana! E nem entramos ainda no mérito de "Angel Of Babylon", a derradeira obra que deverá encerrar o tormento deste Espantalho... Na próxima resenha!
Contato:
http://www.tobiassammet.com
http://www.myspace.com/tobiassammet
Formação:
Tobias Sammet - voz e baixo
Sascha Paeth - guitarra
Michael ‘Miro’ Rodenberg - teclados e orquestração
Eric Singer - bateria
Músicos convidados:
Bruce Kulick - guitarra nas canções 6 e 11
Oliver Hartmann - guitarra nas canções 2 e 8
Felix Bohnke - bateria nas canções 1, 5, 9 e 11
Alex Holzwarth - bateria nas canções 3, 7, 8 e 10
Simon Oberender - Órgão na canção 11
Vocalistas convidados:
Jørn Lande nas canções 1, 6, 7 e 8
Michael Kiske nas canções 2 e 6
Russell Allen nas canções 1 e 10
Bob Catley na canção 6
Klaus Meine na canção 4
Tim "Ripper" Owens na canção 3
André Matos na canção 5
Ralf Zdiarstek na canção 9
Avantasia - The Wicked Symphony
(2010 - Nuclear Blast Records / Laser Company Records - nacional)
01. The Wicked Symphony
02. Wastelands
03. Scales Of Justice
04. Dying For An Angel
05. Blizzard On A Broken Mirror
06. Runaway Train
07. Crestfallen
08. Forever Is A Long Time
09. Black Wings
10. States Of Matter
11. The Edge
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