Avantasia: talento que avançou além do Power Melódico

Resenha - Angel Of Babylon - Avantasia

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Por Ben Ami Scopinho
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Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


É com "Angel Of Babylon" que as agruras que o Espantalho passou ao longo de sua existência tem o seu fim, encerrando a "Wicked Trilogy". Como não poderia deixar de ser, este terceiro álbum mostra Tobias Sammet continuando a investir em sonoridades bastante distintas do Power Metal Melódico que o consagrou. A nova linha, tão mais acessível e até com algumas idéias modernosas, pode não agradar a todos, mas certamente oferece um maior leque de opções e emoções ao longo do desenvolvimento desta dramática estória.

Na seção instrumental, novamente o tecladista Miro Rodenberg é um personagem importante para o resultado do álbum, com orquestrações que, sejam envolventes ou contrastantes, são sempre de grande impacto quando aparecem. E, ainda que o Avantasia seja alimentado pelas vozes, "Angel Of Babylon" se mostra algo mais contido neste sentido, principalmente se comparado com a diversidade que "The Wicked Symphony" possuía, afinal, com exceção de "Stargazers", "Death Is Just A Feeling", "Symphony Of Life" e "Journey To Arcadia", o restante das canções tem Sammet e Jørn Lande dividindo as vocalizações.

De qualquer forma, é inegável que a presença de Jon Oliva (Savatage, Trans-Siberian Orchestra), consegue roubar o show pela teatralidade insana aplicada em "Death Is Just A Feeling", uma das mais marcantes composições do repertório. Assim como seu antecessor, a faixa de abertura, "Stargazers", se mostra extensa e praticamente suntuosa em sua proposta, com muito de Power Metal (sim, ele não foi totalmente abandonado...!) em suas estruturas, e contando com as vozes de Sammet, Lande, Michael Kiske e Russell Allen. Literalmente, um arregaço!

Também temos uma presença feminina, a bonequinha oriental Cloudy Yang cantando em "Symphony Of Life", uma tentativa gótica que, propositadamente, conseguiu ficar deslocada. Uma curiosidade recai sobre "Alone I Remember", que seria um excelente Hard Rock se não fosse algumas semelhanças simplórias com o que o saudoso Skid Row fez na clássica "Monkey Business" lá pelos idos 1991. Então, Tobias fez apenas uma boa canção, com um refrão que, como todos no Avantasia, consegue fazer com que o ouvinte esboce um belo sorriso, com toda a naturalidade do mundo...

"Journey To Arcadia" é outro grande destaque, tanto pelas melodias como pelas transições vocais de Sammet, Russell Allen e Catley, e é aqui que o personagem Espantalho encontra o rumo após superar as dores de sua existência. Uma canção introspectiva para um final comovente, que encerra "Wicked Trilogy" e comprova que a relevância do sr. Tobias Sammet na cena musical contemporânea é fruto de um talento que, quem diria, avançou para além do Power Metal Melódico e irritou tanta gente...!
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Contato:
http://www.tobiassammet.com
http://www.myspace.com/tobiassammet

Formação:
Tobias Sammet - voz e baixo
Sascha Paeth - guitarra
Michael 'Miro' Rodenberg - teclados e orquestração
Eric Singer - bateria

Músicos convidados:
Bruce Kulick - guitarra nas canções 1, 5 e 11
Oliver Hartmann - guitarra nas canções 1, 2 e 3
Henjo Richter - guitarra na canção 10
Felix Bohnke - bateria nas canções 4, 6 e 8
Alex Holzwarth - bateria nas canções 1, 2, 3 e 11
Jens Johansson - teclados na canção 2
Simon Oberender - Órgão na canção 9

Vocalistas convidados:
Jørn Lande nas canções 1, 2, 5, 6, 9 e 10
Michael Kiske nas canções 1 e 10
Russell Allen nas canções 1 e 11
Bob Catley na canção 11
Cloudy Yang na canção 8
Jon Oliva na canção 4

Avantasia - Angel Of Babylon
(2010 - Nuclear Blast Records / Laser Company Records - nacional)

01. Stargazers
02. Angel Of Babylon
03. Your Love Is Evil
04. Death Is Just A Feeling
05. Rat Race
06. Down In The Dark
07. Blowing Out The Flame
08. Symphony Of Life
09. Alone I Remember
10. Promised Land
11. Journey To Arcadia

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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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