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Avantasia: entendam, quem vive de passado é museu

Resenha - Wicked Symphony - Avantasia

Por Júlio André Gutheil
Postado em 09 de agosto de 2010

Tobias Sammet é um sujeito corajoso. Ele conseguiu um sucesso estrondoso com seus "Metal Opera", e surpreendeu a enorme legião de fãs do Avantasia ao lançar o tão diferenciado "The Scarecrow", causando em uns ódio e em outros uma profunda admiração. E eu me enquadraria na segunda opção, pois admiro mesmo artistas que não se prendem ao que fizeram no passado, sempre buscando novos horizontes, novas perspectivas e jamais tem medo de inovar e que em hipótese alguma se torna refém de seus fãs. O Power Metal Melódico que tanto encantou com os já citados clássicos Metal Opera I e II se saturou de uma forma demasiado intensa para que se continuasse apostando nele; e por isso Tobias investiu pesado nessa concepção mais moderna de metal, englobando muito mais elementos, sendo mais abrangente e criando um novo patamar artístico para sua carreira.

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Agora temos os novos lançamentos, "The Wicked Symphony" e "Angel of Babylon", que juntamente com o "The Scarecrow" formam a "Wicked Trilogy". O conceito por trás deste trabalho é a continuação da história do Espantalho, um compositor genial do século XIX que se isola do mundo, é rejeitado pelo seu grande amor e que assina uma espécie de pacto com um demônio magistralmente interpretado por Jorn Lande para alcançar o sucesso, a fama e a fortuna. O que se ouve no decorrer das quase duas horas de material dos dois álbuns é música da melhor qualidade, com convidados de altíssimo garbo e elegância, dando vida a personagens sombrios, intensos e com uma carga emocional que faz o ouvinte entrar na mente perturbada do protagonista.

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A épica faixa-título de "The Wicked Symphony" abre o disco de forma impactante, com uma orquestra que vai criando o clima para uma introdução bombástica, cheia de peso e feeling, que ganha ainda mais intensidade com a chegada do refrão impressionante no melhor estilo Tobias Sammet, épico, grandioso e grudento, feito para ser cantado a plenos pulmões. Nela temos a primeira aparição do excepcional Russel Allen, com a sua voz mais do que incrível, e de Jorn, soberbo como sempre. Na seqüência temos a melódica e acelerada ‘Wastelands’, que conta com uma interpretação fabulosa de Michael Kiske. ‘Scales of Justice’ é uma porrada, pesadíssima e com um Tim Ripper Owens absurdamente inspirado, encarando a fúria do protagonista de forma visceral.

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‘Dying for an Angel’ tem a veia comercial que o mercado musical de nossos tempos exige, mas isso de forma alguma pode ser encarado como um ponto negativo. Como uma faixa que tem a participação de uma lenda do naipe de Klaus Meine poderia ser alcunhada de ruim? E nela temos mais um claro exemplo do talento indiscutível de criar refrões marcantes do senhor Sammet. E vejam só: Andre Matos dá as caras novamente no Avantasia em ‘Blizzard on a Broken Mirror’. É uma música bastante peculiar, com um andamento um tanto quanto quebradiço, com variações que denotam o estado de espírito confuso do nosso protagonista. Uma boa faixa, mas decididamente não é um dos destaques do disco.

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Com certeza absoluta, ‘Runaway Train’ é uma das músicas mais belas que Sammet já compôs. Um duelo épico e majestoso entre Jorn Lande e Bob Catley, uma representação de bem e mal se enfrentando operisticamente. Emocionante é a palavra que melhor define. ‘Crestfallen’ também é uma pérola, onde Tobias consegue se destacar bastante, com uma interpretação ora limpa ora rasgada, contrastando com um coral imponente e que pelo menos a mim soa um pouco Doom. Na faixa seguinte Jorn Lande mostra porque é um dos destaques dessa nova fase do projeto, ‘Forever Is A Long Time’ é uma música vibrante, intensa, com uma pegada que mescla com perfeição metal com hard rock que Lande executa com maestria.

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‘Black Wings’ chega com um riff pesadão, arrastado, quebrando um pouco o ritmo. Ralf Zdiarstek tem uma atuação marcante, abafada, e carregada de uma forma que soa bastante melancólica. Tobias segue nessa mesma linha de interpretação, sendo talvez a faixa mais tensa do disco. Individualmente muito boa, mas destoa um pouco do restando do set.. Russel Allen reaparece com tudo na rápida e grudenta ‘States of Matter’, que tem ótimos riffs, uma letra fácil e uma vibração incrível. Um dos destaques com certeza.

O primeiro disco termina com a fraca de ‘The Edge’, que não cheira nem fede, uma música comum que não empolga. De fato é o ponto fraco do disco, que poderia ser encerrado com algo mais pomposo e imponente, e principalmente, com mais sal.

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Apesar da óbvia chiadeira dos fãs mais conservadores, o disco sim merece um 10. Seria um absurdo não dar essa nota a um trabalho tão bem feito, variado e de músicas tão boas. Chamem Tobias de vendido, chorem por um Metal Opera III, mas entendam o seguinte: Quem vive de passado é museu.

Track List:
01. The Wicked Symphony – 09:29
02. Wastelands – 04:43
03. Scales Of Justice – 05:05
04. Dying For An Angel – 04:42
05. Blizzard On A Broken Mirror – 06:07
06. Runaway Train – 08:44
07. Crestfallen – 04:04
08. Forever Is A Long Time – 05:05
09. Black Wings – 04:39
10. States Of Matter – 03:59
11. The Edge – 04:13

Site: www.tobiassammet.com

My Space: www.myspace.com/tobiassammet

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Sobre Júlio André Gutheil

Nascido em Feliz, interior do Rio Grande do Sul, de origem alemã e com 20 anos de idade. Grande fã de Blind Guardian, Paradise Lost e Opeth, além de outras várias bandas de diversos estilos distintos. Pretende cursar jornalismo e também se dedicar o máximo possível à crônica do mundo Heavy Metal. Escreve no blog www.metalmeltdowndiscos.blogspot.com. Twitter: @jagutheil.
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