Stone Temple Pilots: banda domada e um Scott mais comedido
Resenha - Stone Temple Pilots - Stone Temple Pilots
Por Anderson Nascimento
Postado em 09 de agosto de 2010
Nascida na Califórnia, durante a ebulição sonora provocada por uma certa banda de Seattle, o Stone Temple Pilots já parecia ter um destino certo, o fim precoce. Estourados na MTV, onde em 1993 ganharam o prêmio de "Banda Revelação", e impulsionados pelo sucesso do primeiro CD, "Core", que vendeu mais de sete milhões de cópias, a banda foi rapidamente convocada pela emissora pra gravar o seu "Unplugged".
Stone Temple Pilots - Mais Novidades
Esse repentino e inesperado sucesso começou a ruir na hora em que a banda vinha colhendo os frutos de seu instantâneo sucesso, em plena turnê de seu terceiro disco, com os problemas de seu front-man Scott Weiland com as drogas, o que levou a banda a cancelar uma série de shows.
Em 2003, a banda anunciou o seu fim, após o lançamento de uma coletânea com os hits da banda, o que acabou acontecendo devido às prisões e pesados envolvimentos do vocalista com as drogas.
Com o fim da banda Scott virou o vocalista da banda formada por ex-integrantes do Guns and Roses, "Velvet Revolver", e seus amigos de banda viraram produtores musicais. Ao deixar o Velvet, Scott foi deixando pistas na imprensa de que a banda estaria voltando, o que de fato aconteceu, resultando em uma turnê pelos EUA em 2008, obviamente sugerindo a gravação de um novo disco.
Nesse primeiro disco desde a sua volta, temos uma banda mais adocicada, domada, e um Scott mais comedido. O grande atrativo desse álbum é justamente esse, a forma dispar ao formato ao qual a banda é historicamente reconhecida.
E isso não é um demérito, pelo contrário, é uma prova de que os membros da banda ganharam um precioso tempo para amadurecer sua sonoridade, caprichando principalmente nas melodias das suas doze canções. As letras, recheadas de amargas inspirações que vão do recente divórcio de Weiland à morte de seu irmão, talvez também acabem contribuindo para a sonoridade mais melancólica do álbum.
Mesmo assim, o primeiro single "Between The Lines", busca nas raízes da banda o som ideal que represente a sua volta, o que funcionou bastante bem, pois a banda atingiu o primeiro lugar da Billboard com a mesma. Essa busca ao seu tradicional som também ocorre em "Fast As I Can", mais um dos poucos momentos em que a banda lembra o seu som original.
Já na segunda faixa e segundo single do disco, "Take a Load Off" ,a banda convida o ouvinte a conhecer o novo "Stone Temple Pilots", com melancolia espalhada ao longo da canção, que destaca-se por vocais em côro que emula os anos sessenta.
O mesmo acontece em "Hickory Dichotomy", anos sessenta puro, mais precisamente algo entre a harmonia vocal dos Beatles e a pegada dos Kinks, ou ainda na adocicada e ensolarada "Cinnamon", que inclui inclusive os "Come on, come on", tão populares nos anos sessenta.
Esse mesmo estilo também volta a rolar no disco em "First Kiss on Mars" , cançãozinha de três minutos com um impressionante apelo pop, lembrando as músicas mais cantaroláveis do Weezer.
Os baladões, que funcionam incrivelmente bem na voz de Weiland, também estão presentes também no álbum, como em "Dare If You Dare", com um riff chupado da versão de Eric Clapton para "Little Wing". As baladas inclusive dão o tom de despedida do álbum ao aparecer no encerramento do disco com a canção "Maver".
Assumidamente calcado nos anos sessenta e setenta, o auto-intitulado novo álbum do Stone Temple Pilots, é um prato cheio para aqueles que gostam de uma boa diversão, mas é bom que saibam que aquela banda de meados dos anos noventa não é mais a mesma.
Faixas:
1. Between the Lines
2. Take a Load Off
3. Huckleberry Crumble
4. Hickory Dichotomy
5. Dare If You Dare
6. Cinnamon
7. Hazy Daze
8. Bagman
9. Peacoat
10. Fast as I Can
11. First Kiss On Mars
12. Maver
Outras resenhas de Stone Temple Pilots - Stone Temple Pilots
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Geddy Lee não é fã de metal, mas adora uma banda do gênero; "me lembram o Rush"
Versão do Megadeth para "Ride the Lightning" é oficialmente lançada
Megadeth entrega muita emoção em "The Last Note", sua canção de despedida
Como uma banda transformou seu adeus em um dos filmes mais importantes do rock
O guitarrista que BB King disse ser melhor que Hendrix; "toca melhor do que qualquer um"
Megadeth lança seu último disco de estúdio, que traz versão de "Ride the Lightning"
A voz mais pura do rock de todos os tempos, segundo Bruce Springsteen
Scorpions se manifesta sobre morte de ex-baixista Francis Buchholz
Como EP de apenas três músicas mudou o rumo do rock dos anos 2000, segundo a Louder
Gary Holt homenageia Francis Buchholz, ex-baixista do Scorpions
Fabio Lione rompe silêncio e fala pela primeira vez sobre motivos da sua saída do Angra
Francis Buccholz, baixista do Scorpions em sua fase clássica, morre aos 71 anos
O clássico do Dream Theater cujo título original era bizarro
Shawn "Clown" Crahan fala sobre o próximo álbum do Slipknot: pausa agora, criação em andamento
Helloween coloca Porto Alegre na rota da turnê de 40 anos; show antecede data de SP
A resposta dos Titãs após Renato Russo criticar presença de atrizes da Globo nos shows
"Rock é muito excludente, muito masculino, muito branco, muito camisa preta", diz Lulu Santos
Elvis Presley: as últimas 24 horas do Rei do Rock


Stone Temple Pilots: "Purple", o ótimo segundo disco da banda
Música inédita de Scott Weiland é lançada no 10º aniversário da morte do cantor
Metallica: em 1998, livrando a cara com um disco de covers
Whitesnake: Em 1989, o sobrenatural álbum com Steve Vai



