Tim Reynolds: além da parceria com Dave Matthews
Resenha - Tim Reynolds Trio - Radiance
Por Rodrigo Simas
Postado em 01 de julho de 2010
Tim Reynolds ficou mundialmente famoso a partir do CD ao vivo acústico "Live At Luther College", gravado em 1996 e só lançado em 1999, em parceria com Dave Matthews. Mesmo com as constantes turnês da dupla, muitos só tiveram o primeiro contato com o guitarrista a partir desse álbum, que trazia versões do vasto repertório da Dave Matthews Band e alguns números instrumentais de autoria do próprio Tim, que já se destacava pelo estilo criativo de tocar violão, encaixando efeitos, solos e harmonias que completavam perfeitamente as composições, em arranjos muitas vezes surpreendentes.

O que a maioria não sabia é que ele já tinha uma carreira solo prolífera desde a década de 80. Depois de lançar mais um acústico ao vivo com Dave Matthews, "Live At Radio City", em 2007 e ser convidado para se juntar integralmente como membro da DMB a partir de 2008, Tim resolveu reformular sua antiga banda, o TR3, chamando o baixista Mick Vaughn e o baterista Dan Martier. O resultado é o CD "Radiance", lançado em 2009, de forma independente.
Tim nunca obteve sucesso comercial em seus trabalhos autorais: conhecendo sua discografia é fácil afirmar que ele sempre deu mais importância a sua liberdade artística do que ao números de suas vendas. A prova disso é o conteúdo variado de Radiance, que explora entre suas 15 faixas (além de uma bônus) uma gama enorme de estilos, que vão desde o blues, passando pelo rock, reggae e funk, com influências das mais variadas.
O CD começa com a eficiente "See You in Your Dreams", que lembra bastante os últimos trabalhos do Phish, com um belo trabalho de guitarra e um refrão que prende pela sua melodia. "The Wind Just Blew the Door Wide Open" mostra a nova cozinha to TR3, com uma sessão rítmica interessante, dando o suporte necessário para Tim Reynolds, que consegue encaixar sua voz única de maneira notável, sendo uma das qualidades mais inesperadas de sua performance. "By Your Side" é a primeira instrumental e entre as pequenas sutilezas de timbres consegue captar a atenção do ouvinte, dando espaço a excelente "Move on Ahead" (a maior do álbum, com pouco mais de 6 minutos), um rock funkeado com grandes riffs, belas harmonias e muito groove.
"Victory Express" entra com uma pegada hard rock bem mais direta, enquanto "Test Of Time" segue a linha mais bluseira do guitarrista. "Sweet Spot" fecha a sequência das três instrumentais mostrando que mesmo sendo considerado virtuoso, Tim sabe dosar sua performance dando mais ênfase nas melodias. A próxima, "Kabbalah", é talvez a melhor de Radiance, com linhas vocais que acompanham os frenéticos solos em andamentos quebrados, soando ao mesmo tempo experimental, progressiva e excêntrica. "Do you Wanna" volta ao rock ´n´roll grooveado, em mais uma boa levada da banda, mas "Meaning To Tell You" fica devendo com seu clima reggae que não convence, se tornando dispensável.
"Trippin’ On You" (super funkeada e contagiante), a pesadona "Caveman" (que beira o heavy metal, com muitos solos) e a rifferama alucinada de "Burning Season" (outro grande destaque, com um belo trabalho do baixista Mick Vaughn) encerram outra sequência matadora. "Ley Lines" diminui o ritmo, podendo ser considerada a balada do álbum, e "Wild Country" fecha o tracklist de maneira satisfatória, ainda que não se mostre tão forte quanto diversas outras faixas presentes no disco.
Dedicado a Leroi Moore, saxofonista e fundador da Dave Matthews Band falecido em 2008, Radiance mostra caminhos tão diversos quanto as influências que se chocam na cabeça de Tim Reynolds, criando um documento incontestável de sua qualidade como músico e compositor.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O membro do Iron Maiden que "não aguenta mais e quer sair", segundo Regis Tadeu
A banda que Max Cavalera considerava a "versão brasileira do Iron Maiden"
Bruce Dickinson quer novo disco do Iron Maiden, Steve Harris não sabe, diz Nicko McBrain
Dez guitarristas que David Gilmour, do Pink Floyd, elogiou ao longo dos anos
Manager de Tony Iommi considerou letras de Jorn Lande "muito sombrias"
A reação dos filhos de James Hetfield quando o Metallica retomou suas masters
Fabio Lione publica desabafo irônico que supostamente mira sua ex-banda, o Angra
Jairo Guedz conta o que ouviu de Andreas Kisser sobre sua saída do Sepultura
Jairo Guedz sobre as regravações dos Cavalera: "A magia, para mim, está no original"
Pearl Jam segue à procura de novo baterista, revela Jeff Ament
Regis Tadeu aponta problema no show do Iron Maiden e explica atitude do atual baterista
O que pode ter arruinado passagem de Dio pelo Black Sabbath, segundo Geezer Butler
Por que o Iron Maiden é tão venerado pelos seus fãs?
Chuck Billy, do Testament, corta os cabelos compridos e mostra novo visual
O guitarrista que Neil Young considera praticamente infalível; "Ele é muito bom"
O refrão de hit dos Beatles que letra é resposta a críticas que receberam de Frank Sinatra
O verdadeiro significado da letra de "Like a Stone", do Audioslave, segundo Chris Cornell
Cannibal Corpse: vocalista não entende interesse dos internautas por seu largo pescoço

Lost Society conclui sua transformação em "Hell Is a State of Mind"
A Riqueza da maturidade - Yes entrega elegância e musicalidade em "Aurora"
Gladenfold aposta no Power Metal em "Soulbound"
Raimundos - há 26 anos, o "MTV Ao Vivo" registrava uma das fases mais intensas da banda
Lorna Shore cria obra que desafia os limites do ouvinte
Wings of Steel novamente acerta com "Winds of Time"
Queens of The Stone Age volta com álbum longe de ser "Perfecth"
Corrosion of Conformity encara perdas e mudanças em "Good God / Baad Man"
O melhor disco lançado em 2026, segundo Mateus Ribeiro
Voivod - Música mutante para um futuro mutante
O disco que "furou a bolha" do heavy metal e vendeu dezenas de milhões de cópias

