Whiplash: patamar acima da média no Metal da velha escola
Resenha - Unborn Again - Whiplash
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 18 de dezembro de 2009
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Ainda que o Thrash Metal tenha gerado os grandes monstros que todos conhecem, na década de 1980 havia dezenas de grupos menores que compunham o segundo escalão do gênero. E certamente o Whiplash (a banda, não este respeitável site...) aí se enquadra e até mesmo atingiu o status de ‘cult’. Natural de New Jersey e formado em 1984, este pessoal conquistou grande prestígio com seus dois primeiros álbuns – "Power And Pain" (85) e "Ticket To Mayhem" (87) – para entrar na década seguinte com diversas mudanças em sua formação, alguns experimentos e registros já não tão interessantes assim.

Depois de mais de uma década afastado dos estúdios, eis que "Unborn Again" marca o retorno do Whiplash ao cenário musical, novamente com o persistente e único membro da formação original, Tony Portaro (voz e guitarra). E, ainda que sua ilustração de capa seja repleta de referências de seus primeiros trabalhos e insinue que este sétimo álbum resgate aquela sonoridade vigorosa dos velhos tempos, na prática a coisa não é bem assim.
Após tanto tempo, não seria justo comparar "Unborn Again" com os clássicos do Whiplash... É claro que há vários daqueles riffs furiosos que fizeram de "Snuff", "Fight Or Flight", "Pitbulls In The Playground" ou "Feeding Frenzy" boas composições de Thrash, mas a realidade é que agora a banda alterou o foco e optou por investir em ritmos que vão muito além deste estilo.
Assim sendo, o novo disco também flerta com elementos do saudoso Heavy Metal oitentista, galopante e com muitas melodias, e até mesmo arranjos bluesy aparecem vez ou outra. E, como não poderia deixar de ser, o próprio Portaro também apresenta vocalizações mais descontraídas e adequadas para a proposta. O resultado é bastante satisfatório, como na curiosa ‘sabbáthica’ (quem diria!) "Firewater" e no cover "I've Got The Fire", do Montrose, com seu bluesão distorcido.
Chega a ser curioso a decisão de o Whiplash adotar esta linha musical. Afinal, nos últimos anos o Thrash Metal vem passando por um revival, com inúmeras novas bandas insistindo em soar como a dos primórdios do gênero. De qualquer forma, "Unborn Again" não possui a agressividade do Thrash, mas é dono de suficientes qualidades que o colocam em um patamar acima da média em se tratando de Heavy Metal da velha escola. Dê uma conferida!
Contato: www.myspace.com/whiplashusa
Formação:
Tony Portaro - voz e guitarra
Rich Day - baixo
Joe Cangelosi - bateria
Whiplash - Unborn Again
(2009 / Pulverised Records – importado)
01. Swallow The Slaughter
02. Snuff
03. Firewater
04. Float Face Down
05. Fight Or Flight
06. Pitbulls In The Playground
07. Parade Of Two Legs (instrumental)
08. Hook In Mouth
09. I’ve Got The Fire (Montrose)
10. Feeding Frenzy
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Capital Inicial cancela shows nos Estados Unidos após vistos negados
Rush é parado na fronteira dos Estados Unidos com o México e precisa adiar show
Rhapsody se despedirá com formação clássica ao lado do Epica na América do Sul
Por que Iron Maiden nunca será grande como Metallica, segundo Bruce Dickinson
20 bandas que nunca lançaram um disco ruim, de acordo com a Metal Hammer
O cantor de prog metal que foi cotado para substituir Bruce Dickinson no Iron Maiden em 1993
Ripper Owens: "Há uma razão pro Iron Maiden tocar pra 20 mil e o Judas pra 5 mil"
Os dois clássicos do Judas Priest que Ripper Owens não queria cantar no Masters of Voices
O que torna o Slayer diferente, na opinião de Dave Mustaine
O show em que o Iron Maiden tocou Van Halen, de acordo com Adrian Smith
A grande omissão do Rock and Roll Hall of Fame segundo Steve Stevens
A música do Anthrax que Andreas Kisser considera "quase prog"
Shane Embury (Napalm Death) fala abertamente sobre luta contra o alcoolismo
Live anuncia cancelamento de shows no Brasil
Em clima de Copa do Mundo, Angra lança videoclipe da releitura de "Pra Frente Brasil"


Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos


