Danger Danger: os elementos que fizeram a cabeça dos fãs

Resenha - Danger Danger - Revolve

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Por Durr Campos
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O Danger Danger dispensa maiores apresentações. Este novo trabalho marca a volta do grande vocalista Ted Poley à banda, e em grande estilo. "Revolve" traz todos os elementos que fizeram e fazem a cabeça dos amantes da banda: melodias marcantes, musicalidade extrema, guitarras bem timbradas - cortesia do ótimo Rob Marcello - e os vocais excepcionais de Poley.
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O disco inicia com a certeira "That's What I'm Talking About". Um típico melodic rock de altíssima qualidade, com a introdução de guitarra/bateria bem "na cara". Uma mistura de sonoridades de "Screw It!" com "The Return Of The Great Gildersleeves" (respectivamente lançados em 1991 e 2000). A coisa pega fogo com a pesadíssima "Ghost Of Love", onde Steve West provavelmente deve ter quebrado sua bateria e Rob Marcello - mais uma vez - acaba com tudo na guitarra, provando que a vaga de Andy Timmons foi preenchida com propriedade.

Em "Killin' Love" podemos perceber muito da carreira solo de Ted Poley, com os teclados mais discretos, porém super marcantes. A canção explode num refrão pra lá de cativante, fazendo dessa canção um dos grandes destaques do álbum, assim como a pancada "Hearts On The Highway", que me impressionou pela agressividade atípica do Danger Danger. Nem preciso comentar que os backing vocals estão maravilhosos, até nos lembrando do Def Leppard clássico em diversos momentos do play. Se eu fosse destacar uma só canção para quem jamais escutou esses caras esta seria, definitivamente, "Hearts On The Highway".

Você deve estar se perguntando: "Este disco não tem uma balada?". Prepare-se para chorar com "Fugitive", uma balada lindíssima semi-acústica onde o baixo sobressai na base contruída pela bateria e regida por teclados discretos passeando ao fundo. Grande!

Outro destaque do álbum é "Keep On Keepin' On" que, sem dúvida, vai provocar muitos coros nos shows da banda de agora em diante. Para este redator esta é a melhor música de "Revolve". Tem tudo o que um fã de AOR/Melodic Rock poderia desejar: guitarras a bateria em uma saudável disputa, tudo amparado por um baixo deliciosamente pesado e backing vocais no melhor estilo - como eu já citei antes - Def Leppard fases Pyromania e Hysteria.

E quando você achava que já era o suficiente, "Rocket To Your Heart" explode nos alto falantes com sua sonoridade mais, digamos, contemporânea. As guitarras - sempre elas - emanam toda a energia de que o Danger Danger é capaz de produzir, acompanhadas de teclados muito bleos.

Está achando "Revolve" muito leve? Experimente "FU$" e me diga se não é mais pesada do que muita banda dita extrema por aí?! Novamente me surpreenderam com este petardo. O refrão gruda de imediato e você não irá esquecê-lo nas próximas semanas.

Estamos chegando ao fim de "Revolve" e "Beautiful Regret" mantém o som mais agressivo, pelo menos em sua introdução, mas logo segue por um melodic rock tradicional, o que confere à essa canção faces distintas, porém harmônias. A belíssima "Never Give Up" segue a sonoridade clássica do Danger Danger mezzo-AOR mezzo-Melodic Rock. Preste atenção no baixo nesta canção.

E, finalmente mas não menos importante, a arrasa-quarteirão "Dirty Mind" ecoa e poderíamos classificá-la como um party rock, algo que o Danger Danger praticava em seus dois primeiros e - em minha opinião - melhores álbuns.

O desafio está lançado: ouça e decida se este merece estar em sua lista de melhores do ano. Ainda não há previsão de lançamento do mesmo no Brasil, mas a versão importada já está nas lojas desde o dia 18 de setembro, via Frontiers Records.

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Sobre Durr Campos

Graduado em Jornalismo, o autor já atuou em diversos segmentos de sua área, mas a paixão pela música que tanto ama sempre falou mais alto e lá foi ele se aventurar pela Europa, onde reside atualmente e possui família. Lendo seus diversos artigos, reviews e traduções publicados aqui no site, pode-se ter uma ideia do leque de estilos que fazem sua cabeça. Como costuma dizer, não vê problema algum em colocar para tocar Napalm Death, seguido de algo do New Order ou Depeche Mode, daí viajar com Deep Purple, bailar com Journey, dar um tapa na Bay Area e finalizar o dia com alguma coisa do ABBA ou Impetigo.

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