U2: um bom lançamento mas sem reinventar o rock

Resenha - No Line On The Horizon - U2

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Por Doctor Robert
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Como de praxe, os irlandeses do U2 colocam mais um bom lançamento no mercado. Mais um bom lançamento? Só isso? E aquela conversa do produtor Daniel Lanois de que a banda iria "reinventar o rock"? Bom, se é que alguém acreditou nisso, não é bem por aí...

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Criou-se uma espectativa muito grande, dada a tal citação e o tempo que a banda normalmente leva para a conclusão entre um trabalho e outro. Obviamente, não dava pra se esperar que de repente surgiria no mundo um novo "Sgt. Pepper's" ou "Dark Side Of The Moon" da vida, discos que realmente revolucionaram o rock. Principalmente se levarmos em conta que o primeiro single, "Get On Your Boots", que teoricamente seria o cartão de visitas do disco, é bem fraquinho. A sua levada meio eletrônica tende a nos remeter aos tempos do grande "Achtung Baby" e seus experimentalismos, mas o que o quarteto nos proporciona no álbum como um todo é um meio termo entre "Achtung" e alguns momentos menos comerciais da banda.

Aliás, o que menos dá pra se imaginar é que alguma das canções do novo álbum irá estourar nas rádios, como vimos acontecer nos últimos trabalhos, como "Beautiful Day", "Elevation" e "Vertigo", só pra citar algumas. Mas temos grandes canções sim, que levam o selo de garantia do grupo. A faixa título, que abre o trabalho, é U2 clássico, com os vocais de Bono acompanhando a guitarra rasgada de The Edge, chegando ao refrão com a típica paradinha para os teclados. "Magnificent" tem algumas orquestrações e em determinado momento lembra, mesmo que levemente, o Muse. "Cedars Of Lebanon" tem um tom meio sombrio, e vocais à la Lou Reed.

Outra grande faixa é a politizada "Stand Up Comedy". Aliás, parte da crítica que se diz decepcionada com o novo lançamento, bota a culpa justamente na politização cada vez mais exarcebada de Bono, dizendo que estaria deixando a música em segundo plano, afetando sua criatividade. Alguém concorda?

Em suma, um disco muito bom, longe de ser ótimo, e muito mais distante ainda de ser uma revolução. E se algumas músicas podem soar meio fraquinhas, quem sabe ao vivo não ganhem a grandeza que a banda sempre soube dar aos seus hits? E que venha o novo trabalho prometido pela banda... e, claro, que apareçam por aqui para tocar mais uma vez...


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Sobre Doctor Robert

Conheceu o rock and roll ao ouvir pela primeira vez Bohemian Rhapsody, lá pelos idos de 1981/82, quando ainda pegava os discos de suas irmãs para ouvir escondido em uma vitrolinha monofônica azul. Quando o Kiss veio ao Brasil em 1983, queria ser Gene Simmons e, algum depois, ao ver o clipe de Jump na TV, queria ser Eddie Van Halen. Hoje é apenas um bom fã de rock, que ouve qualquer coisa que se encaixe entre Beatles e Sepultura, ama sua esposa e juntos têm um cãozinho chamado Bono.

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