O guitarrista do próprio país que The Edge acha que todo mundo deveria agradecer
Por Bruce William
Postado em 25 de janeiro de 2026
Quando o assunto é "guitarrista que fica pra história", é fácil imaginar The Edge citando os nomes óbvios do rock inglês e americano. Só que, em entrevistas e tributos, ele já puxou a conversa para um lugar bem mais local e, ao mesmo tempo, bem mais decisivo para o que aconteceu com o rock na Irlanda.
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A frase que ele usou, estampada pela HotPress é bem clara e não depende de exagero: "Em termos da contribuição dele para o rock 'n' roll neste país, ele sempre será lembrado. Ele foi o primeiro. Ele foi o cara que fez isso quando era algo impensável na Irlanda. Muitas das bandas e artistas que vieram depois dele realmente deveriam agradecê-lo por ter preparado o caminho."
O nome por trás desse elogio é Rory Gallagher, guitarrista e cantor irlandês ligado ao blues rock, lembrado como um dos caras que colocaram a guitarra "de verdade" no centro do palco por lá, antes de isso virar algo comum no circuito irlandês. A leitura do Edge é justamente essa: Gallagher como alguém que abriu uma estrada para o resto passar depois.
E aí entra a parte que interessa pro leitor fã de U2, coloca a Far Out: dá pra ouvir ecos desse tipo de intensidade em momentos específicos do catálogo da banda, principalmente quando o Edge deixa o som mais "sujo" e físico. Um exemplo citado com frequência é "Love Is Blindness", faixa que fecha o "Achtung Baby" (1991), com um clima pesado e uma guitarra que parece mais uma briga do que um solo bonito.
Essa relação não fica só no campo do "ele me inspirou". O Edge chegou a ser reconhecido oficialmente com o Rory Gallagher Rock Musician Award, e o site ligado ao legado do Gallagher reproduz a mesma citação dele sobre "ser lembrado" e "ter preparado o caminho".
Gallagher morreu em 1995, mas esse tipo de depoimento explica por que ele segue reaparecendo nessas conversas: não é só pela técnica, e sim pela função histórica dentro da cena irlandesa - o sujeito que fez primeiro, quando ainda parecia improvável que aquilo virasse um "caminho" mesmo.
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